Levantadas No Resumo Do Trabalho Education Essay

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Buscando algumas estrat gias para responder as quest es levantadas no resumo do trabalho, tanto o tema quanto o titulo apresentam algumas possibilidades de, estimular a leitura e escrita nos, nas primeiras séries apresentando a importância destas para a vida do sujeito é que se presta o presente trabalho. A leitura faz parte do processo de aprendizagem infantil, ela leva a criança a descobrir as coisas, desde bebes fazemos leitura das coisas, inicialmente a criança começa com os olhos sua leitura, passando de acordo com os anos a fazer a leitura em livros de historias infantis e depois nos demais veículos de comunicação.


A escrita é processo que Classificado por Emilia Ferreiro no final dos anos 1970, tirou-se que a alfabetização do âmbito exclusivo da pedagogia se faz através de uma boa redação que, sempre está ligada a uma boa leitura. Assim a leitura e a escrita nos primeiros anos escolares se fazem importantes para unir os diferentes saberes que a criança trás em sua vivencia, levando o mestre a descobrir o grau de dificuldade do aluno.


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Este trabalho foi escolhido para apontar mais diretrizes aos mestres, levantar mais apoio e trazer novas concepções de prática de leitura para crianças, não foi elaborado um trabalho de campo ou pesquisa em alguma série, apenas está sendo redigido algo que busque apontar fatores positivos para esta prática. . Os Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa (P.C.N.s), dedicam páginas especiais quanto a importância da leitura e escrita para as crianças e sobre isso citam:


O trabalho com a leitura e a escrita tem como finalidade a formação de leitores competentes e, consequentemente, a formação de escritores, pois a possibilidade de produzir textos eficazes tem sua origem na prática de leitura, espaço de construção da intertextualidade e fonte de referencias modelizadoras. A leitura, por um lado, nos fornece a matéria-prima para a escrita: o que escrever. Por outro, contribui para a constituição de modelos: como escrever. (P.C.N. Língua Portuguesa. p. 53).


A leitura é, portanto, a única forma do aluno descobrir algo novo, desvendar o desconhecido e, acima de tudo é a responsável pela interpretação dos textos e dos escritos. A leitura de um problema na matemática leva a criança a descobrir a solução para tal, a leitura nas ciências humanas leva a criança a descobrir seu corpo, sua sociedade, sua cultura, sua história. Pode-se afirmar que a leitura é a propulsora do aprendizado, sem ela o aluno não consegue interpretar o texto ou reescrever o mesmo, existem indivíduos que lêem e contam um texto ou um conto e nunca foram alfabetizados, sabem isto através das leituras feitas no mundo, pelos olhos.


Para conseguir chegar até aqui, foi necessária leitura, para entender como se monta um Trabalho de Conclusão de Curso, passando por princípios de escrita e técnicas de redação. Portanto a leitura se faz necessária desde o inicio da vida de um ser humano. Basta apenas saber como trabalhar ambas, apresentando a um grupo de pessoas esta importância e, acima de tudo motivar um aluno a ler e escrever.


Não é uma tarefa fácil, os materiais lidos para este trabalho mostram o quanto é difícil para um educador, elaborar a prática da leitura e, em seguida a da escrita, não apenas na sala de aula, mas durante toda a vida de seus alunos. Pois quem lê viaja e descobre coisas que só os livros apresentam. Almeja-se aqui dispor de mais ferramentas de apoio aos educadores e, em especial, aos pedagogos, que estão em busca de um trabalho prazeroso não apenas para si, mas para seus discentes.


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Resta neste instante convidar o leitor à sentir prazer em descobrir algumas possibilidades observar a importância da leitura e da escrita nos primeiros anos escolares, que encontram-se nas próximas linhas. Os problemas a ele ligados são os da dificuldade do aluno em aprender a ler e escrever e as hipóteses são aquelas que traçam uma nova visão para corroborar este problema.


1.1 Apresentação

O tema escolhido para este trabalho está em constante ligação com a vida e os problemas dos educadores de todas as escolas, uma vez que não é fácil chegar em uma sala de aula, ter montado uma aula prazerosa e, perceber que seu aluno não sabe ler ou escrever. O papel do psicopedagogo neste momento é auxiliar professor e aluno a descobrir como avançar e quebrar estas barreiras. Daí levante-se informações importantes para construir esta monografia.


1.2 Problemas e justificativas

Será estudado um processo que busque apresentar aos pedagogos e psicopedagogos, a importância da leitura e da escrita nos primeiros anos escolares, em forma de pesquisas diversas.


Isso se dará porque nota-se uma grande preocupação dos professores em relação a este problema que ocorre nas salas de aula constantemente.


A analise será feita com material didático que apresenta materiais ligados a esta questão em um espaço de tempo relacionado ao pré-projeto, embasado nos contextos ali calcados e em outros que vierem surgir para somar pontos inovadores à esta questão.


1.3 Hipótese

Algumas das hipóteses de estudo são:

  • levantar alguns problemas causados pela falta de leitura;

  • buscar soluções para o problema da leitura e da escrita;

  • mostrar a importância de ambas para os primeiros anos escolares;

  • relacionar todos os assuntos a uma conclusão coerente com a realidade escolar, apontando a psicopedagogia como uma ponte entre a solução e as formas de auxilio do professor na sala de aula.

1.4 Método

Para a elaboração do presente trabalho, buscou-se inicialmente levantar uma questão que estivesse ligada a uma teoria diversificada. Após este feito, o trabalho estará centrado em pesquisas em livros, jornais, revistas, periódicos, sites de internet e demais veículos de comunicação que possam contribuir para o avanço da pesquisa.


2. A LEITURA

Buscando propostas diferenciadas para criar algumas possibilidades de leitura na educação infantil, o trabalho procurou encontrar um arranjo teórico de cunho informativo, que lançasse mão de novas perspectivas de analise, partindo do pressuposto que a criança é um ser entusiasta pela leitura. Rodeada por símbolos que ainda não conhece, ou por palavras e cenários diferenciados, sonha com o dia em que poderá fazer uso das suas descobertas e relaciona-los com seus sonhos. Com esta perspectiva Secco argumenta que:


(...) logo que é alfabetizada esse prazer fica mais do que evidente quando a vemos ler em voz alta uma palavra escrita em um cartaz de rua ou em uma manchete de jornal, prazer este ampliado quando a leitura se estende por uma frase inteira ou a um parágrafo completo. Nessa fase, talvez a criança não entenda o significado do que leu, pois na maioria das vezes o material não é adequado para sua idade e quase sempre está nas mãos de um adulto ou espalhado em lugares públicos. (SECCO, 2003 p.5).


Partindo do pressuposto que na maioria das vezes o material se encontra nas mãos de um adulto, normalmente o professor, pode-se entender que por estas mãos passam as diferentes formas de proporcionar o aprendizado e o gosto da leitura. É nas séries iniciais do ensino fundamental que a leitura começa a ser realmente formada e entendida, é portanto, nesta época que o prazer por ela deve ser mantido e reforçado, mas como fazer que isto ocorra e não se perca durante os próximos anos?


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Essa foi a pergunta que tencionou-se solucionar neste trabalho, portanto algumas dicas levantadas ainda são antigas e nunca caíram de cena quando o assunto é propor algumas formas de estimular a leitura no ensino fundamental. Observou-se porém que para ensinar uma pessoa a ler e tomar gosto por este hábito prático e saudável requer muito mais do que prática, requer paixão.


Construir um ambiente que permita que a leitura se propague, um local gostoso, arejado iluminado também podem estimular a leitura e desenvolver nas crianças o prazer em estar ali, criar passeios e visitas a lugares históricos, ruas bairros, cenários diversificados fazem com que as crianças leiam os espaços geográficos. Cabe ao professor da sala ou da matéria explicar que aquilo é apenas uma estratégia de leitura do local, que depois ao montar o trabalho ou o artigo, ou até mesmo um debate em sala de aula, será necessário que a leitura captada e realizada das imagens sejam aparelhos propagadores da mensagem observada. Óbviamente o educador saberá a hora e o local para propor algo que condicione a pratica da leitura. Vale reforçar que, além destas estratégias, o facilitador do ensino ainda pode confirmar que para uma boa interpretação de cálculos de geometria é necessário que seja feito antes de buscar a solução para o problema a leitura e a interpretação do texto.


Contudo o processo de recapitulação da aprendizagem da leitura bem como seu constante desenvolvimento deve estar inserido no educador que deverá estar constantemente provocando nos alunos a pratica da leitura, seja ela qual for.


Para Ana Teberosky, educadora argentina, dooutora em psicologia pela Universidade de Barcelona, um ambiente estimulador é aquele que:


(...) há uma cultura letrada, com livros, textos digitais ou em papel, um mundo de escritos que circulam socialmente. A comunidade que usa a todo o momento estes escritos, que faz circular as idéias que eles contêm, é chamada alfabetizadora. (TEBEROSKY, 2000 in JOLIBERT P. 66).


Notou-se então que o trabalho de leitura deve ser realizado de forma construtiva e estar em constante reorganização, com textos novos, assuntos que despertem a curiosidade da sala, com educadores que saibam ser mediadores do trabalho educacional, que conheçam a pluralidade cultural dos seus alunos e, estejam diversificando o material para leitura. O professor, ao fazer uso de diversos materiais, promove a troca interativa e cooperativa, desperta a necessidade e o desejo de apropriar-se desses materiais, de identificá-los, estabelecendo uma rede de comunicação, assim é importante que o ambiente seja atraente, interessante e encantador, afinal o que mais nos atrai é aquilo que lemos inicialmente com os olhos e nos chama a atenção por significativa beleza. Ou como dizem os publicitários “a propaganda é alma do negocio”.


De nada adianta elaborar uma visita a biblioteca se não souber aproveitar a mesma, explicar porque se está naquele lugar, o que acontece ali, para que serve uma biblioteca etc.


Como os Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa citam (1997, p.53) a leitura não tem uso exclusivo no sentido de formar escritores ou profissionais de áreas ligadas a ela, sua intenção é criar pessoas que saibam interpretar o que lêem, avaliando e utilizando a informação para seus benefícios como cidadão.


O processo de leitura não tem exclusivamente a intenção de extrair a informação da escrita, ele quer que se extraia a compreensão dos textos e seus sentidos diversificados, fazendo a troca dos conhecimentos, pois quando uma pessoa lê um livro, automaticamente ela comenta com outra e a noticia se propaga, a interação social ocorre e passa a ocorrer a troca de conhecimentos, onde cada pessoa passará a dar suas idéias.


Assim algumas das estratégias e procedimentos metodológicos buscados para a averiguação de hipótese de problema encontrado na confecção do tema esteve engajada na busca por criar algumas ferramentas ou possibilidades de estimular a leitura no ensino fundamental. Tais ferramentas e algumas formas de motivação serão relatadas no próximo capítulo.


Observou-se, portanto que, todos os locais e recursos podem ser utilizados para desenvolver a leitura, depende do educador e do ambiente como ela se constrói e solidifica. A leitura é algo que sempre estará no imaginário de uma pessoa, seja ela criança ou não. Ler é um processo prazeroso quando se é desenvolvido por quem ama e não importa o local onde se faça a leitura ou do que se faça a leitura o importante é apontar o prazer pela leitura, a paixão por ela.


3. A ESCRITA

“Acreditar que um aluno pode aprender é a melhor atitude de um professor para chegar a um resultado positivo em termos de alfabetização.”


Ana Teberosky


Quando se fala em escrita, logo se recordo o método silábico, as letras manuscritas e demais formas de iniciar o processo de alfabetização de uma criança. sabe-se que é recente a conscientização sobre a importância da alfabetização inicial como solução para o problema de alfabetização que está ocorrendo no mundo.


Como pode ser visto anteriormente, a leitura é de estrema importância para que a criança inicie a gana por escrever, uma vez que a leitura não é apenas de textos, mas pode ser visual e de demais formas. Tradicionalmente, sabemos que a alfabetização inicial é considerada como função da relação entre o método utilizado e o estado de maturidade ou e prontidão da criança.


Neste contexto, pode-se ainda discordar no que diz respeito a escrita ou até mesmo a leitura pois encontramos muitos brasileiros, analfabetos sem vez e voz nas decisões, que muitas vezes, são tomadas nos palácios, nas escolas, nas atividades produtivas, na sociedade. Pensando sobre esse triste problema que afeta inúmeros homens de bens é que se deve trazer a escrita para a sala de aula de forma séria e diferenciada buscando resgatar nesse menino ou menina, uma vida livre do analfabetismo e outras barreiras por ele impostas, vindo a ser um dos primeiros desafios a ser conseguido por um educador, que deve construir seu planejamento com a participação dos alfabetizandos. Sobre este assunto, Pulino & Barbato (2004, p.70) comentam:


As ações em sala de aula devem contar com um professor que não resolve problemas para seus alunos, mas lhes apresenta ferramentas para que eles construam suas próprias estratégias de ação e desenvolvam uma autonomia compatível com seu estágio de desenvolvimento.


Pulino & Barbato (2004, p. 89) argumentam ainda que:


A escrita é fundamental para o avanço do processo de escolarização que proporciona uma maior sistematização do conhecimento, facilitando o acesso dos sujeitos a outros tipos de discurso e, portanto, a uma gama, cada vez maior, de conhecimento. Por meio da leitura e da escrita, o aluno adentra novos mundos simbólicos, acessa novos conhecimentos e se torna mais autônomo. É esse sistema de novas relações com o mundo e consigo mesmo que propicia as transformações no pensar e no fazer de cada um.


Entende-se que o homem por suas características próprias, culturais, biológicas, sociais, ambientais, desenvolve modos de resolver problemas, concepção de mundo, que são assimilados por novas gerações, seja para facilitar a sobrevivência ou encontrar sentido nas coisas. O acesso ao desenvolvimento pode se dar de várias formas, uma delas, a escola.


Entender, reconhecer e analisar os níveis de construção da escrita tem sido uma das dificuldades dos educadores. O educador ao conhecer as fases da aprendizagem poderá ser capaz de interagir, valorizar o meio, a cultura do alfabetizando, alicerçando um fazer pedagógico, crítico-social que possibilite o processo de aquisição e socialização do saber e da escrita.


Emília Ferreiro psicolingüista argentina, doutorou-se pela Universidade de Genebra, orientada por Jean Piaget. Inovou ao utilizar a teoria do mestre para investigar um campo que não tinha sido objeto do estudo piagetiano (BARROS, 1996), criou muitas concepções diversificadas no que se refere às fases da construção da escrita da criança.


As afirmações de Emilia Ferreiro estão embasadas na suposição que (FERREIRO, 1993), falando como pesquisadora dedicada fundamentalmente a tentar compreender o desenvolvimento das conceitualizações infantis sobre a língua escrita, pode-se afirmar que os resultados recentes de pesquisas sobre o processo de aquisição da língua escrita nas crianças, levam a uma conclusão que merece ser considerada: as crianças são facilmente alfabetizáveis; foram os adultos que dificultaram o processo de alfabetização delas.


Por esse motivo é comum registrar como objetivo nos planos de aula que a criança deve alcançar o prazer da leitura e ser capaz de expressar-se por escrito. As práticas convencionais, no entanto, levam o analisar uma expressão escrita se confundindo com a possibilidade de repetir fórmulas estereotipadas, a que se pratique uma escrita fora do contexto, sem nenhuma função comunicativa real e nem sequer com a função de preservar informação. Como resultado, a expressão escrita é tão pobre e precária, que mesmo os que chegam à universidade apresentam sérias dificuldades. Outra conseqüência é a grande inibição que jovens e adultos mal alfabetizados apresentam com respeito à língua escrita, evitando escrever, tanto por medo de cometer erros ortográficos, como pela dificuldade de dizer por escrito o que são capazes de dizer oralmente. (FERREIRO, 1993)


Na sala de aula, percebe-se a ênfase praticamente exclusiva na cópia, durante as etapas iniciais de aprendizagem, excluindo tentativas de criar representações para séries de unidades lingüísticas similares (listas) ou para mensagens sinteticamente elaboradas (textos), fazendo com que a escrita se apresente como um objeto alheio à própria capacidade de compreensão. Está o texto ali, para ser copiado, reproduzido, porém não compreendido, nem recriado. Essa triste visão que os educadores apresentam gera uma dificuldade de entendimento sobre a importância da leitura nas séries iniciais.


Ainda tem-se a afirmação de FERREIRO (1993) que:


As seqüências pedagógicas a respeito da língua escrita procedem de uma maneira completamente oposta: as letras, as sílabas, as palavras ou frases se apresentam em uma certa ordem, em doses pré-fabricadas, iguais para todos, para evitar riscos; nega-se acesso à informação lingüística, até que se tenham cumprido os rituais da iniciação; não se permite à criança “escutar língua escrita”, até que a mesma não possa ler; a língua escrita se apresenta fora do contexto (o professor não lê para informar-se nem para informar a outros, mas para “ensinar a ler”, não escreve para comunicar ou para guardar informações, mas para “ensinar a escrever”). (FERREIRO, 1993 p.29).


Pode-se notar que há, assim, uma diferença entre saber ler e escrever, ser alfabetizado, e viver na condição ou estado de quem sabe ler e escrever, ser letrado. Ou seja: a pessoa que aprende a ler e a escrever - que se torna alfabetizada - e que passa a fazer uso da leitura e da escrita, a envolver-se nas práticas sociais de leitura e de escrita - que se torna letrada - é diferente de uma pessoa que ou não sabe ler e escrever - é analfabeta - ou, sabendo ler e escrever, não faz uso da leitura e da escrita - é alfabetizada, mas não é letrada, não vive no estado ou condição de quem sabe ler e escrever e pratica a leitura e a escrita.


Entende-se então que, quando uma criança começa a escrever, esta não deve ser desqualificada pelos erros que comete, ou até mesmo ser zombada como fazem muitos mestres, pelo contrario, o erro na escrita é uma forma de avanço naquilo que está se iniciando e, um bom educador saberá como conduzir o aluno que comete estes supostos “erros” a ir descobrindo suas falhas através de uma prática pedagógica interacionista, com mediação e intervenção do saber, propondo atividades que permitam ao aluno descobrir onde erra e como corrigir.


3. ALFABETIZAÇÃO: CONSCIÊNCIA CRÍTICA NA CONSTRUÇÃO DA LEITURA E DA ESCRITA

A criança pensa, agindo concretamente sobre os objetos. Ela opera, pensa a realidade transformando-a, e cada vez mais este pensar vai deixando de se apoiar no concreto.


Madalena Freire

Diante do acima comentado, procurando contextualizar a sistematização da alfabetização em uma abordagem histórica, buscando os condicionantes sociais, políticos e econômicos que marcaram a trajetória do ato de ler e escrever na educação formal, pode-se entender que a historia da educação é muito importante para se refletir sobre o que tem ocorrido na evolução do processo de leitura e escrita como explicação para os fatos educativos observando que os primeiros livros que surgiram de forma didática no Brasil foram as cartilhas que buscavam um posicionamento social, aprimorando o surgimento de editoras e pensamentos que deixavam o método de ensino solidificado em uma estrutura que cobrava aquilo que ali estava escrito.


As primeiras “cartas” surgidas no Brasil eram, na verdade, em manuscritos e circulavam pelo país em 1808, apresentando o alfabeto escrito de várias formas, enfatizando a grafia. Os livros impressos em papel jornal usados no Brasil vinham de Portugal, uma vez que a publicação aqui era proibida na época. Os professores escrevia a cartilha e não revelavam sua autoria. O Brasil contou com três tipos de cartilha: a Maternal, a da Infância e a Caminho Suave.


As cartilhas passaram a ser vistas como único método de aprendizagem desenvolvendo o métodos que não identificavam o método fônico. Só depois do grande sucesso com as crianças especiais, esse método passou a ser utilizado por muitos estudiosos.


A pedagogia da alfabetização, segundo Barbosa (in Ferreiro 1993, p.46), apresenta até então dois caminhos. São eles: “o método de marcha sintética e o método de marcha analítica. Ambos vieram levar a criança a perceber que havia uma relação entre os signos da língua escrita com os dons da língua falada.


É necessário que se entenda que o apego às cartilhas gerou nos educadores uma resistência em mudar seu método de ensino, apresentando aos alunos a escrita e depois a leitura. Somente com o passar do tempo e a evolução da história da educação é que as crianças foram readaptadas ao sistema de alfabetização que passou a ver na lingüística vendo o sistema como uma união entre os sons e a escrita, passando a valorizar e entender que leitura e escrita devem ser estudados juntos, levando a criança a ser mais participativa e a interagir com a leitura e a escrita mesmo que ainda em idade precoce. Na verdade o que se buscava era apresentar aos mestres que a criança antes de escrever faz leituras, pois antes de começar a ser alfabetizada ela lê o ambiente onde está, os lábios dos familiares e acaba adquirindo a leitura de mundo e observando o que mais gosta nele.


O ato de ler e escrever, passa a ser entendido como uma expressão do registro do saber produzido pelo homem que, sendo um ser histórico, está sempre ampliando, inovando e recriando seus conhecimentos.


Assim a questão critica que pretende-se levantar nesse capitulo é que os educadores devem unir leitura e escrita e entender a importância de ambas para os primeiros anos escolares, sabendo aprimorar seus conhecimentos nesse campo no que diz respeito a especificidade de seu trabalho, percebendo quando é o momento exato de mudar suas práticas pedagógicas e apresentar o quanto é gostoso ler e escrever, pois ambos são um processo em constante construção e evolução, pois seguem os fatores históricos e sociais para existirem.


Espera-se que, a compreensão critica do processo de alfabetização na questão da leitura e da escrita esteja no valor que deve ser dado a ambas.


4. CONCLUSÃO

Existem muitos outros pontos a ser destacados neste trabalho que poderiam levar a uma infinita discussão sobre o processo de alfabetização visando a importância da leitura e da escrita para os primeiros anos escolares.


O que se pretendia aqui era levar o educador e o leitor a uma reflexão sobre como está sendo a sua consciência critica, como ele está trabalhando leitura e escrita na sala de aula. Se o mesmo está valorizando o conhecimento de mundo para seu aluno ou está apenas vivenciando os níveis de escrita que Ferreiro destaca, deixando a leitura para outro momento.


A criança na idade escolar infantil tem muita capacidade de amadurecer as coisas, adora contar e explicar como criou seus desenhos, ela cria seus contos quando brinca ou suas regras e isso é a interpretação que sua cultura dá diante do conhecimento de mundo que a criança tem.


Não basta saber ler que Eva viu a uva. É preciso compreender qual a posição que Eva ocupa no seu contexto social, quem trabalha para produzir a uva e quem lucra com esse trabalho. (Paulo Freire, in Educação na Cidade, 1991).


Cada linha que se escreve neste trabalho, cada reflexão feita, procura levantar uma difícil contestação sobre a questão de ser educador. Quantas vezes passamos pelos corredores da escola e nos deparamos com educadores que dizem não gostar de ler e ainda explicam que ler é difícil porque causa cansaço.


Assim, o educador é o responsável por criar na criança o gosto pela leitura e pela escrita. Ser educador é ser capaz de apresentar os mais imagináveis caminhos que possam levar a criança a descobrir nos livros a vida e como viajar pelo mundo sem ter dinheiro. O professor deve apresentar aos seus alunos a maravilha que é saber escrever. Se preciso, levar as crianças a uma sala de analfabetos adultos, ou trazer algum analfabeto ou alguém que deixou de estudar para conversar com eles e reforçar isso. Se não quiser estes métodos, ele ainda pode encontrar vários livros que falem sobre a importância da leitura e da escrita para o homem dentro e fora do ambiente social.


Um homem letrado é capaz de conquistar o mundo e descobrir como agir diante das mais diversas situações sociais e culturais.


Portanto estimular a leitura e a escrita nos primeiros anos escolares fará com que o professor leve o aluno a ser um futuro leitor de todas as espécies e, ainda, um bom escritor, pois quem lê bastante, conhece muitas palavras e torna seu vocabulário rico e propagador de verbetes diversos que terão objetividade ou subjetividade nos textos por ele escritos. Um bom leitor tem boa dicção e conduz o texto com a entonação adequada.


Finaliza-se este trabalho apresentando várias importâncias sobre o processo de leitura e escrita nos anos escolares e almeja-se que o leitor deste trabalho pare e analise como está este processo em sua escola e passa a criar este ambiente. Essa é uma idéia e se precisarem de apoio, podem constar com os psicopedagogos.


5. REFERÊNCIAS

BRASIL, Secretaria da Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Língua Portuguesa. Brasília: MEC, 1997.


FERREIRO, Emília. Com Todas as Letras. São Paulo: Cortez, 4ª edição 1993.


Reflexões sobre Alfabetização. São Paulo: Cortez 24 ed. 1995.


FERREIRO, Emília, TEBEROSKI, Ana. Psicogênese da Língua Escrita. Porto Alegre: Artes Médicas Sul Ltda 1991.


FREIRE, Paulo, A Educação Na cidade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1991.


MARTINHO, Antonio Manuel Matoso. A História da Educação na Formação de Professores. AMM, 2000.


PULINO, Lucia Helena Cavasin Zabotto e BARBATO, Silviane. As Teorias Psicogenéticas de Jean Piaget e Henri Wallon. CEAD UnB, Brasília 2004.