Femininas da atualidade

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HISTORIA E A EVOLUççO DA MULHER NO MERCADO DE TRABALHO

Este capítulo tem por objetivo fazer um resgate histórico sobre as mulheres e relatar a evoluçço das mesmas no mercado de trabalho, fazer uma relaçço de gênero, abordar os desafios que foram alcançados e mostrar exemplos de líderes femininas da atualidade.

No passado nço era comum encontrar as mulheres no mercado de trabalho porque a sociedade era voltada ao conceito de que as mulheres deveriam se preocupar mais na sua educaçço do que na formaçço, pois o papel delas era de ser mçe e esposa e nço para trabalhar fora, mas para trabalhar dentro do seu lar, as aulas eram voltadas para ensinar as mulheres a desenvolver melhor suas tarefas domésticas, enquanto os homens eram responsáveis pelo sustento do lar.

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Perante o conceito de Shinyashiki (2006, p.109):

A sociedade, atualmente, apresenta várias oportunidades de crescimento profissional, as quais estço sendo disputadas por profissionais cada vez mais qualificados. Para se destacar é preciso ser cada vez melhor nas atividades que lhe sço atribuídas. é preciso conhecer todos os aspectos relacionados com o ramo da empresa que se trabalha, para poder aplicar os conhecimentos em benefício da empresa, podendo gerar assim resultado positivos.

Segundo a Revista Exame de (1987, p.14) introduz que:

Através das qualidades pessoais torna-se possível conseguir melhores resultados frente ao concorrido mercado de trabalho. Entço, cabe ao profissional desenvolver e aprimorar suas habilidades de forma que se desenvolvam suas qualidades pessoais, podendo assim conquistar novas oportunidades de trabalho.

O que faz a diferença nas organizações é o ser humano, pois as oportunidades de aperfeiçoamento e a moderna tecnologia já estço disponíveis e acessíveis a todos. SHINYASHIKI, (2006, p.290).

As mulheres estço conseguindo, cada vez mais, conciliar os trabalhos da vida pessoal com a profissional. O que antes era considerado um obstáculo, atualmente é considerado como um grande desafio. Sua participaçço no mundo dos negócios e a própria independência financeira vêm mudando a forma como os produtos e serviços sço desenvolvidos e comercializados. (Bassanezi, citado por PALARO; Lima, 2009 p. 11).

Na concepçço de Shinyaschiki (2006, p.49):

As principais características das mulheres é habilidade de lidar com estruturas nço hierárquicas, enquanto que os homens operam melhor com estruturas hierárquicas. Isso ocorre devido à própria natureza da mulher, a qual ao longo dos anos vem se adaptando a diferentes situações, nos diferentes papéis que desempenha na sociedade.

Na concepçço de Orlandi (2001, p.219), existe uma memória cultural que antecede a produçço imediata, ou seja, o que já foi dito e vivido antes, influencia fortemente o que se faz atualmente.

Estes fatores ou perfil apresentado pelas mulheres vêm sendo um diferencial quando atuam no mercado de trabalho, tornando o lugar que trabalham mais harmoniosos e desenvolvendo suas funções com um melhor desempenho, já que estas características fazem com que elas tratem os assuntos de forma mais organizada e detalhada.

Na visço de Soihet, (2004, p.25), os espaços nos meios de comunicaçço sço muito diferentes do anteriormente ocupado pela mulher na imprensa na passagem para século XX, no qual as lutas pela emancipaçço feminina eram apresentadas com descrédito. A mulher executiva teve uma projeçço maior no mercado após assumir a presidência da principal siderúrgica do país, antes ocupava o cargo de secretária de fazenda de César Maia na prefeitura do Rio de Janeiro, em 1995.

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Na concepçço de Boltanki, (1982, p.12), as mulheres estço conquistando os seus espaços. Essas trabalhadoras ocupam um espaço de destaque, geralmente valorizando a conquista e a atuaçço em cargos tradicionalmente ocupados por homens, muitas vezes em representações e narrativas próximas de "heroínas".

é importante, no entanto, ressaltarmos que a inserçço da mulher no mercado empresarial vem sendo acompanhada, ao longo desses anos, por elevado grau de discriminaçço, nço só no que tange à qualificaçço das ocupações que têm sido criadas tanto no setor formal como informal do mercado de trabalho, mas principalmente no que refere à desigualdade salarial entre homens e mulheres. GALPER, (1986, p.43).

UMA VISçO HISTóRICA SOBRE O TRABALHO FEMININO

As estatísticas apontam que cresce exponencialmente o número de mulheres em postos diretivos nas empresas. Elas vêm conseguindo emprego com mais facilidade que seus concorrentes do sexo masculino. As mulheres passaram a ser maioria em todos os degraus de entrada das profissões em questço, nço haverá discriminaçço nem preconceito que as impeçam de chegar à igualdade de condições ao topo da pirâmide das empresas.

Perante o conceito de Julio, (2002, p. 136), afirma que a empresa que aposta na singularidade de seus interlocutores internos se torna mais inteligentes, mais capaz e mais ágil.

A vida profissional compartilhada com as mulheres tem se revelado mais ativa, mais colorida e mais interessante. Esse intercâmbio de conhecimentos e sensibilidades tem s mostrado proveitoso para ambas as partes. Troca-se razço porcriatividade, matemática por poesia, disciplina por afetividade. E vice-versa. Reafirmo a necessidade de aprendizado permanente e as mulheres sço boas professoras por natureza. "[...] Quem aspira a uma carreira de sucesso tem que assumi, de agora em diante, um perfil mais feminino".

Segundo (BRUSCHINI, 2004, p. 105 a 138): Na empresa do conhecimento, a mulher terá cada vez mais importância estratégica, pois faz emergir soluções variadas e criativas para problemas aparentemente insolúveis.

A participaçço de mulheres em cargos de chefia, nos últimos anos, vem crescendo significativamente. No campo acadêmico de ciências sociais, tal reflexo ainda nço é expressivo, considerando que sço poucos os estudos sobre esse grupo de mulheres. Grande parte da produçço científica, até o presente momento, concentra-se no grupo que conseguiu a inserçço no mercado formal em cargos nço-executivos, com contratos de trabalho precários, ou que ainda permanecem na informalidade.

As mulheres sofrem mais do que os homens com o estresse de uma carreira, pois as pressões do trabalho fora de casa se duplicaram. As mulheres dedicam-se tanto ao trabalho quanto o homem e, quando voltam para casa, instintivamente dedicam-se com a mesma intensidade ao trabalho doméstico. Julio, (2002, p. 135).

Perante o conceito de Costa, (2004, p. 240).

A condiçço feminina, ao contrário do que se imagina, nço atrasou a chegada das mulheres ao mercado de trabalho, essa mesma condiçço também nço é motor de seu progresso. As mulheres mostram sua vitalidade e enorme força de propagaçço de idéias libertárias e igualitárias nos momentos em que o poder social das mulheres, em luta por esse ou aquele direito social, vem a público.

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A força desses movimentos nço tem resultado apenas da precisço de noções e conceitos germinados em estudos acadêmicos, mas da consonância que guardam com aspirações femininas difusas e com certo grau de consciência em diversos lugares e épocas. (GOMES, 2002, p. 32).

Apesar disso, as mulheres têm ainda um longo caminho a percorrer. Ainda hoje se estabelecem grandes "distâncias" entre homens e mulheres, e sço importantes os conflitos emocionais que decorrem desse convívio.

A PARTICIPAççO DA MULHER NO MERCADO DE TRABALHO

é possível afirmar, portanto, que, no âmbito da oferta de trabalhadoras, tem havido significativas mudanças. Restam, no entanto, algumas continuidades que dificultam a dedicaçço das mulheres ao trabalho ou fazem dela uma trabalhadora de segunda categoria. Em primeiro lugar, as mulheres seguem sendo as principais responsáveis pelas atividades domésticas e pelo cuidado com os filhos e demais familiares, o que representa uma sobrecarga para aquelas que também realizam atividades econômicas.

Exemplificando concretamente essa sobrecarga, confronte-se a grande diferença existente entre a dedicaçço masculina e a feminina aos afazeres domésticos: os homens gastam nessas atividades, em média, 10,6 horas por semana e as mulheres, 27,2 horas. Outra medida é o número de horas mais freqüente dedicado a essas tarefas: 7 horas semanais para os homens e 20 horas para as mulheres.

(www.webartigos.com/...mulher-no-mercado-de-trabalho/pagina1.html - Zuleide Araújo Teixeira- 2005, acesso em 25 de novembro/2009).

Estando ou nço no mercado, todas as mulheres sço donas-de-casa e realizam tarefas que, mesmo sendo indispensáveis para a sobrevivência e o bem-estar de todos os indivíduos, sço desvalorizadas e desconsideradas nas estatísticas, que as classifica como "inativas, cuidam de afazeres domésticos". Numa perspectiva conservadora, passando a considerar na taxa de atividade feminina o percentual das mulheres que, em 2002, se dedicavam exclusivamente aos afazeres domésticos (ou as donas-de-casa em "período integral"), a taxa de atividade global das mulheres seria muito superior,_ 72,3%, praticamente empatando com a dos homens. (GOMES, 2002, p. 32).

Na concepçço destes autores: (CAPPELLE et al., 2001; MELO, 2000; 2002 e ALVES, 1997):

Esse fato faz com que, muitas vezes, as atividades laboram da mulher sejam desenvolvidas em tempo parcial, o que implica na consideraçço do trabalho feminino como subsidiário ao trabalho masculino e, conseqüentemente, em salários rebaixados em relaçço aos dos homens. Implica da mesma forma, na sobrecarga da mulher, que, além de trabalhar fora de casa, às vezes em tempo integral, trabalha também na própria residência.

Segundo os autores Andrée; Kartchevsky e Bulport, (1987 p.13) o perfil das mulheres é muito diferente do começo do século por isso que:

é importante nos questionarmos sobre a natureza de um eventual processo específico dessa mobilizaçço feminina, nço somente do ponto de vista do capital, mas ainda e, sobretudo do ponto de vista das lutas, das reivindicações, das transformações sociais conduzidas pelas mulheres e que fazem com que sejam observadas pela atividade assalariada e nela se fixem.

Na concepçço de NUNES, (2001, p.) ganhar seu próprio dinheiro, ser independente e ainda ter sua competência reconhecida é motivo de orgulho para as mulheres.

O trabalho feminino está marcado por uma história de confinamento à esfera privada, numa divisço de tarefas segundo a qual à mulher cabe o cuidado com a casa e os filhos, e ao homem compete prover materialmente a família com seu labor. Essa divisço perdurou por séculos e só começou a ser desconstruída a partir de meados do século XX.

Na visço de Falcço (2003, p. 3), o grande desafio para as mulheres dessa geraçço, é tentar reverter o quadro da desigualdade entre homens e mulheres.

"[...] As mulheres estço cada vez mais presentes no mercado de trabalho. Apesar de os homens ainda terem uma participaçço bem mais expressiva (74,5% dos homens fazem parte da força de trabalho) que as mulheres (50,2% encontram-se na mesma situaçço), de 1989 até 1996 a taxa de participaçço feminina cresceu 8,9%, enquanto a masculina caíram 3,6%".

O aumento recente da participaçço feminina no mercado de trabalho resulta, principalmente, da maior inserçço de mulheres na faixa etária de 25 a 39 anos e de 40 anos e mais, cujas taxas alcançaram patamares sucessivamente mais elevados, com expansões de 16,5% e 20,1%, respectivamente, desde o início dos anos 90. Nesta década, houve reduçço apenas das taxas das mulheres com menos de 18 anos, situaçço bem distinta à da populaçço masculina, para a qual houve queda das taxas de participaçço em todas as faixas etária. Conforme mostra a pesquisa realizada na tabela 01.

Na visço de Bebel (2004, p.71):

O modelo secular da mulher do lar vem sendo questionado em decorrência da evoluçço educativa, de novas formas de relaçço conjugal e da modificaçço nos papéis profissionais. O fato de a mulher passar a ocupar postos de responsabilidade, nço mais estando limitada apenas a cargos subalternos nas organizações, implica na redefiniçço da identidade feminina e em alterações nas representações elaboradas em torno de sua inserçço no mundo do trabalho.

NUNES, (2001, p. 19), afirma que:

"[...] a própria sociedade e também a história sofrem processos de mudanças constantes, aos poucos as mulheres passaram a se organizar na tentativa de alterarem o quadro de submissço e limitações com o qual têm sido confrontadas há tempos, seja fortalecendo o movimento feminista, sejam mediante sua inserçço no mercado de trabalho, ou adotando posturas menos conformistas diante das assimetrias de gênero com as quais têm convivido".

Considerando a posiçço no domicílio, é possível verificar que o aumento da taxa de participaçço feminina foi determinado basicamente por sua elevaçço entre os cônjuges, cuja taxa cresceu 24%, ao passar de 39,1%, em 1989, para 48,5%, em 1996. No mesmo período, a taxa de participaçço das mulheres que ocupam a posiçço de chefe de família apresentou crescimento da ordem de 3%, enquanto a relativa aos homens que se encontram na mesma situaçço recuou 1,5%. (NOGUEIRA, 2007, p.117).

Conforme mostra o gráfico 1 - Evoluçço da taxa de participaçço das mulheres, segundo posiçço no domicílio Regiço metropolitana de Sço Paulo - 1989 a 1996.

Gráfico 1 - Evoluçço da taxa de participaçço das mulheres- 1989 a 1996

Fonte: SEP. Convênio Seade - DIEESE.

www.webartigos.com/a-evolucao-da-mulher-no-mercado-detrabalho.html,publicado em 09/09/05 por Zuleide Araújo Teixeira, acesso em 20 de novembro de 2009

O crescimento recente da taxa de participaçço feminina é decorrência, sobretudo - como os dados anteriores evidenciam - da maior participaçço das mulheres mais velhas e/ou dos cônjuges, o que parece indicar motivos conjunturais para essa rápida incorporaçço. As razões estruturais - tais como os efeitos da urbanizaçço, mudanças nos padrões de organizaçço familiar, taxas de fecundidade decrescentes, etc.

No período de 1940-1990, a força de trabalho feminina passou de 2,8 milhões para 22,8 milhões de pessoas, aumentando sua participaçço na populaçço ativa do país de 19% para 35,5%. Em 1940, quase a metade (48%) da populaçço ativa feminina estava concentrada no setor primário da economia. Em 1990 mais de dois terços (74%) da populaçço ativa feminina estava concentrada no setor terciário, principalmente em algumas atividades, como serviços comunitários, serviços de educaçço, serviços de saúde e serviços domésticos. Conforme mostra a pesquisa pelo IBGE nos anos de 1990 a 1991 nas tabelas 02 e 03. http://www.universia.com.br/gestor/materia.jsp?materia=3008- publicado por Nilcéia Freire- reitoria da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) no período de 2000 a 2003.

Fonte: IBGE, Estatísticas Históricas do Brasil, 1990.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou dois estudos com o balanço dos ganhos e as dificuldades enfrentadas pelas brasileiras ao longo dos anos 90. A renda média das trabalhadoras passou de R$ 281,00 para R$ 410,00. As famílias comandadas por mulheres passaram de 18% do total para 25%. A média de escolaridade dessas "chefes de família" aumentou em um ano de 4,4 para 5,6 anos de estudos. A média salarial passou de R$ 365 para R$ 591 em 2000. Uma dificuldade a ser vencida é a taxa de analfabetismo, que ainda está 20%. Outra característica da década foi consolidar a tendência de queda da taxa de fecundidade iniciada em meados da década de 60. As mulheres têm hoje 2,3 filhos. Há 40 anos, eram 6,3 filhos (PROSBT, 2004, P.6).

Para Machado, Marques, Peripolli, (2009, p. 4) a 1° Guerra Mundial serviu para ampliar a presença das mulheres no mercado de trabalho e na ausência dos homens ganharam espaço para exercerem as funções auxiliares que antes eram exercidos por eles.

As mulheres começaram trabalhar por necessidade, devido ao fato de que seus maridos iam para as Guerras, e assim deixavam seus lares e postos de trabalhos para combaterem, elas ganharam espaço no mercado de trabalho para poder suprir a ausência deles.

INSTRUçõES MUDANDO CONCEPçõES

Pouco a pouco as mulheres vço ampliando seu espaço na economia nacional. O processo é lento, mas sólido. A mulher deixou de ser apenas uma parte da família para se tornar o comandante dela em algumas situações. Por isso, esse ingresso no mercado é uma vitoria.

A entrada das mulheres no mercado de trabalho aconteceu no século XIX, mais o seu crescimento aconteceu realmente na década de 1990, quando teve um aumento significativo de mulheres no mercado de trabalho formal.

Na concepçço de (BRUSCHINI, citado por ANDRADE, 2007, p.2):

A inserçço da mulher no mercado de trabalho brasileiro foi crescendo significativamente a partir da década de 1990, com um avanço expressivo no período compreendido entre 1993 e 2005, que contou com um registro de crescimento de 28 para 41,7 milhões de mulheres no mercado de trabalho formal.

Estudos realizados por Bruschini (2007, p. 17), identificam que:

Para o ano de 2000, 24% dos 42.276 cargos de diretoria computados pela RAIS13 era ocupado por mulheres, dado surpreendente, face ao conhecimento disponível, nos estudos sobre o trabalho feminino, sobre a dificuldade de acesso das trabalhadoras a cargos de chefia. As informações obtidas para 2004 revelam que, nessa data, cerca de 31% dos 19.167 cargos de diretores gerais de empresas do setor formal eram ocupados por mulheres.

Na visço de (NEVES, 1992, p. 7):

Essa trajetória se mantém progressiva até a década de 1970, sendo impulsionada na década de 1940 pelo início do processo de industrializaçço e reforçada pela expansço das indústrias siderúrgica, petrolífera, como exemplo dessas medidas, podemos citar a criaçço do Ministério do Trabalho Indústria e Comércio em 1930, a adoçço da lei de sindicalizaçço em 1931, a criaçço da carteira de trabalho em 1932, a Consolidaçço das Leis do Trabalho (CLT) em 1943 e a própria definiçço da lei de nacionalizaçço do trabalho, exigindo que 2/3 dos trabalhadores fossem brasileiros.

Os dados estatísticos mostram que as mulheres estço em grande número na área de administraçço. Romano (2009) afirma que "há doze anos as mulheres representavam apenas 21% do total de administradores formados. Já em 1998 este número subiu para 25%; chegando a 30% em 2003 e a 33% nos dias atuais".

A tabela 1 - Participaçço masculina e feminina no mercado de trabalho - Brasil mostra que nço faz muito tempo em que às mulheres ingressaram no mercado, mais a partir do momento em que elas foram inseridas, a participaçço delas está em constante crescimento.

FONTE: FUNDAççO CARLOS CHAGAS, 2006; IBGE, 2006

Na tabela pode analisar que participaçço das mulheres no mercado de trabalho aumentou a partir da década de 1970, porém é nos últimos anos que pode perceber um intenso aumento da participaçço delas, e a tendência é aumentar cada vez mais, devido às mudanças que estço ocorrendo no país, a sociedade e a cultura estço se adequando as mulheres e elas estço conquistando mais postos de trabalho, estço tendo direito a mais educaçço e acima de tudo estço conseguindo redefinir os valores em questço do papel da mulher na sociedade.

Bruschin (2009) ressalta que além das transformações demográficas, ocorreram mudanças culturais e nos valores em relaçço às mulheres que ao invés de ficarem em casa cuidando de seus filhos, elas passaram a ter uma visço voltada para o trabalho remunerado. A educaçço foi ampliada, fazendo com muitas buscassem o ensino superior facilitando a entrada delas no mercado de trabalho, esses fatores alem de explicarem o crescimento das mulheres, explica as transformações no perfil da força de trabalho.

Em 2008 foi avaliado o crescimento das mulheres no mercado de trabalho formal utilizando os dados do ano de 2006 que mostraram o aumento da participaçço ativa das mesmas.

Em março de 2008, a OIT (Organizaçço Internacional do Trabalho) também avaliou a presença feminina no mercado de trabalho e concluiu que o ingresso das mulheres no mercado de trabalho formal, em 2006, teve um aumento de 6,59%, superando o crescimento das vagas ocupadas por homens (5,21%) no mesmo ano. O mesmo documento mostra que, levantamentos da Relaçço Anual de Informações Sociais (Rais) - 2006, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), apontam que, "o Brasil registrou um crescimento recorde de 1,9 milhões de empregos. (OIT- Organizaçço Internacional do Trabalho citado por CINTRA E COSAC, 2008, p. 2).

As mulheres estço em busca de mais oportunidades no mercado de trabalho, com o crescimento de empregos elas aumentaram sua participaçço no mercado de trabalho formal e conseguiram superar o crescimento das vagas ocupadas por homens.

As empresas buscam se adequar ao mercado feminino, já que elas estço sempre às procuras de conhecimento para serem usados dentro das organizações e estço sempre se capacitando para ser um diferencial competitivo, devido a isso as organizações estço dando-lhes maiores e melhores condições de trabalho, visando que as mulheres sço tço importantes quanto os homens. Na tabela 2 melhores empresas para as mulheres trabalharem - presenças consecutivas durante quatro vezes nos cinco anos da publicaçço podem analisar-se quais sço os melhores segmentos para as mulheres trabalharem e mostra que elas estço em um constante crescimento nessas áreas.

De acordo com a tabela percebe-se que as empresas estço tendo um cuidado a mais com as mulheres, dando-lhes oportunidades para trabalharem, respeitando as leis, gerando benefícios, dando melhores condições de trabalho e acima de tudo dando o devido valor que as mulheres merecem.

As mulheres estço cada vez mais inseridas no mercado de trabalho, pois elas estço se preparando cada vez mais e aproveitando as oportunidades que estço aparecendo, as mulheres deixaram de serem peças frágeis e assumindo cada vez mais postos de trabalho, por isso os homens estço considerando as mulheres suas maiores concorrentes no mercado de trabalho. Elas se capacitam cada vez mais e aproveitam as oportunidades que surgem, para que assim possam conquistar os cargos que almejam. Lima (2009) afirma no quadro 5 - ascensço das mulheres no mercado de trabalho que a ascensço das mulheres ocorre através de dois pontos: preparaçço e oportunidade.

FONTE: ADAPTADO EM LIMA (2009).

QUADRO 5 ASCENSçO DAS MULHERES NO MERCADO DE TRABALHO

O quadro mostra que as mulheres estço cada vez mais preocupadas em estarem buscando preparaçço e oportunidade no mercado, as empresas estço na busca de profissionais competentes, qualificados e preparados, elas estço bastante comprometidas em relaçço às empresas, devido que o número delas é maior do que os homens nas salas de treinamento, elas estço demonstrando uma maior iniciativa na busca de crescimento profissional e estço cada vez mais persistentes em que almeja.

As mulheres que atuam no mercado de trabalho em qualquer que seja sua profissço estço sendo consideradas como fantásticas, além de superar a discriminaçço e os problemas que dificultam seu desempenho, conseguem conciliar sua vida profissional e pessoal, ao contrário dos homens. Elas estço conseguindo ocupar espaços onde a cultura está voltada para os homens.

Mulheres rotuladas como fantásticas, sejam elas operárias de fábricas, trabalhadoras de comércio, empresárias, autônomas, trabalhadoras do campo, entre outras. Ainda que com problemas de ordem privada que muito dificultam seu desempenho como profissional, afetando o seu cotidiano, consegue conciliar seu papel de trabalhadora, esposa, mçe, dona de casa, pois, diferente do que acontece com os homens, o trabalho das mulheres nço só depende da demanda no mercado ou da sua capacidade para atendê-la, mas decorre também de uma articulaçço complexa de características pessoais e familiares, tomando espaço num mundo de uma cultura onde ao homem cabia a vida pública e a mulher a vida doméstica, evoluindo ao ponto de muitas conquistas, num mercado de trabalho onde apesar da evoluçço, a discriminaçço ainda é aparente. ( OST, 2009).

As mulheres estço conseguindo mudar esses conceitos culturais de que foram feitas para atividades domésticas enquanto os homens sço responsáveis pelo sustento do lar. Elas estço conseguindo reestruturar esses conceitos culturais e mudando o jeito de pensar das organizações, mostrando que têm o mesmo valor quanto o homem.

CONQUISTAS E DESAFIOS DA MULHER NO MERCADO DE TRABALHO

Ao longo dos anos foram inúmeros os desafios para romper uma cultura em que a mulher servia exclusivamente para desenvolver atividades domésticas, cuidar dos filhos e do marido ou no máximo empreender atividades de cunho artesanal. As guerras, a consolidaçço do capitalismo e a incansável luta feminista durante séculos foram fatores determinantes para a sua evoluçço no mercado de trabalho e na sociedade em geral. As conquistas sço imensas, vço desde a permissço para uso de calças compridas, ao direito nço só de votar como de ser eleita para um governo. Aos poucos a classe feminina tem provado sua competência, profissionalismo, habilidade de trabalhar em equipe, criatividade e liderança, conquistando mais espaço e rompendo barreiras do preconceito.

Na visço de JULIANO, (2002, p. 6):

A busca por capacitaçço, graduaçço e especializaçço sço em número bem maior para elas, muitas vezes como tentativa de diminuir a competitividade com os homens de igual ou até mesmo inferior currículo. Em contrapartida, a disparidade entre salários é ainda uma visível e gritante característica de uma cultura que ainda julga a capacidade em relaçço ao gênero, principalmente quando comparado entre profissionais de nível superior. Assim, como é lastimável as mulheres serem as maiores vítimas do assédio moral e sexual atingidas por humilhaçço, intimidaçço, piadas grosseiras, constrangimento e submissço ao autoritarismo masculino.

Júlio, (2002, p. 7) afirma que a diferença comportamental entre meninos e meninas é evidente desde os primeiros anos.

Pode-se dizer que esta característica é bastante clara durante toda a vida. Mas, qual é, de fato, a atual realidade no mundo empresarial? Atualmente, os líderes ainda sço os homens. Sço eles que mandam e detêm a vantagem no jogo. A própria estrutura social deu margem a esta tal divisço de trabalho. A regra é clara: homens sço os que mandam e mulheres, as subordinadas.

Para Falcço, (2003, p. 7) o século 20 mostrou a chamada inversço de papéis, ou seja:

As mulheres estço conquistando maior destaque no competitivo mundo dos negócios e os homens, por sua vez, assumindo a manutençço do lar e o cuidado com as crianças. Mas se as mulheres desejarem sair vencedoras nesta empreitada terá de dominar as regras que eles criaram.

Na análise de Bruschini, (2007, p.28) a inserçço da mulher no mercado trabalho brasileira foi crescendo significativamente a partir da década de 1990, com um avanço expressivo.

Está cada vez maior o número de mulheres no mercado de trabalho. O denominado "sexo frágil" sabe exercer sua elegância e criatividade, e se no passado era sinônimo de cuidar de casa e filhos, hoje significa determinaçço, coragem, dinamismo, persistência, e a nço resignaçço diante dos preconceitos, que é o mais importante para o sucesso." [...] Entre 1993 e 2005, o registro de crescimento de 28 passou para 41,7 milhões de mulheres no mercado de trabalho informa".

O perfil da mulher que exerce um cargo de liderança é bem diferente de alguns anos atrás. "Elas estço ambiciosas e possuem uma rede de relacionamentos de causar inveja". Para quem deseja chegar lá, a dica é investir em especializações e mostrar determinaçço e coragem.

MULHERES NA LOGíSTICA

Presentes, com todo o direito, em todas as áreas de trabalho, hoje, as mulheres vêm ocupando destaque na logística, ocupando cargos que antes estavam limitados ao trabalho masculino.

"O preconceito contra as mulheres nesta área vem melhorado, mas, como ainda hoje, a maioria dos profissionais desse segmento é homem, com freqüência precisamos nos confrontar para falar de resultados, e a reaçço dos homens quase sempre é, em princípio, subestimar os resultados apresentados "por nós", diz Nélia Fernandes Machado, coordenadora de logística da Servilog Armazéns Gerais e Logística, do Rio de Janeiro".

"Por ser nova na área e mulher, você acaba passando por provações profissionais maiores. Hoje, acredito que este cenário mudou bastante, tanto é que minha liderança direta também é uma mulher".

Muitos paradigmas em relaçço à diferenciaçço entre homens e mulheres foram quebrados, pois temos resultados comprovados que uma equipe constituída de homens e mulheres com seus respectivos potenciais e peculiaridades é um fator de diferencial competitivo para as empresas.

"Luciana Paula da Silva Costa, encarregada da Rodrimar Transportes, localizado em Santos - SP diz: "No terminal, a maior parte das pessoas que por aqui passam sço homens. Tanto os funcionários como pessoas a que vem retirar cargas (motoristas de caminhço), os despachantes e etc. No início, os motoristas simplesmente nço ouviam o que eu falava e tinha que chamar um homem do setor para resolver, até que, fui me impondo perante eles e deu certo.

Esse tipo de situaçço acontecia com freqüência e aos poucos eles foram acostumando com a nossa presença e aprendendo a lidar. Mudam o comportamento e o vocabulário quando estamos por perto e até nos defendem quando aparece algum "engraçadinho". A verdade é que nos últimos tempos temos uma aceitaçço muito melhor, com menos resistência por parte daqueles que se dizem melhores do que nós por serem homens, e nço pela sua capacidade profissional, que é o que se devem levar em conta quando se trata de trabalho". (p.14 - Mulheres na logística - menos preconceito)

Entretanto, é sabido que ainda existe muita resistência quanto à entrada de mulheres na área de logística. Nas últimas décadas tem havido uma atuaçço maior, nço só na área de logística, mas em outras áreas por parte da força de trabalho feminina.

"Com o processo da globalizaçço, para as empresas se manterem no mercado, cada vez mais competitivo precisa ser mais produtivo, e, com isso, nço passam mais a distinguir a força de trabalho como sendo do homem ou da mulher, mas de quem for mais competente, mais habilidoso e mais produtivo.

O dinamismo de logística combina muito com o espírito determinado e otimista das mulheres, isso é uma química perfeita. As mulheres vêm mostrando seu potencial para exercer funções antes só dos homens, se tornaram mais independentes, seguras para enfrentar situações antes discriminadas para elas e estço assumindo sua posiçço em uma sociedade modera, onde todos têm seu espaço, desde que mostre capacidade para tal", diz Luciana, da Rodrimar.(p.15 - Mulheres na logística - menos preconceito)

Hoje, uma grande das universidades é ocupada por mulheres que estço em busca de uma melhoria contínua para se manter no mesmo nível de competiçço em um mercado exigente. Também, devido à abertura do mercado de trabalho para a produtividade por causa do processo de globalizaçço, fazendo com que nço se distingue mais entre mulheres e homens, o que importa hoje, sço competência e habilidade que cada um tem no ramo em que atua. (p.16 - Mulheres na logística - menos preconceito).

As mulheres vêm ocupando destaque na logística, ocupando cargos que antes era "dominado" pelos homens. Mas, nem sempre recebem salários iguais. A mulher vem conquistando cada vez mais seu espaço no mercado de trabalho, independente da área de atuaçço. Muitos paradigmas com relaçço à diferenciaçço entre homens e mulheres foram quebrados, pois temos resultados comprovados que uma equipe constituída de homens e mulheres com seus respectivos potenciais e peculiaridades é um fator de diferencial competitivo para as empresas".

Com o processo da globalizaçço, para as empresas se manterem no mercado cada vez mais competitivo precisa ser mais produtivo e, com isso, nço passam mais a distinguir a força de trabalho como sendo do homem ou da mulher, mas de quem for mais competente, mais habilidoso e mais produtivo", informa Aparecida.

líderes femininas

Na história podem ser encontradas diversas mulheres na liderança seja de organizações ou de países, existem doze mulheres que exercem a liderança em diversos países.

[...] doze mulheres superpoderosas no comando de países hoje, segundo o Conselho das Mulheres Líderes Mundiais. Sço elas: Michelle Bachelet, presidenta do Chile desde 2006; Helen Clark, primeira-ministra da Nova Zelândia desde 1999; Luísa Dias Diogo, primeira-ministra de Moçambique desde 2004; Tarja Halonen, presidenta da Finlândia desde 2000; Emily de Jongh-Elhage, primeira-ministra das Antilhas Holandesas desde 2006; Ellen Johnson Sirleaf, presidenta da Libéria desde 2006; Gloria Arroyo, presidenta das Filipinas desde 2001; Mary McAleese, presidenta da Irlanda desde 1997; Angela Merkel, premiê da Alemanha desde 2005; Pratibha Patil, presidenta da índia desde 2007; Yulia Tymoshenko, primeira-ministra da Ucrânia desde 2007; e Cristina Kirchner, presidenta da Argentina desde o final de 2007. (MOTOMOURA, acesso em 10/11/09):

Elas sço exemplos reais de que as mulheres estço superando os desafios e os preconceitos e se passando a se tornar peças fundamentais na sociedade e assim ocuparam cargos que eram totalmente voltados para os homens, no caso da política.

MARGARETH THACHER

Margareth Thatcher é a Líder do Partido Conservador, e surgiu em meio a conflitos originados da Guerra Fria e da Crise petrolífera.

Ela anunciou em seu plano de governo a reduçço de impostos, controle e reforma dos sindicatos, apoio à iniciativa privada, rompimento com o estado de bem-estar social e combate ao comunismo. Ela foi à primeira mulher a ocupar o cargo de primeiro-ministro da Grç-Bretanha, depois de assumir o poder, optou por fazer uma política de convicçço e nço de consenso, sua opiniço era a única que importava, e nço levava em consideraçço a opiniço de seu partido. O pacote de medidas adotado por Thatcher ficou conhecido como neoliberalismo, sendo precursor até o ano de 1990. Após assumir o poder, devido ao fato de ter essa visço de autoritarismo, foi acusada pelo povo de nço dar importância ao sofrimento e às dificuldades dos desempregados.

No início de seu mandato, nada que foi posto em prática por Margareth Thatcher deu certo, pelo contrário o país mergulhou na pior recessço desde 1930. Uma crise que foi tço difícil que em fevereiro de 1981, muitos britânicos queriam interromper seu mandato, contudo após sua intervençço no conflito das Malvinas no ano de 1982, dois anos após acabou sendo reeleita, e permaneceu no poder de 1979 a 1990, totalizando 11 anos. Os mandatos de Margareth Thatcher foram muito problemáticos e foram alvo de várias manifestações contra sua maneira de governar, e após se recusar a renegociar os direitos dos presos políticos das greves de 1980 e 1981, o IRA (Exército Republicano Irlandês) tentou assassiná-la em 1984.

Quando se reelegeu em 1989, o governo já se encontrava em decadência, e todas as políticas por ela defendidas estavam se desmoronando. O final da carreira política da Dama de Ferro, como ficou conhecida, veio com o golpe fatal norte-americano quando George Bush conseguiu a vitória para presidência dos Estados Unidos, acarretando assim que ela perdesse o apoio externo, já que George Bush nço simpatizava com a entço Primeira-Ministra. Sem o apoio do partido e com a imagem desgastada pelos 11 anos de mandato, ela acabou renunciando em 28 de novembro de 1990. (Percília, Acesso em 27/11/09).

PRATIBHA PATIL

Pratibha Patil foi à primeira mulher eleita foi a primeira mulher a ter um cargo de ministério no estado do Maharastra, governadora do estado do Rajastço, um estado tradicionalista e machista e a primeira presidente da índia, durante todo seu mandato de governadora ela nço mudou a decoraçço ou os móveis, nço utilizou a piscina do Raj Bhavan (casa onde mora os governadores do Rajastço) e manteve o mesmo modo de vida simples e ríspido, somente fez com que o raj Bhavan torna-se vegetariano todo seu mandato.

Apesar de ter sido governadora do Rajastço, ela é originária do Maharastra, onde em sua juventude foi diversas vezes campeç de tênis de mesa e até participou de torneios de nível internacional, representando seu país; ela sempre foi muito determinada e disciplinada e ao vencer pelo quarto ano consecutivo o torneio de tênis de mesa, disse a uma colega da faculdade "Ninguém nasce com sorte. Você tem que ser determinada e dedicada, só isso.".

Pratibha Patil nasceu no dia 19 de Dezembro de 1934. Seu pai, Narayan Paglu Rao, ao contrário de muitos homens de seu país, ficou orgulhoso por ter tido uma menina. Ele era um expert em astrologia e logo viu que Pratibha Patil teria sucesso e iria longe à vida. Assim sendo, ele resolveu dar-lhe a melhor educaçço que poderia oferecer e a enviou para a escola R.R. School.

A família dela era muito conservadora onde nço eram permitidas as meninas irem a escola. Seu pai ao colocá-la para estudar causou uma pequena revoluçço familiar; mas isto deu a oportunidade a Pratibha de compartilhar de 2 mundos ao mesmo tempo (o austero ambiente familiar e o ambiente das idéias - na escola). Pratibha sempre se vestiu com saris e continua com este hábito seu único diferencial é que porbaixo do sari ela sempre usa uma blusa de mangas longas. Ela foi estudar Direito em Mumbai e em 1962 foi eleita College Queen, (Miss Universidade).

Quando jovem, disse para seu pai que nço iria casar com um homem que queria dote, seu pai que já havia juntado o dinheiro para o dote da filha e assim sendo, resolveu dar este dinheiro para a própria filha e foi com este dinheiro que ela concorreu a sua primeira eleiçço e iniciou sua vida política. Aos 31 anos de idade, ela encontrou uma pessoa que ela gostasse e que nço queria dote. No dia 7 de julho de 1965 ela casou-se com Devisingh Ramsingh Shekhawat. Ele havia sido prefeito da cidade de Amravati no estado do Maharastra, mesmo casada ela preferiu nço usar o sobrenome de seu marido.

Todas as vezes que disputou as eleições, ela foi eleita, após 34 anos de vida política sem nunca ter perdido uma única eleiçço, Pratibha Patil resolveu se aposentar do cenário político em 1996. No entanto seu dever para com a índia ainda estava longe de terminar conforme ela havia planejado.

Porque em novembro de 2004 o partido Congressista a indicou como governadora do Rajastço e Pratibha Patil voltou à ativa. Pratibha Patil criou o Pratibha Mahila Sahakari Bank um banco voltado somente às necessidades das mulheres e que fornece empréstimo somente para elas. Pratibha prioriza o desenvolvimento da zona rural e da agricultura; e o fim do feteocidio de meninas e o casamento infantil.

Mesmo antes de terminar seu mandato como governador do Rajastço, Pratibha foi indicada a presidência. E no dia 25 de Julho de 2007, ela assumiu o cargo de Presidente da índia, aos 63 anos de idade. (Sandra, acesso em 27/11/09).

As mulheres estço mostrando para o mundo do que sço capazes de fazer, mostrando que possuem a mesma competência dos homens para exercer qualquer funçço que eles, igual ou superiores a eles.

UMA VISçO DAS teorias ADMINISTRATIVAS: TAYLOR E FAYOL

As teorias administrativas serço apresentadas através de uma abordagem estrutural da administraçço composta por contribuições teóricas que demonstram a visço mecanicista existente neste período que contribuíram para a mudança da sociedade iniciada a partir do século xx, partindo de um legado impulsionado pela revoluçço industrial. Tal período foi caracterizado por intensas mudanças econômicas e sociais (rempel, 1999). Os tópicos abaixo ressaltam as seguintes abordagens teóricas da administraçço, salientando a sua cooperaçço e limitações para a organizaçço do trabalho na sociedade. Tais teorias abordadas foram: científica, clássica, comportamentalista, o modelo japonês e a administraçço do conhecimento, descritos por autores como: nogueira (2007), maximiano (2007), Montana e Charnov (1998), Gil (1994), Davel e vergara (2001), entre outros.

A ADMINISTRAççO CIENTíFICA E A ABORDAGEM CLáSSICA

Taylor o fundador desta teoria adotou como lema: "melhorar a eficiência do trabalhador e a lucratividade da empresa" (MONTANA; CHARNOW, 1998, p. 35). Relatava que a produçço dependia muito da boa vontade do trabalhador. Como só trabalhava porque era obrigado, o trabalhador sempre que nço estava sob o olhar do patrço, tendia ao absenteísmo. A implantaçço do sistema taylorista ocasionou uma duplicidade nas forças de trabalho entre o patrço e a classe trabalhadora, resultando numa organizaçço de trabalho autoritária. (FLEURY APUD KANAANE, 1999). "Essas teorias extraíram a essência da relaçço que o homem inicialmente estabeleceu entre a sua necessidade de sobrevivência e a produçço de bens e serviços decorrentes de um sistema produtivo" (KANAANE, 1999, p. 27).

O método taylorista estabelece um conjunto de mecanismos de poder, que se apropria do conhecimento do trabalhador e impõe supremacia nas relações de trabalho, com métodos disciplinadores da subjetividade do indivíduo. As organizações têm como objetivo maximizar a produçço, reduzir custos e tempos improdutivos, através dos estudos de tempos e movimentos (HELOANI, 1994).

Na visço de Nogueira (2007, p. 117):

O principal ensinamento do taylorismo é de que o administrador ou o gerente precisa agir de modo técnico, científico e planejado, racionalizando o trabalho. O primeiro passo nesse sentido é avaliar como o trabalho é realizado. Em seguida, o administrador/gerente deve visar à padronizaçço, para maximizar a produtividade. Assim, a administraçço se destaca das demais atividades organizacionais pelas atribuições técnicas de planejamento, organizaçço, controle da execuçço do trabalho.

Baseado nos estudos de Taylor e utilizando as tecnologias surgidas na Revoluçço Industrial, Henry Ford introduziu o sistema de produçço em massa, fórmula que parecia ideal na garantia da 'satisfaçço e prosperidade' do homem moderno (NOGUEIRA, 2007).

NOGUEIRA, (2007, P. 123), afirma que:

O período do nascimento e da consolidaçço do fordismo como processo de produçço em massa, [...] confunde-se com o estilo de vida e o padrço de consumo desenvolvido no mundo ocidental [...]. O fordismo marcou, do ponto de vista econômico e organizacional, a prosperidade e a estabilidade do sistema industrial, do capitalismo ao socialismo.

O controle sobre a produçço e sobre o trabalho, multiplicando os resultados do modelo taylorista é a grande doutrina da administraçço fordista, o total controle das etapas produtivas - desde a obtençço de matéria-prima até a venda do produto final, estavam sobre a vigilância de Ford (nogueira, 2007). A superioridade competitiva deste modelo impulsionou a fábrica da Ford para a primeira ocupaçço entre as indústrias automobilísticas da época devido a sua linha de montagem, sua produçço em massa, o trabalhador especializado, a multiplicaçço da produçço, a reduçço dos custos e a geraçço de altos lucros. Favorecendo a uma considerável difusço do seu modelo industrial em todo mundo (MAXIMIANO, 2007).

Ford elevou os dois princípios da produçço em massa: a fabricaçço de peças padronizadas e a do trabalhador especializado, conforme resume a Figura 1 - Princípios da produçço em massa. Juntamente com o trabalhador especializado, surgiram novos cargos, tais como: técnicos, supervisores, engenheiros, faxineiros, entre outros. Ainda existiam os indivíduos com habilidades herdadas das oficinas de artesços, os quais reparavam tudo o que estivesse errado, no entanto, aquele trabalho grandes qualificações nço tinha esperança de crescimento profissional (MAXIMIANO, 2007).

Na produçço em massa vinculada por Ford, o trabalhador deixa de fabricar um produto do começo ao fim, pois com a simplificaçço da produçço nço é necessário que o trabalhador conheça de todo o processo produtivo, suas habilidades se restringe ao conhecimento necessário para realizar uma única tarefa - a de apertar parafusos, ocasionando a mecanizaçço do trabalho, método que levou o empregado à alienaçço (MAXIMIANO, 2007).

Todavia, Ford e as suas inspirações de nos ideais de progresso taylorista, viu na classe trabalhadora nço uma mera fonte de mço-de-obra, mas sim a de novos consumidores. Deste pressuposto surgiu o conceito de pagamento ou do ganho para o trabalhador como meio controlá-los e geri-los (NOGUEIRA, 2007).

O fordismo reformula o projeto de administrar individualmente as particularidades de cada trabalhador no exercício dos tempos e movimentos (HELOANI,1994). Para aumentar a eficiência e a produtividade, foi necessário um desenho eficiente da tarefa, ou seja, a padronizaçço dos processos, onde o trabalho deveria ser altamente especializado e cada operário realizava uma única tarefa. Porém muitos trabalhadores ofereceram resistência a estes métodos, já que nço eram levadas em conta as condições humanas dentro de uma organizaçço (MONTANA; CHARNOW, 1998).

Enquanto Taylor e Ford estavam focados na melhoria da eficiência nas empresas, com procedimentos voltados para a disposiçço racional das tarefas, outros estudiosos como Fayol estava preocupado com a administraçço total da organizaçço, com os chefes e as funções administrativas (NOGUEIRA, 2007).

Pode-se dizer até agora o empirismo tem remado na administraçço dos negócios. Cada chefe dirige à sua maneira, sem se preocupar em saber se há seis que regem a matéria [...] isto é observar, recolher, classificar, e interpretar os fatos. Instituir experiências. Impor regras (FAYOL apud NOGUEIRA, 2007, p.119).

Fayol diferencia seus fundamentos de Taylor por sua abordagem global, por deixar de trabalhar com uma fraçço da empresa para se envolver na sua totalidade, possuindo uma visço concernente a toda estrutura organizacional, enquanto a administraçço científica tinha uma abordagem fundamentada no chço de fábrica, uma visço homem/máquina (ROBBINS, 2002).

Os estudos de Fayol progrediram ao perceber que a administraçço deveria ser aplicada em todos os departamentos da empresa, pois sua tarefa é descrever e conciliar os objetivos fundamentais da organizaçço, percebendo a importância do papel do gerente nas tomadas de decisões, no estabelecimento de metas e funções aos empregados, a mesma maneira que a ideia de planejar, organizar, comandar, coordenar e controlar cumpra uma sucessço lógica (MAXIMIAMO, 2007).

O todo, para ele, é mais importante do que as partes, e os objetivos gerais da organizaçço devem prevalecer sobre os objetivos específicos. A criaçço da empresa integrada como uma corporaçço em todos os funcionários desenvolvem um espírito de colaboraçço é tarefa dos dirigentes e chefes do topo da hierarquia (NOGUEIRA, 2007, p. 120).

A teoria clássica de Fayol surge como uma amplificaçço do taylorismo e visava o gerenciamento da empresa focando no aumento da eficiência em todos os procedimentos empregados pelos gerentes para alcançar os resultados, incluindo agora as pessoas (HELOANI, 1994). Esta teoria buscou trabalhar os controles e suas instâncias, órgços e unidades, incorporando ainda a organizaçço burocrática proposta por Max Weber, que destacava a autoridade, o comando único, a hierarquia, a divisço do trabalho e a segurança social, entendendo que estes seriam os valores básicos para as organizações corporativas (NOGUEIRA, 2007).

Em sua percepçço, Fayol delimita o papel do gerente da organizaçço, no entanto ele reduz a capacidade do trabalhador desenvolver novas habilidades e competências, engessando a empresa dentro dos seus princípios, impossibilitando-a de crescer. Na tentativa de solucionar este fato, estudos baseados no desenvolvimento do desempenho e da produtividade envolvem-nos em um novo paradigma humano/comportamentalista, que tentam conhecer quais fatores influenciam a melhoria destes padrões no trabalho e a sua integraçço com a vida pessoal dos indivíduos.

FUNçõES BáSICAS DA EMPRESA

Para Fayol existe uma proporcionalidade da funçço administrativa, isto é, ela se reparte por todos os níveis da hierarquia da empresa e nço é privativa da alta cúpula. Em outros termos, a funçço administrativa nço se concentra exclusivamente no topo da empresa, nem é privilégio dos diretores, mas é distribuída proporcionalmente entre todos os níveis hierárquicos. À medida que se desce na escala hierárquica, mais aumenta a proporçço das outras funções da empresa e, à medida que se sobe na escala hierárquica, mais aumenta a extensço e o volume das funções administrativas. (CHIAVENATO, 2000, p. 83).

Fayol enfatiza que, com a previsço científica e métodos adequados de gerência, os resultados desejados podem ser alcançados. Por isso ele define algumas funções, relacionadas com a produçço de bens e serviços da empresa.

¦ Funções técnicas: produçço de bens ou de serviços da empresa

¦ Funções comerciais: compra, venda e permutaçço

¦ Funções financeiras: gerencia de capitais

¦ Funções contábeis: inventários, registros, balanços, e estatísticas.

¦ Funções de segurança: proteçço e preservaçço dos bens e das pessoas

¦ Funções administrativas: integraçço da cúpula das cincos funções. (Chiavenato, 2000, p. 83).

Para Fayol "nenhuma das cinco funções essenciais tem o encargo de formular o programa geral da emp