Métodos De Custeio Utilizados Na Mensuração

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Métodos de custeio utilizados na mensuração de ativos não convencionais: um estudo aplicado à indústria petrolífera norte-americana

Used methods of costing in the measures of not conventional assets: a study applied to the petroliferous industry North American

Resumo: A relevância do petróleo no sistema econômico mundial justifica a grande quantidade de inovações no setor. Proteger o conhecimento e promover inovaçãoes estratégicas de caráter contábil-financeiro são como chaves para a competitividade. Os procedimentos contábeis utilizados para a mensuração dos custos incorridos pelas empresas petrolíferas com a procura de reservas provadas de óleo e gás natural são muito controversos. Assim, visando minimizar a dificuldade que os usuários da informação contábil encontram para analisar a situação patrimonial das empresas, o presente estudo apresenta os dois métodos de custeio aplicados à mensuração do principal ativo intangível das empresas petrolíferas - reservas provadas - e propõe um terceiro método que colabore com a harmonização das práticas contábeis. O método desenvolvido propõe a capitalização de todos os custos incorridos pela empresa e sua amortização dentro de um período determinado por lei. Como não se sabe quais os resultados econômicos, contábeis e políticos de sua implantação, um estudo mais aprofundado que considere a possibilidade de sua aplicação e os resultados que seriam obtidos traria grande avanço para a viabilidade da adoção do método.

Palavras-chave: Inovações estratégicas de caráter contábil-financeiro; Usuários da informação contábil; Métodos de custeio.

Abstract: The relevance of the oil in world-wide the economic system justifies the great amount of innovations in the sector. To protect the knowledge and to promote character innovations strategically countable-financier are as keys for the competitiveness. The accountable procedures used for the measures of the costs incurred for the petroliferous companies with the search of proven reserves of oil and natural gas are very controversial. Thus, aiming at to minimize the difficulty that the users of the accountable information find to analyze the patrimonial situation of the companies, the present study it presents the two applied methods of costing to the measures of the main intangible asset of the petroliferous companies - proven reserves - and considers one third method that collaborates with the harmonization of practical the countable ones. The developed method considers the capitalization of all inside the costs incurred for the company and its amortization of a period determined for law. As one does not know which the economic results, accountable and politicians of its implantation, a deepened study more than consider the possibility of its application and the results that would be gotten would bring great advance for the viability of the adoption of the method.

Key-words: Strategically innovations of character countable-financier; Users of the accounting information; Methods of expenditure.

Introdução

O mundo está vivendo a Era do Conhecimento e paralelamente a ela, uma transição do mundo tangível para o mundo intangível. Essa transição é constatada com a globalização, o aumento da formação e da influência de sociedades organizadas (crescimento das Organizações Não-Governamentais - ONGs, por exemplo), o aumento da preocupação com práticas ambiental e socialmente corretas, a migração da hegemonia do capital de países para empresas, o crescimento dos mercados de capitais, o aumento da importância do nível de capital intelectual dos profissionais, vislumbrando o crescimento da entidade e sua agregação de valor à sociedade.

As corporações modernas, nas quais a entidade proprietário passa a ser separada da entidade empresa, ou seja, a propriedade das entidades passa a ser separada da gestão de seus negócios, surgem aos montes a cada novo dia. Porém, a possibilidade do advento de conflitos de interesse entre acionistas e administradores e mesmo entre os próprios administradores de diferentes níveis torna-se uma constante.

Tendo em vista que os agentes do mercado têm vontade própria e que contribuem de forma individual para a empresa, cada um deles tem interesses particulares no negócio e age da forma mais eficiente que lhe for possível, visando à tomada das melhores decisões para satisfazer aos seus anseios, que muitas vezes são diferentes das necessidades principais da entidade, surge assim um conflito, denominado Conflito de Agência.

Considerando a existência da assimetria informacional (característica principal do pensamento humano) e, portanto, a diversidade de informações e de know-how entre os agentes dos mercados de todo o mundo, reforça-se a importância da Contabilidade para diminuir a assimetria e fornecer informação útil, preditiva e específica à tomada de decisões de natureza estratégica, operacional ou financeira de todos os seus usuários.

A Contabilidade é uma ciência social que estuda o patrimônio das entidades, seus bens, direitos e obrigações, através do reconhecimento dos eventos econômicos, de sua mensuração e por fim, de sua evidenciação.

A informação divulgada, sendo um instrumento de controle interno e de comunicação com os agentes externos, torna-se capaz de alterar as expectativas dos agentes do mercado em relação ao futuro.

Assim sendo, ao utilizar uma informação contábil para tomar qualquer tipo de decisão, seja ela interna, de investimento, de crédito, entre outras, o usuário dessa informação deve verificar até que ponto ela realmente representa a realidade que está retratando.

Procedimentos contábeis controversos e muito discutidos nos dias atuais são aqueles utilizados para a mensuração e a divulgação dos custos incorridos pelas empresas petrolíferas com a procura de reservas provadas de óleo e gás natural.

Segundo Godoy (2004), para as empresas que exploram e produzem petróleo, a descoberta de uma nova jazida mineral é um fator econômico extremamente importante, na verdade, representa o principal evento econômico desse setor. As reservas petrolíferas são os ativos que viabilizam a existência da empresa que explora e produz petróleo, porém esse ativo não vem sendo adequadamente evidenciado nas demonstrações contábeis. Entretanto, a avaliação e a evidenciação adequada desse ativo são fundamentais para a manutenção e o desenvolvimento das empresas do setor.

As reservas petrolíferas são consideradas como ativos intangíveis e por isso, como qualquer outro ativo dessa natureza, apresentam grandes controvérsias quanto ao seu tratamento contábil.

Assim sendo, o problema do presente estudo é: qual é o melhor método para a mensuração dos custos incorridos pelas empresas petrolíferas, que torne a evidenciação das reservas de petróleo padronizada e o mais fidedigna à realidade?

Por meio desta pesquisa, buscou-se: (1) informar sobre a importância do tema para o meio acadêmico e para o mercado; (2) apresentar os dois métodos de custeio utilizados e (3) propor um terceiro método, baseado na legislação existente sobre o tema e que reúna características dos dois métodos já existentes (Não deixou claro nos procedimetnos metodologicos como chegou a estes objetivos; isto não esta respondido na conclusão ). Assim, o objetivo principal é propor um método que minimize os problemas de falta de padronização das demonstrações contábeis das empresas do setor petrolífero.

O desenvolvimento do artigo apresenta-se dividido em 6 sessões: sendo que a primeira inclui esta introdução, a segunda conceitua ativos intangíveis, a terceira apresenta os métodos de custeio em questão, a quarta demonstra a metodologia utiliada nos estudos incorridos, a quinta relata a pesquisa empírica e, por fim, são apresentadas as conclusões da pesquisa.

Considerações gerais (falta conteúdo entre seção e sub-seção)

Ativos intangíveis

Nas palavras do Financial Accounting Standards Board (FASB), os custos de serviços tais como pesquisa e desenvolvimento, reparos, treinamento ou propaganda relacionam-se a benefícios econômicos futuros de duas maneiras.

Em primeiro lugar, os custos podem representar direitos a serviços não realizados a serem recebidos de outras entidades. Por exemplo, os custos de propaganda podem estar associados a uma série de anúncios a serem publicados em revistas de circulação nacional nos próximos três meses. Tais tipos de custos assemelham-se a seguros ou aluguéis pagos antecipadamente. São pagamentos adiantados por serviços a serem prestados no futuro por outras entidades.

Em segundo lugar, podem representar benefício econômico futuro que se espera ser obtido pela entidade com o uso de ativos ou em transações futuras com outras entidades. Por exemplo, a publicidade de um filme de longa metragem antes de sua exibição pode aumentar os benefícios econômicos futuros do produto, ou os reparos podem aumentar os benefícios econômicos futuros de um equipamento. Esses tipos de custos podem ser contabilizados como ativos, acrescentados a outros ativos ou divulgados separadamente.

Porém, mesmo tendo assumido tamanha importância e depois de muita pesquisa e discussão sobre o tema, ainda não se tem uma única definição sobre como classificar e mensurar os ativos intangíveis. (Afirmação sem a devida fonte)

Os ativos intangíveis, chamados por alguns de ativos invisíveis, por outros de ativos intelectuais, dentre tantas outras denominações atuais, formam, de acordo com Hendriksen e Van Breda (1999), uma das áreas mais complexas e desafiadoras da contabilidade e, provavelmente, também das finanças empresariais. Parte dessa complexidade deve-se às dificuldades de identificação e definição desses ativos, mas certamente os maiores obstáculos estão nas incertezas quanto à mensuração de seus valores e à estimação de suas vidas úteis.

Contudo, antes de prosseguir, deve-se necessariamente conceituar ativo.

Ativos caracterizam-se como a expectativa que a entidade tem de geração de benefícios futuros (entradas de caixa ou redução das saídas de caixa). Hendriksen e Van Breda (1999) tratam ainda do reconhecimento desses ativos, afirmando que eles devem ser reconhecidos sempre que corresponderem à definição de ativos (expectativa de geração de benefícios futuros), forem relevantes, mensuráveis e tiverem valor preciso. Para a Contabilidade Básica são considerados ativos os bens e os direitos de uma entidade, expressos em moeda e à disposição da administração.

Levando-se em conta os requisitos anteriormente citados, fica claro que, quando os ativos intangíveis apresentarem tais características, também serão reconhecidos como ativos. (Afirmação rendundante???)

Alguns pesquisadores como Hendriksen e Van Breda (1999) argumentam que os intangíveis possuem diversas características específicas que os distinguem dos ativos tangíveis e que por isso, exigem tratamento diferenciado. Três dessas características são a inexistência de usos alternativos, a falta de separabilidade e a maior incerteza quanto à recuperação.

Inexistência de usos alternativos por serem ativos muito específicos e não terem qualquer outra utilidade senão aquela para a qual foi adquirido ou criado. Falta de separabilidade por estarem diretamente relacionados com outros ativos ou ainda com a própria empresa, existindo e sendo útil só em combinação com os ativos tangíveis da empresa pela qual foram adquiridos ou elaborados. Maior incerteza quanto a recuperação porque o risco de a expectativa de geração de benefícios futuros para a empresa não se realizar é muito maior do que a dos ativos tangíveis.

Confirma-se, então, a importância da Contabilidade (confirma-se como? Com o conteudo anterior??), como linguagem universal dos negócios, nesse novo mundo, afinal, ela é a ferramenta utilizada para mensurar e para divulgar a composição da nova realidade, de maneira mais clara e objetiva possível, a todos os usuários da informação contábil. O objetivo básico da Contabilidade, de acordo com Iudícibus (2000), é prover informações econômicas para os usuários, de forma a propiciar decisões racionais.

Para Kaplan e Norton (1997), mediante o registro e o controle do patrimônio e das suas mutações, a Contabilidade apura e demonstra os resultados obtidos e a situação econômico-financeiro da empresa, servindo de elo entre ela e o meio externo. Contudo, não resta dúvida de que a falta de registro e a não mensuração dos ativos intangíveis nas demonstrações contábeis de uma empresa causa inúmeras distorções nos números e relatórios contábeis e um enorme distanciamento entre o patrimônio dos acionistas a valores de mercado e o patrimônio dos acionistas refletido pela Contabilidade Tradicional.

Ainda sedundo os autores, o ideal seria que o modelo da contabilidade financeira se ampliasse de modo a incorporar a avaliação dos ativos intangíveis e intelectuais de uma empresa, como produtos e serviços de alta qualidade, funcionários motivados e habilitados, processos internos eficientes e consistentes, e clientes satisfeitos e fiéis. A avaliação dos ativos intangíveis e capacidades da empresa seria particularmente útil, visto que, para o sucesso das empresas da era da informação, eles são mais importantes do que os ativos físicos e tangíveis.

Métodos de custeio dos gastos incorridos pelas empresas petrolíferas norte-americanas

De acordo com Gallun, Stevenson e Nichols (2001), as companhias de óleo e gás podem estar envolvidas com quatro diferentes tipos de funções ou segmentos: a) exploration and production (exploração e produção); b) transportation (transporte); c) refining and gas processing (refinamento e processamento); d) marketing e distribution (marketing e distribuição).

Além disso, a companhia pode ser classificada como integrada ou independente, de acordo com as atividades desenvolvidas. Uma companhia é integrada quando desenvolve as atividades de exploração e produção e ainda mais uma das outras três atividades acima relacionadas. Já uma companhia independente é aquela que desenvolve apenas as atividades de exploração e produção.

O setor em questão é caracterizado como um setor de grande risco para os seus investidores. Tal fato é ratificado pelo tempo que se leva para obter retorno do investimento realizado. Além disso, a tributação e os procedimentos contábeis são bastante específicos e complexos.

Para Gallun, Stevenson e Nichols (2001), os principais custos incorridos pelas companhias que operam no setor são: acquisition costs (custos de aquisição), exploration costs (custos de exploração), development costs (custos de desenvolvimento) e production costs (custos de produção).

Os custos de aquisição correspondem à aquisição de direitos de uso de áreas com reservas de óleo e gás natural, seja com existência provada ou não provada do mineral e também de perfuração de poços. Os custos de exploração são gerados pelos esforços destinados à identificação de reservas de óleo e gás natural e pelo exame dessas áreas. Os custos de desenvolvimento são auferidos com a perfuração dos poços e também para auxiliar a produção (içamento ou elevação) de óleo e gás nas reservas provadas. Os custos de produção são incorridos para a elevação do óleo e do gás para a superfície, para seu acúmulo, tratamento, processamento e armazenamento.

Para mensurar tais custos, as empresas petrolíferas dispõem de dois métodos de custeio: successful-efforts accounting - SE (contabilidade dos esforços bem-sucedidos) e full-cost accounting - FC (contabilidade dos custos totais).

A principal diferença entre os dois métodos está no reconhecimento dos gastos e perdas e, portanto, na confrontação dos mesmos com as receitas. O que mais importa para as empresas que exploram petróleo e gás é a descoberta de novas reservas com condições favoráveis de exploração e não os custos e despesas que são gerados para a comercialização dos produtos finais.

De acordo com o FASB, no parágrafo 143 do FAS 19, ativos são benefícios futuros esperados e normalmente são contabilizados pelo seu preço de aquisição ou construção. Custos que não estão diretamente ligados a ativos específicos e que por isso não permitem uma estimativa dos benefícios futuros que poderão gerar, não devem ser contabilizados, seja qual for a sua importância serão tratados como despesa ou perda.

Gallun, Stevenson e Nichols (2001), relatam que o método de contabilidade dos custos incorridos com os esforços bem-sucedidos considera apenas os custos incorridos com a procura de reservas que são de fato descobertas. Custos incorridos com procuras sem sucesso não implicam benefícios futuros, portanto, não são tratados como ativos, mas sim como despesas. Custos com aquisição e desenvolvimento são capitalizados. Já os custos de produção são tratados como despesa.

Já a contabilidade dos custos totais considera tanto os custos das buscas por novas reservas que obtêm sucesso como as que fracassam. Assim, tornou-se necessário estabelecer um teto de gastos capitalizados, para que o total não ultrapassasse o valor do ativo.

Custos com aquisição e desenvolvimento são capitalizados. Já os custos de produção são tratados como despesa.

A divergência existente entre o tratamento contábil para cada método de custeio pode causar sérios problemas em termos de comparação entre as informações contábeis das diferentes empresas do setor. O debate ocorrido sobre o tema, sobretudo na década de 70, culminou com a exigência, tanto para companhias públicas quanto para as privadas, de evidenciação dos métodos contábeis usados para registrar as atividades produtivas de óleo e gás natural e a maneira como os custos capitalizados são alocados.

Visando eliminar limitações dessa natureza o FASB, a pedido da Securities and Exchange Commission - SEC, emitiu em 1982 o SFAS 69, que determinava que companhias com relevante atividade produtiva de óleo e gás natural publicassem um relatório a parte das demonstrações financeiras, contendo os seguintes dados: a) informação quantitativa das reservas provadas; b) custos de exploração e produção de óleo e gás natural, registrados como ativo; c) custos incorridos com aquisição de propriedade, com exploração e com atividades de desenvolvimento; d) resultados de operações das atividades de exploração e produção de óleo e gás natural; e) método padrão para mensuração dos fluxos de caixa futuros descontados que possivelmente serão gerados pelas reservas existentes e f) eventuais mudanças do método padrão citado no item anterior.

Mesmo com todos os esforços por parte da SEC e do FASB, contando de intermináveis discussões sobre o tema e possíveis soluções, os dois métodos - SE (contabilidade dos esforços bem-sucedidos) e FC (contabilidade dos custos totais) continuam sendo aceitos até hoje.

Metodologia

O presente trabalho caracteriza-se como um trabalho técnico-científico que tem por finalidade divulgar a síntese analítica de estudos. Assim, um exemplo de cada um dos dois métodos de custeio apresentados anteriormente será analisado para que se possa verificar se existe comparabilidade entre as informações e as demonstrações contábeis de empresas que utilizam métodos diferentes. (Isto não é metodologia; rever)

Um exemplo simples da diferença entre os métodos contábeis para as atividades de exploração e produção de óleo e gás é apresentado a seguir.

A empresa fictícia PetroForte - óleo e Gás S/A iniciou suas atividades em julho de 2.000, com o arremate durante a 2ª rodada de licitações promovida pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), do bloco terrestre BT-POT-3, localizado na bacia sedimentar do Rio Grande do Norte (Potiguar), pelo valor de $1.000.000. A composição dos gastos incorridos e das receitas auferidas no primeiro ano está demonstrada na Tabela 1.

Tanto os valores dos gastos e despesas quanto os valores das receitas são valores fictícios criados pelos próprios autores. Não representam nenhum exemplo real. Tomou-se o cuidado, apenas, de escolher as principais contas de gastos e custos incorridos pelas empresas e que podem ser classificados tanto como ativo quanto como despesa, de acordo com o método escolhido.

Os números anteriormente apresentados deram origem a uma Demonstração do Resultado do Exercício para cada um dos métodos. Verificou-se uma diferença no prejuízo apurado em cada um dos métodos, que foi de -$23.900.000 pelo método da Capitalização pelos Esforços Bem Sucedidos e $300.000 pelo método da Capitalização Total. Veja Tabela 2 a seguir:

A diferença entre esses resultados, $23.600.000,00, ocorreu devido ao tratamento dado aos gastos de geologia, aos gastos de exploração em poços estéreis e à amortização, para os dois métodos, como segue:

  • $600.000 - gastos de geologia (SE: despesa; FC: ativo);
  • $24.000.000 - exploração de poços estéreis (SE: despesa; FC: ativo);
  • ($1.000.000) - amortização (os valores totais de amortização são diferentes porque o total do ativo a ser amortizado é menor para o método SE).

Tais diferenças terão impacto no tamanho do ativo da empresa. A composição do ativo total está representada na Tabela 3. Fica claro que a diferença existente entre o ativo apurado de acordo com cada um dos métodos de custeio é considerável.

Considerando o exemplo apresentado, confirma-se o que foi dito anteriormente sobre a falta de comparabilidade entre as demonstrações contábeis de empresas do mesmo setor, porém com métodos diferentes de apropriação dos custos incorridos. Enquanto o ativo total da empresa pelo método SE é 13.000.000, pelo método FC é 37.600.000; uma diferença considerável de 24.600.000.

Pesquisa empírica

O regulamento SX 4-10 da SEC determina que os gastos com a perfuração de poços exploratórios das empresas que usam o método da Capitalização pelos Esforços Bem Sucedidos devem ser inicialmente capitalizados como despesas diferidas (Obras em Andamento - Poços Exploratórios) até que o resultado do poço seja conhecido (só então os custos serão classificados definitivamente como despesa ou ativo).

Como visto anteriormente, as reservas de óleo e gás natural são ativos intangíveis. Além disso, apresentam duração ilimitada, ou seja, não possuem existência limitada ou vida útil natural determinada.

Segundo Hendriksen e Van Breda (1999), alguns autores afirmam que em função da natureza desses ativos, tanto a vida útil quanto o ritmo de amortização devem, necessariamente, ser arbitrários e, portanto, não possuem fundamento lógico.

Enquanto o FASB, por meio do APB 17, declara que todos os ativos intangíveis eventualmente perdem seu valor e, conseqüentemente, devem ser amortizados ao longo do período que se espera ser beneficiado, mas não além de 40 anos; as autoridades do setor bancário norte-americano e a SEC exigem que os bancos e as caixas econômicas amortizem seus ativos intangíveis não identificados em períodos não superiores a 25 anos. Ativos intangíveis identificados devem ser amortizados em períodos ainda mais curtos: não devem ser superiores a 10 ou 15 anos.

Considerando que os exemplos utilizados no estudo são fictícios e que todos têm como base números estimados para o ano 2.000, a legislação considerada para a elaboração do método proposto foi a vigente no mesmo ano.

Hendriksen e Van Breda (1999) informam ainda que as empresas, por outro lado, têm argumentado que 50 ou 100 anos seriam mais apropriados. Como não há teoria alguma para orientar a escolha, qualquer período que seja escolhido será intrinsecamente arbitrário.

Considerando o regulamente SX 4-10 da SEC e ainda os princípios geralmente aceitos para a amortização dos ativos intangíveis, o terceiro método de custeio dos gastos incorridos pelas empresas petrolíferas propõe a capitalização dos custos totais incorridos pelas empresas petrolíferas.

Tais custos devem ser inicialmente capitalizados como despesas diferidas (Obras em Andamento - Poços Exploratórios) até que o resultado do poço seja conhecido e então, os custos classificados definitivamente como despesa ou ativo. Entretanto, essa classificação não poderá ser realizada em apenas um período, afinal, não é correto onerá-lo com a justificativa de que a atividade não foi bem-sucedida. Da mesma forma, o ativo deverá ser amortizado periodicamente, evitando o mesmo efeito.

Considerando que os gastos capitalizados não podem em momento algum ultrapassar o valor do ativo, torna-se necessário estabelecer um teto máximo de gastos capitalizados.

Uma opção seria amortizar o ativo (reservas provadas) durante o período de sua vida útil. Nos casos em que a vida útil dessas reservas for indeterminada, os prazos máximos determinados em lei deverão ser cumpridos.

Assim, utilizando-se do exemplo da empresa PetroForte - óleo e Gás S/A para ilustrar o método de capitalização total dos custos incorridos com amortização condicionada à vida útil do bem, teremos os mesmos gastos incorridos e as mesmas receitas auferidas anteriormente apresentadas, conforme Tabela 4:

Os gastos incorridos foram tratados como segue:

  • $500.000 - Custo de produção - despesa do período;
  • $1.000.000 - Gastos de aquisição de área - ativo;
  • $600.000 - Gastos de geologia e geofísica - ativo;
  • $24.000.000 - Gastos com exploração de poços secos - ativo;
  • $8.000.000 - Gastos com exploração de poços com sucesso - ativo;
  • $4.000.000 - Gastos com desenvolvimento - ativo.

A partir de julho de 2001, o ativo começará a ser amortizado. A amortização mensal será de $78.334,00 e a amortização anual será de $940.000. O cálculo feito para se obter o total da amortização mensal e anual considerou a divisão do valor total dos ativos ($37.400.000,00) pela sua vida útil, nesse caso considerando o tempo máximo permitido por lei, 40 anos.

Fica claro que o terceiro método proposto é apenas uma sugestão que poderia suavizar os problemas existentes, porém, não se sabe quais os resultados (no longo prazo) econômicos, contábeis e políticos de sua implantação.

Considerações Finais

A importância da exploração e da produção do petróleo e de seus derivados nos dias atuais está mais do que confirmada.

Contudo, a mensuração e a divulgação dos gastos incorridos com as atividades desenvolvidas pelas empresas petrolíferas ainda são muito deficientes.

Diferentes métodos de custeio são utilizados pelas empresas do mesmo setor, fato que torna a análise das demonstrações contábil-financeiras bastante difícil e muitas vezes, confunde os tomadores de decisões, afinal, quando as informações não representam a realidade de maneira clara, objetiva e fidedigna, não são capazes de gerar decisões eficientes e que solucionem os problemas do dia-a-dia.

Assim, os vieses existentes quanto à aceitação, por parte dos órgãos reguladores, e quanto à utilização, por parte das empresas, dos princípios geralmente aceitos, devem ser eliminados.

O presente trabalho trata dos métodos de custeio dos gastos incorridos pelas empresas petrolíferas em seu processo de busca de novas reservas de óleo e gás natural. Como visto anteriormente, existem dois métodos de custeio bastante diferentes (contabilidade dos esforços bem-sucedidos e contabilidade dos custos totais) e que, portanto, geram resultados completamente diferentes.

Considerando a importância do tema e também o quanto a mensuração e a divulgação dessas reservas como ativos pode impactar no tamanho do patrimônio da empresa, um terceiro método de custeio foi proposto.

Na empresa em que foi aplicado, gerou resultados diferentes dos outros dois métodos. E mesmo se tratando de um método ainda superficial e que deverá ser aprofundado, tem grande possibilidade de ser implantado e de obter sucesso, o que responde à pergunta do trabalho, ao identificar a possibilidade de implantar um terceiro método de custeio para as empresas petrolíferas, melhor e mais adequado.

Um estudo mais aprofundado sobre o tema, considerando a possibilidade de sua aplicação e os resultados que seriam obtidos traria grande avanço para a viabilidade da adoção do método.

A pergunta “qual é o melhor método para a mensuração dos custos incorridos pelas empresas petrolíferas, que torne a evidenciação das reservas de petróleo padronizada e o mais fidedigna à realidade?” não foi respondida!

Referências

  1. FINANCIAL ACCOUNTING STANDARDS BOARD. SFAS 19: Financial Accounting and Reporting by Oil and Gas Producing Companies. EUA: FASB, 1977.
  2. FINANCIAL ACCOUNTING STANDARDS BOARD. SFAS 69: Disclosures about Oil and Gas Producing Activities. EUA: FASB, 1982.
  3. GALLUN, R.A.; STEVENSON, J.W.; NICHOLS, L.M. Fundamentals of oil & gas accounting. 4. ed. Oklahoma: PennWell Books, 2001.
  4. GODOY, C. R. Evidenciação contábil e as avaliações pelo fluxo de caixa descontado e pela teoria das opções: um estudo aplicado à indústria petrolífera mundial. 327 f. Tese (Tese em Contabilidade e Controladoria) - Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo - USP, Ribeirão Preto, 2004.
  5. HENDRIKSEN, E. S.; VAN BREDA, M. F. Teoria da contabilidade. 5.ed. São Paulo: Atlas, 1999.
  6. IUDíCIBUS, S.; MARION, J. C. Curso de contabilidade para não contadores. São Paulo: Atlas, 2000.
  7. SCHMIDT, P.; SANTOS, J. L. Avaliação de ativos intangíveis. São Paulo: Atlas, 2002.
  8. SCHMIDT, P.; SANTOS, J. L.; GOMES, J. M. M. Contabilidade intermediária. São Paulo: Atlas, 2003.
  9. SECURITIES AND EXCHANGE COMMISION. Regulament SX 4-10: Accounting Series Releases 257 and 258. Washington: SEC, 1978.
  10. Referências fracas (praticamente baseadas em livros) e poucas, não mostoru que fez um levantamento considerável para um artigo já que afirma que o assunto é polemico.

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