Teoria E Desenvolvimento Curricular Education Essay

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O presente trabalho foi elaborado no mbito da cadeira de Ci ncias da Educa o III, dulo da Teoria e Desenvolvimento Curricular. Neste trabalho tenho como objectivo dar a conhecer um pouco da história da educação, bem como abordar a temática do currículo, enfatizando o currículo oculto.


Breve introdução à educação e à evolução da escola

A educação prende-se com a história da evolução da humanidade. Desde o inicio da evolução do Homem, que a educação está presente. O objectivo da educação é fazer passar de geração em geração valores culturais, sociais, morais e ainda habilidades. Assim, e com o passar dos tempos, a acumulação de conhecimentos já adquiridos bem como a aquisição de novos saberes tem levado a um desenvolvimento cada vez mais rápido na sociedade. O próprio processo educativo foi sofrendo alterações ao longo dos tempos visando uma melhor adaptação à época em questão bem como às necessidades da sociedade nesse mesmo contexto sócio-temporal.


Numa época pré-literacia, os filhos aprenderiam artes e conhecimentos que lhes seriam transmitidos pelos pais através da oralidade ou através da observação e imitação. Com o desenvolver das sociedades e o aumento da sua complexidade começaram a desenvolver-se novas actividades, tais como agricultura, pecuária, pesca entre outras. Os conhecimentos nestes sectores passariam a ser transmitidos por pessoas com experiência na actividade em questão.


Mais tarde surge a escrita, contudo esta apenas estava disponível para alguns elementos da sociedade, sendo de destacar o clero, administradores públicos e funcionários da lei. As “escolas” de então estavam destinadas apenas a uma pequena parte da sociedade.


Com a revolução industrial surge a crescente necessidade de elevar a qualificação dos trabalhadores, levando a uma maior produtividade o que terá como consequência uma melhoria na competitividade das fábricas no mercado. Surge então a “escola fabril”. Esta escola, caracterizada por ser uma escola de massas pretendia desenvolver a capacidade dos trabalhadores na função que lhes estava destinada nas fábricas, levando desta forma ao cumprimento dos objectivos supracitados. Os filhos dos funcionários das fábricas tinham também a oportunidade de aprender a actividade dos pais, possibilitando-lhes no futuro seguir a mesma actividade.


Com a revolução francesa, surgem os ideais de “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”. Estes ideais, foram também trazidos para a escola, pois foi a partir deste momento que passam a haver escolas públicas de livre acesso e gratuitas, de modos a que todos os indivíduos de uma determinada sociedade passem a ter acesso à instrução. Numa primeira fase surge a escola tradicional. Esta escola privilegiava o magistercentrismo, o professor era o centro da educação, aquele que tudo sabe e cuja função era modelar o aluno à luz do seu conhecimento. Posteriormente à escola tradicional surge a “escola nova”. Contrariamente ao que acontecia na escola tradicional, nesta escola pratica-se o puerocentrismo em que o centro de todo o processo educativo é já o aluno e a função do professor cinge-se à orientação do aluno na construção do conhecimento. Mais tarde surgem ainda os modelos curriculares tecnológicos que têm a sua origem na necessidade de preparar os trabalhadores para o desenvolvimento social e económico. Nesta escola, aprendia-se a trabalhar.


Na actualidade embora a escola não se identifique completamente com uma destas correntes, esta acaba por ser uma combinação de várias características de cada uma delas.


O currículo

Com o aparecimento da escola, surge também o conceito de currículo. O currículo compreende aquilo que deverá ser aprendido, estruturando a aprendizagem numa sequência lógica, de modo a que o processo educativo seja o mais eficiente possível.


Apesar do conceito de currículo surgir com a escola, julgo que podemos considerar que este já existiria anteriormente embora sem que houvesse consciência da sua existência. De facto, poderemos considerar que onde há ensino há um currículo, por exemplo na aprendizagem de um qualquer ofício já existiriam “matérias” a serem leccionadas, bem como métodos para transmitir o conhecimento por parte de quem já trabalhava nessa mesma arte.


Mas o que é então o currículo? Muito se tem escrito e debatido acerca deste tema, contudo não existe uma definição que se possa considerar como completa, na medida em que o currículo é algo de muito complicado por englobar várias dimensões, aliado ao facto de que a sociedade está em constante evolução e desta forma o currículo pela necessidade de estar actualizado é algo também que está em constante alteração.


“O currículo surge como uma série de experiências educativas organizadas e executadas pela escola e que, ao mesmo tempo, são experiências vividas pelos alunos sob orientação da escola. Nestas circunstâncias, as experiências de aprendizagem incluem todas as que são verdadeiramente vividas pelos educandos, mesmo aquelas que não decorrem da prossecução directa do programa de estudos proposto, decorrendo antes da própria organização do sistema escolar. Muitos destes elementos fazem já parte do currículo oculto e integram-se com toda a legitimidade na instituição-escola.” (Silva, 2006, p.7).


Algo que é importante ter em consideração é o facto da necessidade de termos um currículo em constante evolução. Há que ter em consideração que as sociedades evoluem, o conhecimento evolui, a tecnologia evolui, e quando se constrói um currículo devemos ter consciência que este não está completo e que futuramente deverá ser revisto e alterado, de modo a que reflicta de uma forma mais adequada as características da época em questão de forma a não se tornar obsoleto.


As dimensões do currículo

Quando falamos em currículo devemos ter em consideração as várias dimensões do mesmo, de facto, podemos falar em currículo oficial, currículo real, currículo formal e informal, etc. Quando falamos em programas, prospectos e etc., Tudo o que é emitido pela entidade responsável pela educação num país e que tem como objectivo regular o ensino, estamos a falar em currículo oficial, já o real não está associado ao que está no papel, mas àquilo que é posto em prática pelos professores na sala de aula. Entre currículo formal e informal, a distinção é feita apenas pelo período horário em que actividade é realizada. O currículo formal é aquele que é realizado dentro dos períodos normais de aulas enquanto o informal corresponde às chamadas extra curriculares, pois apesar de estarem previstos, são realizados pelos alunos na base do voluntariado, como são os casos de clubes e actividades desportivas.


O currículo oculto

De acordo com Sacristán (1998, cit. Silva, s/d) é insuficiente considerar-se o currículo apenas como um conjunto de experiências planejadas, isto porque a aprendizagem dos alunos não se cinge unicamente àquilo que consta nos programas e é transmitido pelo professor, mas também a toda uma vivência no meio escolar em que estão inseridos. Devemos ter em consideração por exemplo que durante o período lectivo, a realidade dos alunos não está limitada exclusivamente às aulas, ocorrendo também períodos com actividades extracurriculares, convívio com colegas e amigos, funcionários, etc. Todas estas experiências irão de uma forma ou de outra contribuir para a aprendizagem/formação do aluno enquanto indivíduo na sociedade, irão ser aprendidas atitudes e valores que não estarão contemplados no currículo.


Assim ficamos já com a noção de que apesar da escola se reger por um currículo nos quais constam os conteúdos a serem aprendidos pelos alunos, aquilo que se passa na realidade é que a aprendizagem vai muito para além daquilo que se pretende ou que é planeado por quem produz os programas. Não se pode esquecer que a escola é um dos mais importantes instrumentos de socialização na actualidade. Dentro de uma escola os alunos poderão estar sujeitos a uma diversidade cultural e ideológica que podem ser bastante expressivas, como é óbvio, das situações vividas durante o período lectivo os alunos estarão sujeitos a uma aprendizagem não programada, como resultado das suas vivências em determinados meios e que é difícil de contemplar no currículo oficial, uma vez que estas situações são impossíveis de se prever.


“Este currículo peculiar constitui uma parte integrante e efectiva da experiência do aluno na escola” (Silva, 2006, p.4). A este currículo designamos de currículo oculto ou escondido.


Apesar de não haver planeamento ou até mesmo consciência da existência de um currículo oculto, este assume um papel de extrema importância na formação do aluno. Muitas das atitudes e comportamentos dos alunos são aprendidos fora da sala de aula.


Sacristán (1998, cit. Silva, s/d) refere que neste currículo estão contempladas todas as actividades que têm influência na aquisição de saberes, competências, valores, sentimentos mesmo não estando previstas nos programas a aplicar.


Apesar de falarmos no currículo oculto e na não intencionalidade da transmissão de valores e atitudes nem sempre isto acontece, pois apesar de ser verdade em alguns casos, noutros os professores têm a consciência de que a forma como actuam poderá levar a determinada aprendizagem por parte do aluno. Os professores sabem que ao terem determinados comportamentos estarão a passa-los para os alunos, nestas situações, o currículo será oculto apenas para os alunos.


Um dos grandes problemas do currículo oculto é que se o considerarmos como parte integrante do currículo estamos a impossibilitar o planeamento de um currículo de uma forma eficaz, uma vez que existem inúmeras situações que contribuirão para a aprendizagem do aluno que não poderão ser previstas nem programadas, ocorrem sim como um subproduto do currículo e da forma como este é ministrado, bem como de toda uma vivência social a que os alunos estarão sujeitos na escola, as quais levarão a uma multiplicidade de situações que contribuirão para a aprendizagem do aluno bem como para a formação da sua personalidade.


Conclusão

O Currículo tem evoluído ao longo do tempo com o evoluir das sociedades e do conceito de escola. Ao termos conhecimento da existência do currículo oculto e da sua importância na aprendizagem, torna-se complexo considera-lo como parte integrante do currículo, uma vez que torna-se complicado elaborar um currículo quando consideramos que existe um currículo oculto, difícil de controlar e impossível de prever, pois será muito diferente com a realidade das escolas e das sociedades em questão, assim, em vez da definição de currículo supracitado de Silva (2006) poderemos optar pela definição de currículo de John Kerr (1968) como “Toda a aprendizagem planejada e guiada pela escola, seja ela ministrada em grupos ou individualmente, dentro ou fora da escola” (Kerr, 1968, cit. Sousa, 2009, p.4)


Bibliografia

Silva, C. (s/d). Ambiente Escolar: O Currículo Oculto Maltratado. Retirado em 12 de Maio de 2010 de http://www.uesb.br/recom/artigos/Ambiente%20escolar%20-%20o%20curr%C3%ADculo%20oculto%20maltratado.pdf;


Silva, J. (2006). A pragmática comunicacional no curriculum oculto: subsídios para uma abordagem interdisciplinar. Retirado em 15 de Abril de 2010 de http://www.bocc.uff.br/pag/silva-jose-manuel-pragmatica-comunicacional.pdf;


Sousa, J. (2009). O que é o currículo? Documento das Aulas de Teoria e Desenvolvimento Curricular. Mestrado em Ensino da Educação Física e Desporto nos Ensinos Básico e Secundário. Universidade da Madeira.

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