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Nasci em 1966, em Lisboa na maternidade Alfredo da Costa. A minha mãe diz que ao contrário da minha irmã , nasci ali mesmo na cama , antes de chegar a parteira. Do sítio onde vivia, recordo-me de ir para a janela chorar e chamar pela minha mãe, que lavava a roupa no rio, ao fundo do nosso quintal. Da matança dos porcos lembro-me dos seus grunhidos quando os homens os agarravam e cujo curral ficava na mesma direcção. Deste sitio porém poucas coisas se mantém como nesses tempos, o rio deixou de correr, só leva agua no inverno e se chover muito. Construí-se uma auto-estrada a A5, que liga cascais a Lisboa, sendo que uma das saídas para o Estoril fica a 500 metros deste lugar. Lembro-me ainda de que antes da grande rotunda que dá acesso á auto-estrada ser construída, eu passava por ali para ir para a praia ao longo da estrada corria um pinhal no meio do qual passava um carreiro, hoje em dia tudo isso deixou de existir, o pinhal foi arrancado para construir a auto-estrada, a estrada foi aterrada para nivelar o terreno e para construir a rotunda dos acessos. Porém por outro lado tornou-se um lugar com fácil acesso a Lisboa que está à distância de vinte minutos, as pessoas deixaram de depender da estrada marginal, que orla a costa de cascais até Lisboa e que foi a primeira via de acesso por automóvel a costa do Estoril, e do caminho-de-ferro que têm mais ou menos a mesma configuração, facilitando o percurso às pessoas, o que levou a um aumento da construção e ao valor dos terrenos, esta não é uma zona de prédios mas sim de vivendas, devido à proximidade da zona turística do Estoril, por isso está cheia de condomínios de luxo, entre os quais o da quinta do Patino, um milionário Chileno conhecido por o rei do estanho, que é habitada por muita gente importante desde a economia ao futebol, passando pela politica.

Entrei na escola primária de Bicesse aos seis anos. Em 1973 lembro-me de o meu pai me meter ao colo enquanto lia as notícias da guerra do Yom Kippur. Do vinte e cinco de Abril, só me recordo de a minha irmã me agarrar pela mão e me levar para o pátio entre as casas, onde o senhor Manuel e a senhora Celeste, que eram os pais da senhoria, falavam com a minha mãe e diziam que ia haver uma guerra. Graças a deus isso não aconteceu, mas muitas coisas mudaram, umas para bem outras nem por isso.

O novo regime trouxe profundas alterações, principalmente á legalidade do estado de direito, o artigo 2º da constituição Portuguesa diz: “A República Portuguesa é um estado de direito democrático, baseado na soberania popular, no pluralismo de expressão e organizações políticas democráticas, no respeito e na garantia de efectivação dos direitos e liberdades fundamentais e na separação e interdependência de poderes, visando a realização da democracia económica, social e cultural e o aprofundamento da democracia participativa”. De repente este pais, o mais antigo da Europa com as mesmas fronteiras, atingiu a modernidade em termos de regime, finalmente tinha uma constituição que se podia dizer democrática. Depois de no inicio do século dezanove o liberalismo, ter tentado outorgar uma carta constitucional ao pais, que falhou devido á intervenção dos poderes ingleses, nesse tempo protectores de Portugal. A seguir de novo os liberais, tentam aplicar a carta obrigando D.Miguel a jura-la, coisa que não lhe estava na alma, apesar de a ter jurado, mal se viu no poder deitou-a fora, para se tornar rei absoluto, vêm então o seu irmão D.Pedro I do Brasil e IV de Portugal derrotá-lo nas guerras liberais, e jurar a carta constitucional, em nome de sua filha a rainha D.Maria II. Finalmente Portugal, tinha uma lei fundamental escrita, que não dependia da vontade do Rei. A seguir teremos a constituição da primeira república, que permitiu tantos desmandos visto que estava eivada de profundo anticlericalismo, e que se veio a adaptar há vontade do estado novo, e do seu regime de perseguições, até 25 de Abril de 1974. Eu não posso deixar de pensar, que tive sorte em nascer neste novo regime.

Portugal is the only and last empire in the world in 1974. In the beginning of de twenty century, many others European countries, like England and France have is on empires, but when the second world war had to came to a end, one by one they have to concede independence to is colonies, all over the world from Africa to Asia. The Europe and principally England have is power reduced, by the terribly destructiveness of this war and another potencies have to share the power in the world, United States and the Sovietic Union. New lords new orders, and this two huge countries established is new area of influence, the imperialism is seen like a terribly word no one have the courage to say, the Sovietic union have another word more smoothly “Internationalism” is this word that permit to intervene, first in Greece, then all over the world from china to Africa. Then when, some Africans from Portuguese colonies like Agostinho Neto or Amilcar Cabral call from de sovietic support, they have the glad to say yes in the name of “Internationalism”, in our days many angolanes, guineas and mozambicans have to pay hardly, because of the help by the brothers of the sovietic allied countries.

Portugal have to fight without any support from the others allies of NATO like USA or Britain but this long war put all society in profound distress, year after year milliards of young Portuguese men have to depart by ship for south to Africa, the army and principally the military of the academy have to complete commission over commission, and the war every year is more problematic, in Guiné-Bissau large portions of the country is in power of the rebels and in the end of 1973 the PAIGC have declared independency of the colony.

Then in 1974, the military have organized a movement, and put an end to the older regime , founded in 1926 with the revolution of 26 of Mai, and later António de Oliveira Salazar and for last by Marcelo Caetano, in this day 25 of April 1974 the troops organized by Otelo Saraiva de Carvalho, leave is bases, and took the principals repartitions of the government in Lisbon , the people came to the streets in a effusive joy and happiness, the cry is for liberty, is the beginning of a turbulent period, called the hot summer of 75, when all the repressed liberties came to the streets in a flood like diluvian waters, the good sense is put to the side, and everyone have the perception off been the lord off the true, in the factories, offices and public repartitions the workers commissions organize the expulsion of the proprietary and the nationalization. This conflicts and generalized confusion have an end in the 25 November 1975.

Esta época é fértil em alterações ao nível social de que se destaca, os direitos das mulheres que é introduzido pelo artigo 13º da nova constituição que declara com o título “princípio da igualdade” e diz”1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei”,”2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão da ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual”. Tudo isto está escrito na constituição, mas será cumprido? Apenas 5,7% dos administradores executivos das empresas do PSI20 são mulheres, na Europa são uma para nove, parece haver um muro invisível, que impede as mulheres de ascender ao topo da carreira. Porém apesar da situação em Portugal não ser a ideal, em certas áreas de África, América ou Ásia a situação é muito mais aflitiva. Em África as mulheres estão perante situações muito complexas, desde o norte muçulmano, onde as mulheres têm poucos direitos, são mesmo impedidas de sair á rua sozinhas. A sua situação , têm piorado com a ascensão do fundamentalismo. Em todos estes países, que se estendem num grande arco de África até á china passando pelo médio oriente, o lenço ou a burqua que cobrem o cabelo, o rosto ou mesmo o corpo todo, são uma marca da subalternização da mulher na sociedade. Outra marca indelével da pouca importância da mulher nestas sociedades é a mutilação genital feminina, que provoca nestes países problemas graves, ao nível da saúde pública, estas situações devido á emigração têm cada vez mais chegado á Europa, que se vê constrangida a agir. No sul de África outros problemas persistem, como o HIV, que provoca verdadeiras convulsões sociais, nestes países tão pobres, o número de órfãos sobe em números aflitivos, mais uma vez as principais vítimas desta doença são as mulheres, que têm de lidar com crenças antigas, ou com regras culturais como a poligamia que acaba por acentuar a perigosa progressão do SIDA. Por isso quase que podemos dizer que as mulheres em Portugal são afortunadas.

Olhemos o caso de uma mulher francesa de origem Argelina, filha de um casal de imigrantes pobres, muçulmanos não praticantes vindos da Cabília Argelina, que se instalaram em Clamart, nos arredores de Paris onde frequentou a escola e de onde aos dezasseis anos, quando era aluna brilhante, foi enviada abruptamente de volta para a Argélia pelos pais. Embora bem integrados em França, estes não pretendiam de maneira nenhuma ofender susceptibilidades da família em África, aceitando o marido, que segundo o costume tradicional, esta arranjara para a sua filha.

Com a morte na alma, esta jovem Francesa que já lera os filósofos e estava a viver a liberdade de uma adolescência parisiense, não teve outro remédio senão acatar este destino cruel e casar. Confinada à casa e às relações de família femininas, em poucos anos mãe de dois filhos, sofrendo maus tratos do marido, resolveu apesar das dificuldades sociais e legais da Argélia - o código da família confere um estatuto tão insatisfatório a mulher que lhe chamaram o código da vergonha - acabou por impor o divórcio ao marido, embora com um custo pesado, pôde voltar a França, mas teve de deixar os filhos, que só voltaria a ter junto a si doze anos depois. Tem havido ao longo dos anos histórias semelhantes escritos por mulheres, que como ela se libertaram com maior ou menor dificuldade de família, aldeia, sociedade muçulmana onde tinham um estatuto de menoridade e sofriam variadas formas de opressão. Mas o outro lado deste combate contra esta opressão, descamba sem querer nos estereótipos e caricaturas malevolentes das tradições muçulmanas, assim esta mulher muçulmana, conta o mal estar sentido, apesar de tudo, por sem querer promover visões injustas desdenhosas e as vezes racistas do mundo. “Até onde se pode falar da realidade das mulheres de tradição muçulmana sem abrir caminho aos propagandistas do ódio? Como conciliar anti-racismo e feminismo?” pergunta Hamida Bem Sadia.

Desta época de confusão, só me lembro das emissões dos parodiantes de Lisboa que abordavam assuntos políticos de maneira humorística, que eram para mim, nessa idade, um pouco indecifráveis. A rádio havia surgido no principio do século vinte, quando Marconi iniciou experiências, com a transmissão de telefonia através de ondas electromagnéticas, que nesta altura ainda não estavam completamente decifradas, acreditava-se sim que estas se propagavam através do éter. Assim que estas experiências provaram ser possível, propagar a voz a grandes distâncias sem fios necessitando-se apenas de um receptor e de um emissor, todo um novo mundo de possibilidades se abriu. Marconi era fascinado pela ideia de enviar mensagens pelo ar, então em 1904 no sótão da casa de seu pai em Bolonha, usando como transmissor, um invento de Heinrich Hertz chamado “ gerador de faíscas eléctricas”, e como receptor um invento de Eduard Branly designado “detector” que detectava e transformava as ondas de rádio em corrente eléctrica, conseguiu fazer tocar uma campainha numa divisão ao lado. Em 1904 emitiu através do oceano atlântico numa distância de 4800 quilómetros atingindo a costa leste dos Estados Unidos. De imediato surgiram as primeiras estações de rádio, nomeadamente nos estados unidos da América, propiciando o desenvolvimento de mil e uma actividades. De repente, as pessoas não necessitavam de se deslocar a uma sala de espectáculos para ouvir música fosse clássica, fosse jazz, este recebeu um impulso como música popular já não só dos negros americanos mas de todos os americanos, sendo inclusive trazido para a Europa com grande êxito, assim que lhe foi adicionado o amplificador, grandes grupos de pessoas podiam ouvi-la ao mesmo tempo, o que alterou os hábitos das pessoas, quem não se lembra da rábula de António silva em “O Costa do Castelo”. Quando este trás uma telefonia, para a casa de hóspedes onde vive, e com um ar compenetrado a liga e esta apenas emite sons estranhos, ele com ar de entendido dá a explicação de que “deve ser do carburador”. Branquinho da Fonseca também fala desta experiência colectivo da rádio como meio de comunicação social, quando em o “fogo e as cinzas” colectânea de contos, descreve a vida nessas terras interiores do Alentejo, onde a rádio surge como uma quebra da solidão. Á noite depois do árduo trabalho no campo, todos se juntam na venda e ouvem a rádio que transmite as notícias da guerra lá longe na Europa. Para mim a rádio trouxe poucas mudanças. Já nasci com ela, porém a televisão é diferente, só por volta dos oito anos tive hipótese de ver televisão em minha casa. Mas antes disso normalmente ia a casa de uma vizinha assistir aos programas, que me deixavam maravilhado, desta época lembro-me de assistir a famosa série do “Bonanza”. Quando tive a primeira televisão, ela foi fácil de configurar , pois os canais seleccionavam-se carregando sempre no mesmo botão, porém nas televisões mais recentes, torna-se mais complicado, sintonizar os canais as instruções muitas vêm em inglês, ou francês e até em chinês, torna-se ás vezes conseguir entender as traduções muitas vezes chinesas, que parecem ser feitas em tradutores automáticos, por computador.

Mal sabíamos nós onde iria levar esta tecnologia das ondas electromagnéticas, depois da rádio iremos vê-las na difusão da televisão, na vulgar banda do cidadão em que grandes redes de radioamadores comunicam entre si, e no supra sumo das comunicações que é o telemóvel, que com a sua recente tecnologia 3G permite o uso da internet sem fios. Marconi alguma vez terá sonhado com as potencialidades desta comunicação sem fios, que lhe possibilitaria transmitir imagens, som e dados a longas distâncias? No telemóvel, estas tecnologias não estão só associadas ás ondas electromagnéticas, estão também ligados aos microprocessadores, nano tecnologias e software, que envolve muitas vezes estudos ao nível das matemáticas puras, á electrónica digital, mas temos de pensar que sem as transmissões rádio tudo o resto seria desnecessário. Onde nos levou socialmente estas novas formas de comunicar? O telemóvel permite-nos convocar protestos, como aconteceu recentemente, no irão, no caso das manifestações organizadas pelos opoiantes do candidato á presidência Moussavi, enviar para o telejornal a imagem de um desastre, apelar ao voto ou estar em contacto constante com a nossa família, através de chamada das SMS ou das MMS, através da internet e as suas potencialidades, quem não utilizou o Messenger ou não se inscreveu no facebook, MSN, Hi5 ou outros programas sociais na rede, e quem não utilizou sites como o youtube e o twitter, vivemos hoje, com e pelas redes, num sistema para além dos mass média. Os novos sistemas de comunicação confundem-se cada vez mais com aquilo que somos, e com o que mostramos de nós próprios aos outros. As telecomunicações entraram em grande força na nossa vida privada, e não só, noticias filmadas com telemóvel, ou através de câmaras digitais, até nos media a internet e os novos meios de comunicação de massas mexeram, quem julgaria possível que um simples particular com um telemóvel poderia fazer notícias? Tudo isto só é possível com a ligação constante que as comunicações possibilitam.

O telemóvel é hoje em dia um atributo, ou se quiserem uma extensão do corpo humano, é das invenções recentes a que mais marca a sociedade, há mais telemóveis que pessoas, nove em cada dez portugueses têm pelo menos um, usamo-lo para tudo, são despertadores, agendas, leitores de música, computadores pessoais, pagamos contas e consultamos e-mails. Gustavo Cardoso sociólogo, chama-lhe “o ajudante privado nas tarefas do dia-a-dia”, passámos a comunicar telefonicamente quando nos dá jeito e vontade, lembro-me perfeitamente, de que quando comecei a trabalhar da área da informática, o que mais me facilitou as tarefas foi o telemóvel, sem este e sem o automóvel teria sido impossível arrancar com o negócio, evidentemente que o uso varia conforme o grupo etário, os jovens tem uma conhecida apetência pelas SMS, mas não só, também muitos adultos, usam esta forma de comunicação (Em que por sinal as empresas de comunicação tinham pouca fé quando foi lançada), outros optam por trocar e-mails ou pela comodidade das comunicações por voz. Alguns especialistas referem que o telemóvel amplia a nossa capacidade de sermos sociais.

Mas o que nos dizem os números (Números da ANACOM para o terceiro trimestre de 2009) , a taxa de penetração do telemóvel é 142% em Portugal contra 122% na Europa, existem 15.5milhões de assinantes do serviço móvel numa população residente de 10.627milhões de pessoas. Mas para que utilizamos o telemóvel? ( Números da OBERCOM referentes 2008) 96.6% é para fazer chamadas, que no ano passado perfizeram o total de 2.13 mil milhões ou seja 4.6 mil milhões de minutos conversados, 37,1% usam-no para tirar fotografias, 34.5% usam-no como despertador, 27.1% usam-no como calculadora, 20.7% usam-no para enviar e receber SMS no total de 6.6 mil milhões e de 30.6 milhões de MMS, 19.4% jogam no telemóvel, 14.4% ouvem música, 12.2% escutam rádio, 5.9% efectuam vídeochamadas no total de 1.45 milhões. Com quem falamos? Maioritariamente com a família 64.4%, depois dos familiares os amigos 20.6%, em terceiro surge o cônjuge ou namorado/a 10.4%, depois surgem os colegas de trabalho 4% e por fim outros. Porém ter, ligar ou atender um telemóvel implica que tenhamos já interiorizado um código de ética, que é mais ou menos respeitado por todos, não ligar a horas impróprias, sejam refeições ou demasiado tardias, ser educado e cortês, desligar ou silenciá-lo em eventos públicos. Muitas vezes os nossos telemóveis, são mais do que simples gadjets, ganhamos-lhe afeição, compramos-lhe um toque especial na internet , agasalhamo-lo numa bolsinha.

Temos no entanto de pensar que este e outros programas, só eram possíveis devido ao facto de a rádio e a televisão, que já tinha uns anos de emissão, terem mudado bastante com as transformações politicas, pois o facto de ter acabado a censura prévia a todos os programas permitiu a abordagem de muitos assuntos que o antigo regime havia proibido ou simplesmente ignorado. Com o novo regime e com a nova constituição, esta liberdade é consagrada claramente num artigo, o 37º da constituição portuguesa com o titulo “liberdade de expressão e informação” na alínea 1 diz: ” Todos têm direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações”. E na alínea 2 “O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura.” Lembro-me que pouco depois destas mudanças começaram a aparecer novos fenómenos que vieram para ficar, por exemplo quem não se lembra da primeira telenovela brasileira em Portugal, sim essa mesmo “Gabriela cravo e canela” de Jorge Amado, com entre outros Sónia braga e Armando Bógus e o grande Paulo Gracindo. Esta altura por ser uma época conotada politicamente, com certas forças de esquerda trouxe á televisão muitos programas do bloco comunista, desde séries russas “os quatro dos blindados e o seu cão “ a séries polacas como”Jonazick”, e julgo que toda a gente ainda hoje se lembra dos programas de animação do Vasco granja. Os meios de comunicação eram tão importantes, não só a televisão já que nesta altura nem toda a gente a tinha, mas também a rádio e claro os jornais , que à volta deles se desenrolam importantes movimentações politicas e movimentos reinvidicativos. A ocupação da rádio Renascença e do jornal república pelos seus trabalhadores, são pontos altos dos conflitos sociais e políticos do pós revolução. Ao nível dos profissionais desta área há a ressalvar que ao nível da sua formação, são da velha tarimba ou seja são formados na própria redacção e ingressaram na sua maioria nestas, em meados dos anos sessenta. Estão habituados a liberdade de imprensa. Depois da revolução, seguiu-se uma grande actividade política e social.

Mas o poder dos média, ultrapassou rapidamente o aspecto meramente de divertimento, não se ficando apenas nas alterações dos modos de entretenimento da sociedade, tornam-se eles mesmos uma força mundial nas transformações políticas. Não nos podemos esquecer que os media são considerados em democracia como o quarto poder, depois do poder judicial, legislativo e executivo. A demonstração disso mesmo é o que se passará durante a guerra do Vietname, em que as imagens dos soldados americanos mortos chocam profundamente a nação e levarão a grandes manifestações. Disto tudo resultará uma amarga retirada das tropas americanas. A comunicação social, têm em si mesmo um poder de transmitir noticias mas também de as fazer, pode criar os acontecimentos. Cada vez mais com a necessidade comercial dos meios de comunicação serem rentáveis esta situação se torna uma possibilidade, involuntária ou não. Um recente caso no Brasil trouxe para a ribalta a criação de noticias em que o próprio repórter mandou executar crimes incluindo assassinatos, para dar a noticia no seu programa sobre crime. Esta adulteração da realidade de maneira tão viva mostra a todos nós o poder que os meios de comunicação têm na formação da opinião pública. Tanto assim é que durante muito tempo estes meios, principalmente a rádio e a televisão, foram propriedade do estado para garantir o seu equilíbrio e isenção. Mesmo nas nossas sociedades ocidentais com um grau de liberdade elevada a mistificação e subtil manobra da opinião pública funciona sem que nos apercebamos. Isto faz lembrar-me uma história de um grupo de russos em visita aos E.U.A, muito antes do fim da U.R.S.S estavam espantados porque todas as opiniões sobre os assuntos vitais eram as mesmas, nos jornais e na TV e perguntavam muito admirados “ no nosso pais, para chegar a isso temos uma ditadura, prendem-se pessoas, arrancam-se-lhes as unhas, como é que vocês fazem “.De facto temos uma dicotomia entre o que nos é permitido e o que é permitido aos nossos adversários políticos ou inimigos. A promoção da uniformidade que os jornalistas nos países comunistas, levaram a perfeição, era uma coisa de que eles tinham consciência e o público também. Em 1977 o escritor checo proscrito Zdener Urbanak afirmou:” No leste, aperfeiçoámos a capacidade de ler nas estrelinhas. No ocidente vocês não têm essa capacidade, talvez pensem que não precisam disso. Mas precisam, as ilusões são mais eficazes do que um censor sentado a uma secretária.” O abuso da linguagem, lógica e pensamento conceptuais, que existem nos estados totalitários, existe também nos estados “livres” e só as formas são diferentes e as ilusões explícitas.

Mas não foi só em termos de comunicação social que a mudança do regime alterou as regras do jogo. Na própria sociedade houve profundas alterações ao nível social como a criação do sistema nacional de saúde, da segurança social. Ao nível económico as nacionalizações e na educação a instituição do ensino gratuito e público para todos. No campo politico, a instauração de um regime democrático que permite a realização de eleições. Uma nova constituição e a plena liberdade de associação permitiu que se constituíssem os partidos políticos. Mas em muitos campos estas mudanças trouxeram um certo extremismo.

Outra coisa que só recentemente me apercebi, foi uma realidade feia da revolução que Diz respeito ao saneamento ou tentativa de o fazer. A minha professora da segunda classe que se chamava Branca era conotada com o antigo regime. Eu nunca tive consciência do que se passava, mas pouco tempo depois da revolução, metade da turma que lhe estava atribuída foi levada para uma sala da sociedade de Bicesse. Aí passavamos os dias em estranhas experiências pedagógicas com uns jovens, que não gostavam que lhe chamássemos professores. Claro que passado algum tempo, julgo que todos nos apercebemos da realidade. Estávamos fartos e pedimos para regressar à aula da dona Branca e assim aconteceu.

Por esta altura lembro-me de ter ido á terra do meu pai, Pardelhas em Trás-os-Montes. Era um sitio como eu nunca tinha visto, onde os currais dos animais ficavam por baixo das casas o que as tornava deveras mal cheirosas, já para não falar das ruas que eram uns autênticos lamaçais. Os meus primos que eram uns nove só do lado de um dos meus tios, tinham o estranho hábito de urinar para a escada. Apesar disto gostei do sítio pois ao fundo da aldeia corria um riacho de que se podia beber e a água era fresca e pura como nunca tinha provado.

Não me recordo quando fomos á terra da minha mãe em Pombal, perto de Leiria, ver a minha avó. Mas lembro-me de uma velhinha no meio das couves muito altas, de uma fotografia tirada perto de uma figueira gigante, de um passeio num campo cheio de caracóis, e no fim uma petiscada maravilhosa. Só mais tarde a minha mãe me contou da História do meu avô que veio do Brasil, E morreu tuberculoso e da venda dos bens para pagar ao médico.

Sai desta escola para seguir os meus estudos na escola preparatória Pereira Coutinho que ficava em Cascais, que hoje já não existe. Era assim obrigado a viajar de comboio e de autocarro o que para mim era uma novidade um pouco assustadora. Foi aqui também que pela primeira vez me vi frente à realidade da revolução. Porque muitos dos meus colegas eram retornados das ex-colónias. A maior parte nascidos lá, traziam hábitos e visões diferentes da realidade. Lembro-me de uma colega que havia nascido em Moçambique e que lá tinha vários criados e que em Portugal não tinha possibilidades de ter sequer uma mulher a dias, mas havia uma diferença invisível entre eles e nós, eram pessoas muito mais abertas e alegres apesar da tragédia que haviam vivido, pois esta fase traumática da história recente de Portugal ficaria conhecida como a descolonização, pensa-se que cerca de um milhão de portugueses abandonaram as ex-colónias, muitas delas traumatizadas pelas guerras civis que se seguiram à independência, principalmente em Angola mas também em Moçambique. De facto, esta fuga de África, não seria só negativo para os portugueses, mas também e principalmente para estes novos países, que de repente se viram privados dos mais importantes quadros técnicos e administrativos, que quase passados trinta anos ainda não recuperaram totalmente desta sangria. Em compensação penso que quem ficou a ganhar foi Portugal, que recebeu esta população extremamente diligente, progressiva e que trouxe grande vitalidade à economia, comércio e turismo. Além de encherem as escolas e universidades com alunos de grande qualidade e capacidade.

Daí segui para a famosa escola secundária de S. João do Estoril. Onde muitos dos meus colegas transitaram da minha escola preparatória, mas outros eram uma novidade para mim. Apesar de mais uma vez haver uma grande percentagem de retornados. Foi por esta altura, que o meu pai nos levou numa excursão ás Caldas da Rainha, que incluiu uma visita ao museu José Malhoa .

No nono ano chumbei pela primeira vez um ano escolar, apesar de haver disciplinas de que eu gostava muito, como por exemplo, História cuja matéria sobre a revolução

industrial era muito interessante, e me permitiu pela primeira vez usar a minha capacidade de síntese. Quando passei para o décimo ano, decidi mudar de rumo e seguir artes. Sempre desenhei bem, mesmo em escultura e pintura a óleo não me saio nada mal. Porém quando precisei de tirar o décimo segundo ano, tive de ir para a escola secundária de Algés-Belém, pois havia escolhido três disciplinas que não existiam em

S. João do Estoril: matemática, física e a minha favorita química. Foi aí que conheci algumas pessoas, que a principio pensei serem um bocadinho queques, mas se revelaram pessoas espectaculares. Alguns ainda os encontro com os filhos pequenos às compras no Continente. Por exemplo, o José luís era demais. Contudo não completei o ensino secundário. Dos tempos de escola ficou o gosto pela leitura e pelo conhecimento. Aos vinte e um anos tive de ir cumprir o serviço militar, no destacamento do C.I.A.A.C em Queluz. A recruta foi dura mas consegui passa-la e devo dizer que gostei de lá estar, Logo de seguida fui promovido a segundo cabo.

Quando sai da tropa em 1989 arranjei emprego na cooperativa “LUTA “, uma espécie de cash and carry, mas com as características próprias da cooperativa. Um sistema de trabalho muito diferente do que hoje tenho no Continente. Ali não se desperdiçava nada, o fiel de armazém que era o senhor Feliciano, aproveitava cada pequena parte do que se estragava, o saco de arroz que alguém havia rompido inadvertidamente, era imediatamente aproveitado para o nosso jantar, o queijo Emental que estava nos frescos, que pesava quase dez quilos e que ninguém havia comprado, quando passou a validade passou imediatamente para o refeitório, onde foi a nossa sobremesa durante quase um mês, quando passei a trabalhar no continente foi das coisas que mais me impressionou, passar a lidar com aquilo a que chamamos quebras, mercadoria deteriorada de todas as formas e feitios desde arroz, açúcar, embalagens de vidro e detergentes tanta coisa que vai para o lixo muitas vezes, simplesmente, porque o cliente abre as embalagens ou os funcionários não se querem dobrar. Outra coisa que notei é que a maior parte dos funcionários no continente pareciam ser pouco profissionais, por exemplo ainda hoje em dia é muito frequente encontrar colegas meus que apesar de terem muitos anos de casa continuam a não saber o que é “travar”a mercadoria numa palete, quando isso foi a primeira coisa que aprendi na Luta. Isto é quase a mesma coisa que ter um pedreiro, que ao fazer uma parede, em vez de travar os tijolos os metesse simplesmente em cima uns dos outros, a parede cairia claro. Este tipo de procedimentos traz sem dúvida grandes perdas ao nível do manuseamento da mercadoria, dai o valor astronómico da quebra.

As duas organizações têm profundas diferenças ao nível organizacional, a “luta” era gerida por alguns dos sócios, que formavam listas para concorrer ás eleições enquanto o continente pertence a um grupo de empresas que é cotado em bolsa, a SONAE S.G.P.S que agrupa vários grupos de negócios desde ao turismo ao imobiliário passando pelo industrial . Tudo isto se notava até na gestão de pessoal, pois na luta não seriamos mais de cem trabalhadores, já no continente fui encontrar na altura que entrei cerca de oitocentos colegas, com diferenças organizativas até ao nível do trabalho.

Quando estive na luta aprendi a andar de empilhador o que me foi muito útil quando me mudei para o continente. O empilhador é essencial para fazer a gestão do armazém moderno, devido a quantidade e circulação de mercadoria, o armazém têm tendência para se implementar em altura, para fazer o aproveitamento de todo o espaço.

Aprender a conduzir o empilhador, permitiu-me integrar no trabalho geral no armazém, só assim se tornava viável fazer um trabalho integrado ou seja fazer a gestão completa da reposição, desde arrumar a mercadoria nos racks ou seja nas estruturas metálicas no armazém, baixa-la para levar para a loja, e até fazê-lo para ajudar um colega no seu trabalho. Porém com os avanços ao nível da logística moderna, a tendência é de reduzir a quantidade de material nos armazéns, assim as grandes estruturas metálicas vão sendo removidas e substituídas pelo just-in-time, ou seja pela gestão no momento, em que a mercadoria chega e é imediatamente levada para a loja, sem passar pelo armazém e sem gerar excedentes que teriam que ser guardadas no armazém.

O empilhador é uma espécie de carrinho de choque, só que bastante mais pesado e munido de umas estruturas frontais que são designadas de lanças e que permitem manobrar as cargas, elevando-as ou baixando-as ou simplesmente mudando-as de lugar e permitindo faze-lo sem esforço humano. É para mim, juntamente com os vários tipos de porta-paletes eléctricos, um dos meios mais eficazes para aumentar a produtividade, infelizmente isto parece ter sido esquecido pelos “gestores” do momento, que acham que é mais útil poupar na energia do que no físico dos colaboradores, obrigatoriamente isto terá repercussões no absentismo e nos acidentes de trabalho. O motor do empilhador é eléctrico e permite uma deslocação confortável e potente, a energia é fornecida por baterias eléctricas recarregáveis, é talvez uma visão do futuro carro eléctrico, a condução e extremamente simples pois não possui mudanças, apenas três pedais um para andar para a frente outro para trás e um terceiro para travar, o que pode exigir um pouco mais de atenção, são as alavancas das lanças para manobrar a mercadoria, assim existe uma para subir e descer a mercadoria, e outra para permitir a basculação das lanças ou seja permitir que se movam lateralmente, o que torna mais fácil a correcta colocação da mercadoria no sítio certo. Apesar de saber conduzir empilhador, nunca me tinha surgido a oportunidade de tirar a carta, porém no ano passado surgiu essa hipótese e não hesitei, pois esta é uma formação, que é essencial para quem têm a minha profissão e capacita-me para trabalhar em qualquer armazém. Esta formação abarca principalmente a parte da segurança, pois o empilhador é sempre movimentado com pessoas á volta, o que o torna extremamente perigoso, se conduzido por alguém sem os conhecimentos básicos de segurança e do transporte da mercadoria em segurança, de maneira a que esta não caia quando transportado nos garfos, assim como por exemplo quando se faz o transporte da mercadoria e a palete tapa a visibilidade do condutor, este deve ser conduzido em marcha atrás aumentando a visibilidade do condutor. A segunda parte dedica-se a parte prática, exercícios de manobra e elevação de carga, para que o operador se sinta á vontade a lidar com a máquina, gostei bastante, apesar de já ter bastante prática aprendemos sempre algo de novo.

Em 1990 fui operado a uma hérnia, no hospital da Ordem Terceira. Por esta altura, fui padrinho da minha irmã, quando casou com o meu cunhado Rui Pereira, que de seguida emigrou para Inglaterra, tendo a minha irmã seguido no ano seguinte. Ainda hoje lá estão e onde nasceram os meus sobrinhos o David e o Daniel. Londres é a sua cidade, o facto de terem nascido em Inglaterra decerto que lhes vai facilitar a vida, pois já dominam a língua do pais para onde emigraram os pais, o meu cunhado também conhecia bem a língua, pois já trabalhara num hotel da mesma cadeia, já a minha irmã deve ter tido alguma dificuldade no principio, pois só tinha estudado o francês, mas como é muito inteligente decerto se desembaraçou bem, de facto a língua pode ser definido como uma espécie de segunda fronteira, a ser vencida pelo emigrante/imigrante, e eu lido com imigrantes brasileiros no trabalho, e é com orgulho que posso dizer que a alguns posso considerar como amigos e reciprocamente, noto que eles têm mais facilidade de integração do que os estrangeiros de outras nacionalidades e criam relações com os portugueses com mais facilidade. A língua portuguesa não têm ainda, porém, suficiente peso internacional, ao contrário do que se passa com outros idiomas, por ausência de uma política eficiente para a língua, a importância dos actos expressos numa língua mede-se pelo seu impacto externo. O português não é excepção. Os direito linguísticos, sejam de uma pessoa, empresa ou estado, valem em função do número de quem a fala, razão pela qual é tão importante o estatuto jurídico da língua, seja no interior dos países plurilinguísticos ou das organizações internacionais. Mas também é medido, pelo espaço que ocupa no cenário internacional, contando as transacções comerciais que são realizadas nessa língua (incluindo os eventos culturais) e a sua utilização nas diversas organizações internacionais. assim “a projecção internacional da língua portuguesa não corresponde, neste momento, à dimensão do seu universo de falantes” afirma Carlos Reis no estudo que coordena internacionalização da língua portuguesa, sendo apesar de tudo um meio de ligação dos portugueses nos quatro cantos do mundo, e hoje mais do que isso pois une não já só os portugueses de Portugal e as suas comunidades emigrantes, mas também comunidades de imigrantes de nacionais de outros estados, que a falam e a usam como veiculo de todo o tipo de transacções, formando cada vez mais uma comunidade falante de duzentos milhões de pessoas. Apesar das diferenças culturais de cada um destes povos, desde diferentes mentalidades, de uma diferente culinária própria de climas diferentes, um brasileiro não terá a mesma dieta de um português, assim como os angolanos não comerão o mesmo que um cabo-verdiano, estas diferenças culturais estão hoje, e cada vez mais esbatidas pelos transportes e as comunicações, desde o transporte aéreo, marítimo ou terrestre que permite uma grande dimensão de transferências de populações, de países para países e cada vez mais de continente para continente. Claro que se olharmos para o mundo das comunicações, com o gigantesco salto tecnológico dos últimos anos, com as novas formas de comunicação, a internet, é fácil estar noutro continente e no entanto parecer que estamos em casa, tenho casos de cidadãos brasileiros, que usam certas aplicações informáticas com esse fim, por exemplo o Messenger da Microsoft, que permite uma comunicação via internet de som e imagem . E eu que trabalho, com pessoas desses países de língua portuguesa. Noto que apesar de usarmos a mesma ferramenta comunicacional, a língua portuguesa, podemos em certos momentos não nos entendermos completamente, por exemplo se um português falar em farófias (um doce tradicional, feito de leite condensado e claras de ovo) um brasileiro entenderá decerto farofa (uma espécie de farinha que acompanha a feijoada brasileira) e eu digo-o porque já aconteceu. Quando um colega meu o Rui Correia cidadão brasileiro, acompanhado de uma senhora me perguntou aonde estava a farofa, olhei para ele e preparava-me para lhe indicar o sitio, quando a senhora, portuguesa por sinal, exclamou meio a rir - o senhor é brasileiro - eu claro fiquei meio atordoado. E a senhora continuou - não o que eu quero é farófias. De facto a senhora queria uma coisa, que o meu colega devido à sua bagagem cultural, entendeu que era outra. Como alguém costumava dizer, a língua portuguesa é traiçoeira.

A maior polémica, sobre a língua portuguesa haveria de surgir com o acordo ortográfico de 1990, pois dos dois lados do atlântico impera uma diferente forma de ortografia, assim na frase “após o doutoramento do meu pai, comecei a ficar afectado” proposta por Francisco Miguel valada, “doutorado” no Brasil corresponde ao português “doutoramento”, o “do meu pai” corresponde “de meu pai”no Brasil, “a sentir-me” no lugar de “me sentindo”, de facto há muito caminho a andar até á unificação ortográfica, entre os dois mais importantes países que falam português.

Apesar deste incentivo familiar nunca pensei em emigrar, não me sinto de maneira nenhuma vocacionado para procurar outro pais para viver, Julgo que quem emigra o têm de fazer por razões fortes, nem que sejam económicas, assim por exemplo no leste da Europa assiste-se ao abandono das zonas rurais em direcção às cidades, não só desses países mas também de outras na Europa. A concentração de serviços básicos nas cidades, afecta principalmente quem está em risco nas zonas rurais, pobres, com poucas oportunidades de emprego, forçando-os a migrar. Nesse aspecto não digo que não estivesse melhor, porém sinto-me português e gosto muito do meu pais. É verdade que nem tudo é perfeito, que ainda temos muito que andar, mas acho que os portugueses não necessitam da perfeição, antes procurar melhorar todos os dias um bocadinho. O que a vida me ensinou é que nós devemos todos os dias tentar fazer o nosso melhor, se nesse dia não o conseguirmos paciência melhores dias virão e de certeza que o dia seguinte será melhor. Só não me venham com pessimismos, não concebo que as pessoas já acordem deprimidas que achem que tudo está mal, para nada fazer, “à não vale a pena fazer nada porque não adianta não conseguimos mudar nada”. Para mim esta é a desculpa mais usada em Portugal para quem nada quer fazer, além claro, de passar o dia no café a beber minis, e a esperar que os outros façam o trabalho. A emigração tem profundas raízes em Portugal, terra de emigrantes diz-se. Acho que esta inclinação dos portugueses por abandonar o seu pais e partir para terras distantes, virá do facto dos portugueses que ao lançarem-se nos descobrimentos no século quinze abriram uma porta para o Atlântico. Primeiro em direcção as ilhas dos Açores e Madeira e depois para o Brasil. Durante o século XX a grande debandada para a Europa, com milhões de portugueses a partirem para França, Alemanha, Inglaterra e Espanha, só para citar os mais comuns. Costuma-se dizer que Paris é a segunda maior cidade de Portugal. Em finais do passado século porém, em Portugal, assistiu-se a um fenómeno novo, que foi a chegada de milhares de estrangeiros para aqui trabalharem e viverem, pessoas do Brasil, Rússia, Ucrânia, Moldávia, Angola e Cabo-verde, Guiné e tantos outros. Procuram entre nós uma vida melhor.

A emigração portuguesa, nem sempre obedeceu às mesmas regras e razões para acontecer, assim se nas descobertas a razão era o povoamento, no século XIX esta emigração, passa principalmente no Brasil a ter um retorno ou seja, as pessoas partem para se estabelecerem, mas também para regressarem se a sorte lhes sorrir. Temos assim o fenómeno dos “brasileiros” que enchem o Minho de casarões e não só, o meu avô era um desses homens que partiu jovem para o Brasil, lá casou, e mais tarde regressou à sua terra Pombal. Porém já em pleno século XX temos uma mudança dessa emigração: por exemplo os meus tios maternos já emigrarão para França.

Claro que a emigração e imigração são dois aspectos da mesma moeda, assim teremos que considerar na verdade as migrações e as suas razões para além do espaço, onde nós vivemos. A migração sempre esteve presente no ciclo das vidas dos animais e migram por vários razões, a mais comum é a necessidade de procurarem alimento nas várias estações do ano, assim durante o inverno terão necessidade de procurarem o alimento onde seja mais abundante ou no verão procurarem pastos mais verdes. Quem nunca viu na TV os documentários que mostram a migração dos gnus no Serengheti no Quénia, ou mesmo as extintas migrações dos búfalos americanos, que aos milhões deambulavam pelas planícies do Midwest até a chegada dos europeus. Os seres humanos ainda hoje em dia seguem estas manadas, que na Europa, onde não existem manadas de animais selvagens, normalmente ocorre por parte de povos pastoris que seguem os seus animais domesticados em grandes rebanhos, por exemplo ainda em certas zonas da Serra da Estrela os pastores acompanham os seus rebanhos para zonas mais baixas para evitar a neve nas zonas mais altas. A esta prática tão antiga como a domesticação dos animais chama-se transumânsia. Portanto tanto pela razão de seguir os rebanhos como mais tarde procurar as terras mais férteis levam os homens a migrarem a procurarem sítios que lhes proporcionem meios de subsistência, mais fáceis.

Outro aspecto das migrações mas que muitas vezes não está dissociado da migração económica é a migração à procura da segurança, que hoje em dia com os constantes conflitos mundiais se tornou quase endémico, em muitos sítios de África. As passagens de populações de sitio para sitio têm razões históricas por afinidades tribais que as fronteiras coloniais vieram alterar, normalmente designa-se estes migrantes de refugiados havendo até na O.N.U um comissariado para os refugiados que neste momento e dirigido por um antigo primeiro-ministro Português António Guterres.

Em Portugal o número total de imigrantes com situação regularizada ultrapassava, no ano 2000, os duzentos mil, prevendo-se que o apuramento definitivo relativamente a 2001 aponte para os trezentos e cinquenta mil. Em 1998 com o decreto lei nº 244/98, o governo português, procura definir um novo regime jurídico da politica de imigração, que regule as condições de entrada permanência e afastamento de estrangeiros do território nacional. Esse documento estabelece o objectivo, de promover a integração dos imigrantes em defesa dos seus direitos fundamentais, ao mesmo tempo regula a admissão de estrangeiros para o exercício da actividade profissional. Com o decreto lei nº 04 /2001 de 10 Janeiro regulariza-se, a oferta de oportunidades de emprego na base de uma previsão actual. Ainda em 2001 o governo português celebrou dois acordos de imigração com Roménia e Federação Russa e estando em negociações com outros países, sendo que há anos existe um acordo equivalente com cabo verde.

O atraso na implementação de políticas de imigração, tendentes a criar uma completa integração dos cidadãos estrangeiros e seus descendentes, que se verificou em Portugal durante longos anos, levou a graves situações de exclusão e complexos problemas sociais, que afectaram especialmente as comunidades dos PALOPs, em particular nas segundas gerações. Problemas como, o insucesso e abandono escolar, criminalidade e outras manifestações de exclusão social. Assim e com o objectivo de integrar estes imigrantes legalizados em Portugal, estes beneficiam de integração nos sistemas de segurança social, de saúde e laborais em igualdade com os cidadãos nacionais, auferem ainda de medidas especificas ao nível da educação, realojamento e de outras medidas de carácter social, como o rendimento mínimo garantido, têm acesso a formação no emprego, bem como a programas de integração promovidos pelo governo, como é o caso do programa Portugal acolhe, lançado em Julho de 2001, e que visa dar formação ao nível do domínio da língua portuguesa, e que esta disponível em todos os centros de emprego no pais. Outras organizações tal como igrejas, associações não governamentais, instituições de solidariedade social participam também neste esforço de integração, através de muitas acções formação nomeadamente ao nível da língua.

Existem em Portugal quinze associações de imigrações de âmbito nacional e vinte de âmbito local, que são reconhecidas pelo comissário para a imigração e minorias étnicas. Muitas destas associações têm desenvolvido um trabalho muito meritório nomeadamente , ao nível da formação, educação e integração para jovens em risco.

Ao nível do novo código de trabalho, os imigrantes têm um artigo o 87º que fala da “Igualdade de tratamento”,”o trabalhador estrangeiro que esteja autorizado a exercer uma actividade profissional subordinada em território português goza dos mesmos direitos e está sujeito aos mesmos deveres do trabalhador com nacionalidade portuguesa”.

A imigração traz problemas, que os recentes acontecimentos em Itália vêm pôr a nu, em Rosarno na Calábria, começaram com a revolta de trabalhadores sazonais da apanha das laranjas e tangerinas. Cortaram estradas, incendiaram automóveis, partiram vitrinas e feriram uma mulher grávida, seguiu-se a reacção local culminando numa “caça ao negro” por bandos armados. Ao terceiro dia já não havia um negro na cidade. Quem são estes “negros”? são uma figura generalizada em toda a Europa, trabalhadores sazonais, que executam trabalhos temporários na agricultura, o seu número cresceu com a industrialização da agricultura na Europa, Interessa que se mantenham uma mão de obra barata e clandestinos, porque são mais vulneráveis e sem poder negocial. Por outro lado, um imigrante sobretudo se é de cor, convém que se mantenha invisível, só o deixa de ser quando se fixa, aumentando o potencial de conflito e racismo. Esta revolta acaba por ser uma guerra de pobres, que se pode tornar incontrolável, a Itália têm quatro milhões de estrangeiros, 6.7% da população, e 600 clandestinos. Por outro lado há divergência entre os defensores da integração e os adeptos do multiculturalismo, divergência no tratamento das comunidades islâmicas, sobre os clandestinos. Mas a Itália não têm o exclusivo, Luís Bassets director da edição catalã do El pais, fala de uma Europa suicida, sem integrar os imigrantes, estes acontecimentos põem em evidência a necessidade premente da integração, evitando muitos futuros conflitos entre pobres de cor diferente.

Queria mais qualquer coisa e inscrevi-me num curso de informática no Fundetec. Entretanto enquanto esperava resposta em 1991 fui trabalhar numa loja de desporto na Parede. A minha função era de vendedor de artigos de desporto, que exigia um certo conhecimento ao nível dos desportos. Mas logo depois fui chamado para fazer o curso de informática no Fundetec em Lisboa, designado “curso de concepção e administração de bases de dados”, que no princípio para quem não tinha nenhumas noções de informática, foi um bocado complicado.

Respondi a um anúncio, de uma loja do novo Cascaishopping que abriu portas a 15 de Maio de 1991, a “Printemps”, para técnico de informática. Depois de uma entrevista fui escolhido. Apesar de ter o curso correcto o que mais me complicou a vida foi a falta

de visão prática, de como aplicar o que havia aprendido. Quando parecia que estava a adaptar-me á função o contrato chegou ao fim e eu saí. A empresa também não estava muito bem, e fechou pouco tempo depois.

Depois desta experiência, voltei a fazer mais formação no Fundetec e tirei outro curso.

Desta vez optei por algo mais ligado às comunicações.

Em 1994 voltei á mesa de operações para ser intervencionado a outra hérnia.

Porém era uma altura de crise e tentei também outras áreas para além da informática.

Assim como já tinha experiência na distribuição, voltei ao ramo e fui trabalhar para o Continente. Fui colocado na secção de padaria no mês de Dezembro de 1994. Não me consegui adaptar pois neste trabalho depende-se muito dos outros, e eu não tinha o ritmo nem a preparação que é exigida. A minha função consistia em olear os tabuleiros para que o pão não se pegasse - até aqui tudo bem -o pior era depois tirar o pão da cortadora e atira-lo para cima da mesa, tudo isto exige muito ritmo e coordenação. Mas o pior mesmo era quando tinha que fazer o “pão de água”. A massa foge-nos entre os dedos e eu era o descalabro.

Depois disso arranjei um part-time no Casino Estoril, na copa do restaurante, que é uma tarefa mais complicada do que parece pois além de termos de limpar os restos dos

pratos, temos que mete-los na máquina industrial que está ao nosso lado, dois a dois três a três ou ainda melhor quatro a quatro o que fazia de nós quase malabaristas. Nesta altura conheci alguns bailarinos e bailarinas do casino, que viviam numa situação muito precária ao nível do emprego, apesar de todos ganharem bem, vivem de prestar trabalho temporário, o que lhes cria muitas contingências na vida profissional, há dois anos, o governo de então alterou esta situação, com a nova lei 4/2008 que criou o contracto específico, para reger estes profissionais, pois a flexibilidade faz parte sua profissão. O regime de contractos sem termo criado pela lei salvaguardou a intermitência do empregador, agora é preciso encontrar o acordo e a salvaguarda de ambas partes, e criar estímulos para que os contractos sejam cumpridos. Este projecto de lei terá em conta, a necessidade de os produtores de espectáculos não serem sobrecarregados. Está prevista a criação de um regime de segurança social, adaptável aos profissionais das artes e dos espectáculos, assim como o regresso das carteiras profissionais, os técnicos dos espectáculos, que vivem as mesmas condições terão de merecer tratamento idêntico, á que criar então um regime de segurança social, que permita descontos obrigatórios. E as pessoas paguem na proporção do que ganham, e que descontem quando trabalham. Ainda quando estava no Casino inscrevi-me de novo no Continente e chamaram-me para fazer um horário parcial, na secção da Mercearia, nada a que eu não estivesse habituado principalmente no trabalho no armazém. Quando entrei no continente pela segunda vez a minha intenção era manter esse emprego, e a primeira regra a cumprir é pontualidade, outro valor que é essencial é a honestidade pois trabalhamos num sitio que é uma tentação, sem querer há a tentação de agarrar o que é nosso, porém temos de ter em conta, de que essas coisas não nossas, de que recebemos o salário ao fim do mês, por isso não faz sentido apropriarmos de algo que não é nosso. O código do trabalho fixa claramente os direitos e deveres tanto dos empregadores como dos colaboradores de qualquer maneira nós devemos estar preparados para trabalhar com os nossos colegas novos e se possível participar na sua formação, principalmente ao nível dos seus valores que terão que ser os seus, temos também de saber colocarmo-nos, á disposição das chefias e colegas para trabalharmos em equipa, porém também teremos de saber impor limites ao que estamos dispostos a fazer e teremos de conseguir transmitir isto tanto aos novos colega assim como aos antigos, á que estar disposto a ajudar mas saber também que os colegas estão dispostos a ajudar-nos. É aqui que estou até hoje. Esta altura foi uma das melhores da minha vida, pois para além dos dois horários parciais ainda arranjava umas horas para ir ao ginásio, onde passava uns bons momentos e cuidava do corpo. Conheci muitas pessoas nestas três actividades.

Apesar de ter mais esperança em ficar no Casino Estoril, foi o Continente que primeiro propôs um contrato. Aceitei, claro e passei a horário completo.

Por esta altura e como tinha que andar a pé, decidi tirar a carta de condução, o que me deu bastante trabalho, pois não consegui passar à primeira no código e só quando

estava a chegar ao fim dos dois anos da licença, é que me propus novamente a exame e dessa vez passei. Lembro-me que quando fui tirar o código tive que ir á DGV em Lisboa, que ficava nos anjos. Hoje em dia quem faz a gestão da atribuição das cartas de condução é o IMTT (Instituto de Mobilidade e Transportes Terrestres). O código rodoviário é uma linguagem muito própria, que engloba sinalização vertical e horizontal, com o objectivo de facilitar o tráfego nas grandes cidades e acaba por ser extremamente universal, pois quase todos os países usam esta mesma linguagem visual, julgo que a única regra que não é universal, é o facto de o tráfego em alguns países se efectuar pela esquerda, como por exemplo na Grã Bretanha, e seguindo o seu exemplo outros países da Commonwealth África do sul, Austrália e um pais de língua oficial portuguesa Moçambique. Já o exame de condução fiou mais fino, pois quando fui a exame, aconteceu-me uma coisa que ainda hoje uso como uma espécie de anedota. A minha colega de exame arrancou com o carro e levou-o até Oeiras, quando entrei para o carro e me sentei o meu instrutor fez-me um olhar preocupado, achei estranho, arranquei e o instrutor fez-me parar logo de seguida e estacionar, e mais estranho sair do carro e ir ver se o carro estava bem estacionado. Achei que estava tudo bem e voltei a entrar no carro e arranquei, claro que no fim quando no destino parei o carro e ele me disse para tirar o cinto de segurança, percebi logo que me tinha esquecido de o pôr. Chumbei claro mas dois meses depois fui novamente a exame e passei.

Depois de tirar a carta pensei em comprar um carro, o que acabei por fazer junto de uns amigos da minha mãe. Quando precisei de tirar o seguro fiz-me sócio da associação dos bombeiros voluntários do Estoril, que já por esta altura tinham uma certa dimensão. Podia ter ido antes a Alcabideche mas os do Estoril ficavam mais perto, inscrevi-me. Lembro-me de uns folhetos sobre as actividades da associação, desde artes marciais a todo o tipo de ginástica e, natação. Todas estas actividades continuam a merecer muito carinho da associação e mais recentemente além da actividade humanitária de transporte e socorro aos doentes e acidentados, também têm resposta aos incêndios e calamidades. Mais recentemente estendeu a sua actuação aos cuidados de saúde através de uma clínica médica e dentária. Esta associação foi formada em 1923, e inclui o corpo de bombeiros, a clínica, as actividades desportiva, cultura e responsabilidade social. Os corpos gerentes incluem uma direcção, composta por presidente, dois vice-presidentes, 1º e 2ºsecretários, tesoureiro e tesoureiro adjunto, dois vogais e três vogais suplentes. Um conselho fiscal composto um presidente, secretário, relator e dois suplentes. E da assembleia geral composta de um presidente, vice-presidente e os 1º e 2º secretário.

No seu artigo 3º alínea 1 diz “a associação é uma instituição humanitária, pessoa colectiva de utilidade pública administrativa, com personalidade jurídica e sem fins lucrativos, tendo como finalidade principal a protecção desinteressada de vidas e bens.

No fim de 1999 fui passar o fim do ano ao Algarve, com dois amigos o Ricardo e o Alberto, e alguns amigos deles, metade dos quais nem os conhecia, mas diverti-me.

O último dia do ano foi tempestuoso e eu passei a noite a julgar que o vento ia levar os estores. Em compensação o dia seguinte foi maravilhoso, com um sol frio de Inverno. Já no Continente conheci mais pessoas, uma delas a Paula farinha com quem tenho partilhado os últimos oito anos da minha vida. Ainda me lembro das primeiras vezes que a vi, mas o melhor foi uma vez que nos lembrámos de ir as festas de Benavente, onde realmente a conheci melhor.

Em 2001 decidimos começar a viver juntos e comprar casa. O que nessa altura foi relativamente fácil, pois o banco concedeu-nos logo o crédito, e como tínhamos

algumas economias, tanto a escritura como os impostos foram logo pagos. a casa que adquirimos, não é muito moderna, mas hoje em dia já se encontram casas, que integram toda a última tecnologia ao serviço do lar. A domótica pode ser definida como”a gestão de todos os recursos habitacionais”. Este conceito surgiu nos anos oitenta, com edifícios onde a iluminação, segurança e condições climáticas eram controladas por instrumentos, instalados no edifício. Hoje em dia este conceito entendeu-se há gestão de outras funcionalidades, tal como controlo de equipamentos eléctricos e electrodomésticos, sistemas de rega, ligação e controlo via internet e demo porteiro. O termo Domótica resulta da junção de duas palavras, domus (palavra latina para casa) e “Robótica” (controlo automatizado de algo). É este último elemento, a automatização, que permite o aumento do nível de conforto, pois as pessoas podem delegar na inteligência artificial a gestão da parte mais chata das funções da casa, outra vantagem da automação de uma casa é a poupança de energia, que é obtida do controlo e regulação da temperatura e iluminação, obtendo-se uma gestão ecológica mais eficiente. O recente avanço das comunicações e da internet, permite o controlo dos dispositivos automáticos do lar á distância, possibilitando ao utilizador interagir com estes através de um vulgar computador ou PDA, Tornando estas opções extremamente apelativas. E se tivermos a possibilidade de a partir do sofá, conseguirmos abrir as cortinas da sala, abrir ou fechar estores, abrir a porta da garagem ou ver quem nos tocou a campainha na TV, isto aumentará o nosso nível de conforto.

Outro aspecto da casa inteligente é a segurança e ambiente, que são os outros factores a ter em conta nesta nova casa. Ao nível da segurança sensores poderão verificar a ocorrência de inundações, incêndios ou gases nocivos e despoletar os respectivos alarmes ou mesmo por exemplo controlar os aspersores de incêndio, para que estes não causem mais prejuízos do que o incêndio. Mas estes sensores poderão também controlar o ambiente verificando a qualidade do mesmo, por exemplo ao nível da humidade.

A vida a dois exigiu que ao nível das despesas tivesse que alterar hábitos ao nível dos gastos apesar de eu ter sido sempre um bocado económico, a Paula diz que sou um bocado agarrado ao dinheiro, e sinceramente acho que ela tem uma certa razão, mas eu não gosto de ser apanhado desprevenido. E ainda bem o que me permitiu pagar a escritura da casa, os impostos e mobila-la sem pedir mais dinheiro ao banco. Claro que o meu orçamento mudou, deixei de ter possibilidade de poupar como poupava e a ter gastos mais elevados o que pode ser apreciado por este quadro:

Renda ao banco

45%

Gasolina, gás:

20%

Condomínio:

10%

Poupança (carro novo, casa):

25%

Total ( ordenado mensal):

100%

Em contrapartida comecei a receber um valor mais elevado por parte do IRS. Neste momento parece que vão mudar algumas regras, eu só espero que não implique menores deduções, pois sempre são uma ajuda na contabilidade anual. Parece que estas alterações só vão afectar quinze mil famílias, ou seja quem tem cerca de dez mil euros de valor colectável por mês e que declaram valores acima de cento e vinte mil euros por ano. O objectivo pelos vistos é eliminar algumas distorções que os benefícios introduzem no sistema fiscal, por exemplo um contribuinte que declara mil euros mensais terá de deduzir duzentos euros, mas quem declara dez mil euros recebe quatrocentos e cinquenta euros. E estou a ver que se vai mexer nas deduções de despesas de saúde, alterando as percentagens dos encargos que podem ser usados para efeitos fiscais. Actualmente esta percentagem é de trinta por cento em todos os escalões. O objectivo é de aumentar esta percentagem nos escalões mais baixos e reduzi-la nos mais altos, o mesmo deverá acontecer com os juros do crédito á habitação, os encargos com educação (que abate trinta por cento) ou nos planos poupança reforma (PPR).

Os números das finanças indicam esta coisa curiosa, que existiam em 2006, três mil seiscentos e sessenta e seis agregados familiares com um rendimento anual bruto superior a duzentos e cinquenta mil euros e que pagavam 2,1% dos mais de sete mil milhões de euros arrecadados pelo estado em IRS. Para um país como o nosso, em que quem pode foge do pagamento dos impostos como o diabo foge da cruz, saudemos estas famílias que cumprem escrupulosamente os seus deveres.

Neste momento as taxas de juro estão baixas porém não sabemos como vai ser amanhã e á previsões de que elas aumentem para o ano o que me parece inevitável, devido a estas taxas de juro incentivarem o consumo e muito pouco a poupança, e tanto é assim que neste momento nem vale a pena pôr o dinheiro no banco seja a prazo seja á ordem. Eu prefiro agarrar nalgum dinheiro que tenho guardado e em vez de o colocar numa conta a render no banco, vou amortizar o empréstimo da casa, espero assim ganhar de duas maneiras deixo de ter o dinheiro parado, apesar de ele não estar a perder valor porque a inflação neste momento é negativa, e ao amortizar o empréstimo reduzo a prestação da casa, o que me liberta mais recursos do meu rendimento mensal, e estou menos tempo, espero eu, a pagar juros do empréstimo.

Foi no entanto um período difícil porque tive de tirar a vesícula biliar o que me deu mais uma estadia curta no hospital. Nesta altura já se fazia a intervenção cirúrgica através de Laparoscopia o que foi mais simples, já que a outra solução era fazerem-me uma incisão desde a barriga até as costas do lado direito, cortando músculos e costelas, como nessa altura treinava não me dava nada jeito cortar esse tecido muscular todo.

Porém também me exigiu um certo esforço de adaptação por exemplo ao nível da alimentação, tive que me habituar a fazer uma alimentação mais equilibrada. Tanto ao nível da quantidade, da regularidade e da qualidade por exemplo: evitar as gorduras, comer mais vezes e menos de cada vez.

Mas o que faz bem e o que faz mal? A necessidade de aliar uma alimentação saudável à prática regular de exercício físico combatendo assim o sedentarismo e a obesidade, parecem ter sido esquecidos, Só por exemplo, dados da organização mundial de saúde estimam que na Europa em 2010, 15 milhões de crianças e adolescentes sejam obesos, representando 10% deste universo populacional. Nos últimos cinquenta anos assistimos ao aparecimento da revolução alimentar moderna, alimentos sobre calóricos, uma nutrição pobre, é desconforme para as necessidades do organismo. Uma nova patologia nasce: em apenas 16 anos, os casos de obesidade duplicaram nos países da união europeia. A diabetes do adulto multiplica-se em cada década que passa, mas o que mais aflige as pessoas é o cancro e o enfarte de miocárdio, doença terrível decorrente de alterações do colesterol e das gorduras do sangue e da arteriosclerose consequente. A Obesidade tornou-se um flagelo das sociedades modernas e ocidentais, e a obesidade infantil, com a sua corte de diabetes e hipertensão é um sério problema para o futuro, as famílias. As instituições educativas terão de dar passos no sentido de controlar esta epidemia que se avizinha, o governo prepara-se para com o sistema de planeamento e avaliação de refeições escolares (SPARE), atacar numa das frentes ao nível das escolas. Todas as escolas até ao terceiro ciclo vão ter uma ferramenta informática ao seu dispor, para elaborar as ementas escolares. Criado pela faculdade de ciências e nutrição e alimentação, da universidade do Porto, o SPARE irá fazer o planeamento e a avaliação das ementas, esta será uma ferramenta muito útil para, tornar possível aos responsáveis das cantinas e refeitórios mesmo não sendo técnicos, elaborar, planear e depois avaliar as refeições visto que cada vez mais crianças e adolescentes fazem as suas refeições na escola, esta será mais uma maneira de controlar esta doença crónica, porque que para estabilizar a prevalência da obesidade é preciso começar por baixar o crescimento da obesidade infantil.

Esta situação tem e terá cada vez mais de pôr em evidência a discriminação de que os obesos são alvo, por exemplo se quiserem viajar de avião terão que adquirir dois lugares, até nos tratamentos de saúde começa a formar-se uma longa lista para a colocação da famosa cinta gástrica, que reduz o espaço do estômago e consequentemente o apetite. Julgo que á vários maneiras de alterar este rumo, mas todas as alterações terão que ser feitas desde a infância, tanto ao nível da alimentação, como ao nível da actividade física, tanto dos mais pequenos como dos mais graúdos não basta actuar apenas ao nível da dieta á que habituar as pessoas ao exercício, o desporto escolar desempenha ai um papel muito importante.

Por esta altura comecei a trabalhar também na minha área de formação, a informática e a vender computadores que eu montava. Esta sim é a actividade que me preenche por completo. O sonho? Construir um negócio neste ramo de actividade. Por acaso tive uma colega que me falou de outra que fazia intenções de adquirir um computador e pediu-me uns conselhos sobre o que devia comprar, depois de olhar para o computador que estava indicado no folheto, disse-lhe que conseguia um computador melhor e mais barato, foi assim que iniciei o negócio. Claro que exige da minha parte algum trabalho extra visto que tenho, que me manter actualizado ao nível de preços para isso recorro aos dados que recolho na internet, nos sites das lojas. Assim para montar um computador, terei que consultar o preço das peças em várias lojas, normalmente as que estão situadas na zona onde vivo, em redor de Mem Martins Sintra, não é de facto fácil manter os nossos dados das peças informáticas sempre actualizados, mas a internet neste campo resolveu-me muitos problemas. Normalmente consulto os dados constantes de pelo menos duas lojas que eu sei por experiência que são as mais em conta, a partir dai é fazer o orçamento e apresentá-lo ao cliente.

Os computadores, para quem não têm conhecimentos de informática, parecerão um bicho de sete cabeças, porém o computador é na verdade uma máquina lógica, ou seja, sobre a parte composta de peças de electrónicas, vulgarmente designadas normalmente de hardware, correm os programas designadas de software. O hardware baseia-se em vários componentes de electrónica digital ou microelectrónica, dos quais o mais importante é o processador, que é colocado sobre a placa-mãe e onde é conjugado com a memória RAM, um disco rígido e uma placa gráfica. No essencial o processador funciona da seguinte maneira: vai ler o que está na memória instala-o num dos segmentos que compõem o processador, carrega-o para o operador onde e feita a operação de adição subtracção. Depois da operação efectuada é enviada para o dispositivo input/output. Para montar um computador, começa-se por preparar a caixa onde se irá fixar a placa mãe e coloca-se a fonte de alimentação, que irá fornecer energia à máquina, sendo esta fixada com quatro parafusos à caixa, depois disto, preparamos a placa mãe, que têm o aspecto de uma placa de silício com componentes electrónicos fixos, sendo que entre estes figuram alguns microprocessadores, normalmente do chipset, da placa gráfica se esta for onboard, da placa de som e dos controladores de dispositivos como os discos rígidos, e os dispositivos ópticos, além destes componentes, possui ainda um socket onde se fixará o processador, e várias slots que se poderão usar para fazer upgrades e ampliar o sistema. Estando esta pronta, colocamos o processador no socket e por cima colocamos o cooler ,que vai possibilitar dissipar o calor produzido pelo processador, uma vez isto pronto, colocamos os módulos de memória nos respectivos slots. A placa-mãe está pronta para ser fixada no interior da caixa com parafusos, o que fazemos de seguida, depois instalamos a placa gráfica no respectivo slot, actualmente com tecnologia PCI-Express. Ligamos então os botões da caixa a placa-mãe, assim o power, reset, led do disco, led do power e do som. Ligamos a fonte de alimentação à placa mãe e estamos prontos para ligar o computador pela primeira vez. Se tudo estiver correcto passamos à parte final, que é ligar o disco rígido e os dispositivos ópticos, como o gravador de dvd´s. Está o computador pronto para ser instalado o sistema operativo.

De facto parece muito fácil, é claro que este processo exige alguns pormenores que só com formação e prática se adquire , por exemplo o tipo de processador e o tipo de placa mãe que se adequa a este, porque existem dois fabricantes principais de processadores , e por isso a todo um conjunto de diferenças entre as duas configurações.

Em 2002 o meu pai teve um primeiro AVC, aos setenta e dois anos. Os três anos seguintes foram um caminho constante para os hospitais de Cascais e de Alcoitão, onde ainda tentámos que ele voltasse a andar. E assistir à quase exaustão da minha mãe, até que em Janeiro de 2005 ele faleceu. O velório foi feito na igreja de Alcabideche e o funeral para o cemitério da mesma localidade.

O mercado da certificação, em Portugal têm vindo a crescer já que existe uma noção clara sobre as mais-valias da certificação, particularmente como um modo de diferenciação no mercado global. Hoje em dia, não ter um sistema de gestão de qualidade certificado é como não ter um cartão de visita, uma ferramenta muito útil e que é avalizada pelo aumento de entidades que têm aderido à implementação de um sistema de gestão, com o intuito de evoluírem e alcançarem resultados positivos noutros mercados, quando conseguem passar com distinção processos de certificação como a ISO9001, ISO14001 ou OHSAS18001. Entretanto no Continente assistimos a uma série de formações que nos exigiram bastantes esforços, nomeadamente ao nível da segurança e higiene no trabalho. Com o objectivo de obter conformidade com as normas APCER OHSAS 18001 que é um referencial internacional, transposto para o sistema Português de qualidade através da NP 4397, que permite às organizações implementar um sistema de gestão de saúde e segurança pró-activo, dotando-se com ferramentas necessárias para controlar os riscos e melhorar o seu desempenho. Permite à organização ter o controlo e conhecimento de todos os riscos relevantes, quer das suas actividades normais, quer de situações anómalas e melhoria das suas performances. O OHSAS 18001 melhora a eficácia da empresa e reduz acidentes, aumenta a motivação dos colaboradores, reduz os prémios dos seguros. Trabalhar com máquinas cada vez mais sofisticadas, e em maior número exige por parte das empresas e dos trabalhadores um maior cuidado.

A empresa decidiu enveredar por uma política de redução de acidentes de trabalho, o que decerto trará benefícios, tanto a entidade patronal assim como os colaboradores, apesar de termos seguro para acidentes de trabalho, e termos a cobertura da segurança social, que cobre todos os campos relacionados com a saúde dos colaboradores, mas a verdade, é que também descontamos cerca onze por cento do nosso salário para esta politica de segurança social, e a entidade patronal cerca de vinte e dois por cento, que quer gostemos ou não nos garantirá a reforma, quando perfizermos os sessenta e cinco anos, ou talvez mais com a actual problemática de segurança social, ninguém hoje em dia, poderá garantir as reformas de amanhã, na nossa actual sociedade este factor de sustentabilidade torna-se uma ameaça e instabilidade social.

A partir desse momento passámos a seguir certos procedimentos, que apesar de já serem usados em algumas situações passaram desse momento a ser o padrão , de abordagem de certas situações, mormente em situações de risco. Desde fardas novas, calçado especifico que incluem uma ponteira de aço para reforçar, evitando assim que o pé chega atingido por cargas mais pesadas, paletes ou mesmo os porta-paletes mecânicos e eléctricos, o uso de roupa térmico para as secções que têm de trabalhar, em ambientes refrigerados, como na área dos frescos e OPLS . Implementaram-se ainda certos procedimentos ao nível da actuação individual dos funcionários como por exemplo, o levantamento de cargas, o uso de escadotes que foram reduzidos ao mínimo.

Mas também ao nível do ambiente, onde se não me engano fomos a primeira loja a obter a certificação da APCER, com a norma ISO14001 pretende-se fazer parte de uma série de referenciais internacionais aplicáveis a qualquer organização, baseada no ciclo da melhoria continua - planear, fazer, controlar, actuar - esta norma “especifica os requisitos mais importantes para identificar, controlar e monitorizar os aspectos ambientais de uma organização, bem como, para gerir e melhorar todo o sistema de gestão”, o MCH de Cascais pretende com esta certificação e com a formação a que ela nos obriga, preparar-nos aos funcionários para que fiquemos sensibilizados para as questões ambientais, bem como do impacto da nossa actividade no ambiente que nos rodeia. Bem como preparar e motivar-nos para a melhoria dos aspectos ambientais a ter em consideração no nosso dia- a-dia de trabalho.

De onde partimos? As tendências globais são, crescimento da população, desenvolvimento económico e consumo de recursos, de que resulta problemas ambientais como água contaminada, destruição da camada de ozono, efeito de estufa, resíduos, chuvas ácidas, ruído, poluição tóxica escassez de recursos, apenas três por cento da água do planeta é potável, mais de cinquenta por cento das disponibilidades de água estão poluídas. A produção “per capita”de resíduos, praticamente triplicou nos últimos vinte anos.

Tudo isto leva a pressões sobre o negócio, por parte do governo através de legislação restritiva, do custo dos recursos devido á sua escassez, dos consumidores e parceiros que procuram melhores preços e melhores serviços ou mais benefícios. O que por sua vez exige uma resposta das empresas através de mais organização, um sistema de gestão ambiental e de eco eficiência ou seja produzir mais com menos recursos e menos poluição - produzir mais valor. Toda esta envolvente exige uma adequada gestão de resíduos, com uma redução na fonte e a valorização dos resíduos gerados que causam, uma poupança de recursos naturais, redução de resíduos depositados em aterros, cumprimento das metas de reciclagem nacionais. Esta reciclagem de que nós somos responsáveis vai reduzir o consumo de matérias primas e de energia, preserva os recursos naturais e diminui os resíduos a eliminar. Alguns dos materiais que reciclamos são o cartão e papel, vidro, plástico e metal.

Quais são as vantagens da reciclagem ao nível destes materiais? Assim o papel e cartão evitam o abate de árvores e a consequente desflorestação. O vidro provoca uma poupança significativa de recursos naturais (sílica, carbonato de sódio e cal) e uma diminuição significativa da quantidade de lixo a depositar nos aterros. O plástico permite poupança de matérias-primas originais. O metal permite a redução do consumo energético e evita a degradação do solo e as emissões de dióxido de enxofre e óxidos de azoto para a atmosfera. Mas esta problemática não diz só respeito a empresa em si e aos seus colaboradores, exige uma possível interacção com os clientes, por esse motivo lançou-se a campanha de recolha de pilhas e baterias, ou uma interacção com a comunidade, no programa peso conta e medida e o saco verde. Mas o que acha a empresa do ambiente? Acha que é parte integrante do negócio? Acha que acrescenta valor? Acha que é factor de diferenciação e competitividade? Acha que é responsabilidade de todos? Acha que sim e que o ambiente é um factor de sustentabilidade do negócio.

Muito bem como já dei uma ideia geral das questões ambientais, vou avançar um bocadinho na parte mais prática do SGA ou seja Sistema de Gestão Ambiental da MCH.

A implementação de uma política ambiental exige 1º planeamento, 2º implementação, 3ºverificação e acções correctivas, 4º revisão pela direcção. Os resíduos têm implicações legais ao nível da sua gestão, sendo que cada loja é responsável pela sua recolha armazenagem, transporte, valorização e eliminação dos resíduos, a não conformidade com esta regra implica uma coima até aos quarenta e cinco mil euros.

Os resíduos obedecem a objectivos, metas e programas de gestão ambientais, assim nos resíduos o objectivo é melhorar as infra-estruturas e assegurar um destino final adequado para os resíduos produzidos na loja. Na implementação pretende-se que as instruções de trabalho sejam cumpridas através da estrutura e responsabilidade dos colaboradores, que é definida nos seguintes termos:

1º Cumprir a politica ambiental e os procedimentos operacionais e as instruções de trabalho referentes as suas áreas.

2º Participar nas acções de formação.

3º Estar conscientes dos aspectos e impactes ambientais significativos das suas actividades.

4º Identificar as não conformidades do SGA da sua loja e reportá-las à sua chefia ou ao coordenador ambiental.

5º Contribuir para a efectiva implementação de acções correctivas das não conformidades detectadas .

6º Propor sugestões de melhoria do SGA.

Sendo que as instruções de trabalho obedecem titulo, objectivo e um âmbito por exemplo:

Titulo: IT 02 Instruções de trabalho de gestão dos resíduos urbanos e equiparados de grandes dimensões.

Objectivo: Estabelecer as práticas de gestão dos resíduos urbanos e equiparados de grandes dimensões produzidos nas lojas Continente.

Âmbito: abrange todas as operações que vão desde a separação, acondicionamento e expedição dos resíduos urbanos mistos e equiparados de grandes dimensões com origem nos processos de perecíveis, alimentar, bazar ligeiro e bazar pesado.

Houve visíveis alterações ao nível de funcionamento, porque a reciclagem não é qualquer coisa que só diga respeito as pessoas e á sua consciência, mas também ás organizações e empresas e a SONAE como empresa que se preza de ter consciência ambiental não podia ficar para trás foram alterados procedimentos com as mercadorias perigosas, tintas, diluentes e óleos, existindo agora kits de limpeza, que permitem aos funcionários lidar com os derrames destes produtos, assim como uma gestão mais rigorosa destes lixos perigosos, que passaram a ter sítios específicos para serem depositados antes de seguirem para tratamento. Além disso também se começou a separar o cartão do plástico, pois antes sempre se colocou em contentores próprios o cartão junto com o plástico, além disto agiu-se mesmo ao nível dos próprios camiões que trazem a mercadoria pedindo-se por exemplo que sempre que aguardam, desliguem o motor o que permite não só as emissões poluentes de CO2, mas também uma poupança de combustível.

As alterações climáticas porque passa o nosso planeta, exigem neste momento uma resposta determinada, como contrariar o aquecimento global sem que a nossa sociedade e economia se desmoronem? O ponto central da economia e sociedade ocidental, portanto a nossa, centra-se na energia barata e acessível só com esta é possível aumentar a produtividade. Ora esta energia é produzida a partir de fontes fosseis o carvão e o petróleo ou seja energia que não é renovável, que é finita e que têm o inconveniente de se tornar em emissões de gazes poluentes como o CO2, principal culpado pelo aquecimento global, portanto o primeiro ponto desta luta é arranjar fontes de energia limpas que substituam as sujas, as energias renováveis, tal como as energias hídrica, eólica, das ondas e solar. O carro eléctrico pode ser outra das soluções para uma redução significativa das emissões de CO2, os preços cada vez mais elevados do petróleo, a consciência cada vez mais forte do grande público, têm levado as grandes empresas automóveis, a olhar para novas tecnologias, quer sejam a electricidade, a eficiência dos motores ou o hidrogénio. Milhares de milhões de euros têm sido aplicados em investigação e desenvolvimento, a Associação Espanhola de Fabricantes de Automóveis estima, que só na Europa os fabricantes investiram mais de vinte mil milhões de euros, que correspondem a cerca de cinco por cento da sua facturação, em inovação relacionada com o ambiente. Nos próximos três a cinco anos é esperado o lançamento de vários veículos eléctricos e híbridos, enquanto por outro lado se aposta em novos motores de combustão mais económicos, eficientes e com menos emissões. A ecologia agradece, apesar de eu não acreditar no êxito, para já, do carro eléctrico vamos ver, por princípio acredito mais nos híbridos, cuja tecnologia é mais adaptável à actual mentalidade do condutor, não consigo imaginar ninguém a ir a uma bomba de abastecimento, esperar oito horas para que o carro fique com as baterias carregadas, nem sequer meia hora, quanto mais. Por exemplo entre os grandes fabricantes, a Renault aposta tudo no eléctrico sem passar pelos híbridos, e vai lançar quatro modelos até ao final de 2012, já a Ford apostou nos motores de combustão a biocombustíveis, Para mim o ideal seria, o híbrido que aliasse o motor de combustão com alta eficiência, baixo consumo e baixas emissões, que neste momento estão a ser desenvolvidos, a um motor eléctrico ligado ás actuais baterias de grande capacidade, Permitindo que o motor de combustão recarregue as baterias sempre que necessário, evitando assim a necessidade de recarregar o carro ligando-o á rede eléctrica. Julgo que seria mais razoável, aliás as previsões de vendas de carros eléctricos parecem-me, demasiado optimistas, pois dizem-nos que em 2025 terá uma quota de mercado de cerca de 15%, a não ser que a china e a índia invistam nestas novas tecnologias, o que não me consta, e tendo em vista que o mercado automóvel neste dois países é o que mais cresce, duvido que estas quotas sejam exequíveis.

Outro ponto importante é a utilização correcta da energia ou seja não a desperdiçarmos, utilizando electrodomésticos mais eficientes, por exemplo fazendo uma gestão mais eficiente do automóvel, por exemplo ver a pressão dos pneus, evitar abrir os vidros do carro quando em viagem, etc. O simples facto de trocarmos todas as lâmpadas incandescentes por lâmpadas fluorescentes, portanto mais económicas, a partir do princípio deste ano os fabricantes de lâmpadas na união europeia, deixam de poder pôr á venda lâmpadas incandescentes mais potentes, de 100 Watts e nos anos seguintes serão sucessivamente as de 60 Watts, as de 40 Watts e 25 Watts em 2012.

Agora de repente lembrei-me de Thomas Edison e da sua invenção precisamente a lâmpada de arco incandescente, Edison que nem tinha formação científica era um “tecnólogo, não um cientista”, afirma o físico Carlos Fiolhais, iniciou experiências com um filamento de fibras de carvão obtidas a partir do algodão, que não se revelou suficiente. Encontrou por fim uma fibra de bambu com o qual criou um filamento de carbono que se aguentava por centenas de horas.

Assim construiu em Nova York a primeira central eléctrica dos Estados Unidos e, a partir de 4 de Setembro de 1882, passou a levar luz a um quarteirão do centro financeiro de Manhattan. Foi rápida a aceitação da lâmpada incandescente, em Lisboa as lojas da baixa já tinham luz eléctrica em 1880, a noite escura e perigosa deu lugar ao que ficou conhecida como a noite técnica, “passámos a ter um tempo extra”, diz Maria Paula Diogo. De facto o dia passou a ter 24 horas as pessoas podem trabalhar então mais horas, o que aumentou a produtividade. Ao longo de 130 anos a única alteração foi a substituição do filamento de carbono, por outro de tungsténio muito mais resistente ao calor, por onde passa a corrente eléctrica aquecendo-o a 2500ºC . Com as alterações climáticas, a lâmpada de Edison tornou-se persona non grata, e a união europeia quer reduzir as emissões de carbono em vinte por cento, para isso há que reduzir o consumo eléctrico na mesma percentagem. Estas novas exigências derrotaram a lâmpada tradicional, um dispositivo de baixíssima eficiência, de toda a energia que consome só cinco por cento é que se transforma em luz, o resto perde-se sobretudo em calor. Bani-las do mercado vai reduzir em trinta por cento a energia gasta na iluminação doméstica, evitando o lançamento de 23 milhões toneladas de dióxido de carbono para a atmosfera por ano.

A melhor opção, no momento, é a lâmpada fluorescente compacta, uma invenção também antiga, mas aperfeiçoada recentemente numa versão compacta. As lâmpadas fluorescentes compactas mais comuns são tubulares, em espiral ou não o seu funcionamento baseia-se num filamento aquecido a 1500ºC que emite electrões, no interior do tubo, os electrões chocam com átomos de mercúrio. Produzindo radiação ultravioleta (luz invisível). Os raios ultravioletas atingem as paredes do tubo, que são revestidas com material fluorescentes, (pó de fósforo). A reacção ai obtida é que produz a luz. O seu rendimento é de vinte e cinco por cento - cinco vezes mais do que a lâmpada tradicional. Além desta a lâmpada de hidrogénio - que não é tão económica - ou as de led, são também alternativas.

Trocar as lâmpadas tradicionais por económicas é uma solução fácil, para se poupar energia. As segundas são mais caras do que as primeiras, mas são mais eficientes - com 11 W de potência produzem o mesmo que uma lâmpada tradicional de 60W. No médio prazo, o investimento inicial é compensado pela factura da electricidade, além de que têm uma duração maior.

Outro aspecto que quero ressalvar é que esta questão das alterações climáticas pode ser um passo para a nova economia, e as pessoas perguntarão, que raio é isso da nova economia? Em termos gerais podemos dizer que é integrar a economia com o ambiente não como entidades diferentes mas sim como interdependentes, ou seja a economia basear-se em regras ambientais, que ao contrário do que se passa actualmente não serão vistas como impeditivas da valorização da economia. Por exemplo a reciclagem que é ainda vista como uma menos valia na cadeia produtiva, terá que ser cada vez mais a medida que as matérias-primas vão escasseando, como uma mais-valia para a cadeia produtiva da indústria permitindo poupança não só em termos energéticos mas também de mão de obra, quantos metais valiosos não são todos os anos tornados desperdício. E mesmo nós em nossas casas podemos entrar neste processo de reciclagem, separando os resíduos que produzimos em nossa casa, quanto valor terá este gesto? Como integra-lo na economia, aqui julgo que as instituições públicas poderiam fazer muito mais ao nível de incentivar mais empresas a entrar neste gigantesco negócio, não é por acaso que uma das mulheres mais ricas da china e conhecida como a rainha do cartão reciclado.

A sociedade ainda têm tendência a olhar este negócio um pouco de lado, como se tratasse de lixo, e todos nós sabemos que já não é assim. Até os resíduos orgânicos têm que ser encarados como uma fonte de nutrientes para a agricultura. Por exemplo, todas as pessoas que têm um quintal em vez de, como actualmente meter estes resíduos junto com os não orgânicos, deveriam cavar um buraco no quintal e ai depositar estes resíduos orgânicos e cobri-los com uma camada de terra, e assim sucessivamente criando uma fossa orgânica, processo que cria um adubo natural extremamente rico. Evitando assim, por um lado gastar dinheiro em adubos artificiais e por outro encher os solos com produtos artificiais e muitas vezes em doses exageradas, que com as chuvas irão escorrer para as linhas de água e polui-las. Posso acrescentar que o tempo de decomposição de alguns materiais pode ser muito elevado, para um pedaço de papel se decompor são necessárias de duas a quatro semanas, três a cinco para meses para a casca de uma banana, um a cinco meses para um pedaço de tecido de algodão, dois a cinco anos para um filtro de cigarro, dez a vinte anos para uma fralda descartável, duzentos a quatrocentos anos para uma lata de alumínio, quatrocentos e cinquenta anos para um pedaço de plástico, e mais de um milhão de anos para um pedaço de vidro.

Porém neste momento o que se discute mais, é como em França o lançamento de taxas sobre a emissão de CO2. Assim a grande medida ecológica do presidente francês, que este comparou com a descolonização ou o fim da escravatura e com uma questão de sobrevivência da raça humana, parece ser uma taxa sobre as emissões de poluentes, o que me parece ser muito incorrecto, pois além de permitir o encaixe de quatro mil milhões de euros não trará nada de positivo, pois isenta desta taxa 93 % das emissões poluentes do pais e todos os mil maiores poluidores incluindo refinarias de petróleo, centrais eléctricas, cimenteiras ou até transportadoras aéreas. Estas medidas exactamente por estes erros foi chumbado pelo tribunal constitucional francês, assim os franceses evitam um aumento de 4,5 cêntimos no litro de combustível e de 7% no preço do gás. Porém deve-se dizer que estas grandes poluidoras que aqui eram isentas estão abrangidas pelo sistema europeu de intercâmbio de quotas de emissões poluentes, que obriga as empresas a comprarem créditos de carbono caso excedam os limites impostos, estas empresas estão no entanto isentas até 2013.

Outro problema premente que se coloca neste momento é a tremenda pressão sobre os ecossistemas e a sua diversidade biológica, a maioria da biodiversidade ainda é desconhecida e da que está inventariada (cerca de três milhões de espécies), grande parte não está suficientemente estudada. Porquê proteger a biodiversidade? Porque não nos preocuparmos só com as espécies que conhecemos e que nos são úteis? Porque muitas das que não conhecemos, ainda nos podem vir a ajudar, cada vez mais aparecem espécies que não conhecíamos ou conhecíamos mal e que se revelam extremamente úteis no combate, a doenças que julgávamos não cura. Por exemplo vulgar (Taxus baccata), uma planta da nossa flora, em vias de extinção, que se pensava não ter, actualmente qualquer utilidade. É uma planta extremamente venenosa (produz uma mistura de alcalóides, a taxina), letal para todos os animais, e utilizada pelos ser humanos desde tempos remotos (madeira, arcos e flechas, como planta abortiva, matando muitas vezes, além do feto, também a mãe). Revelou-se, recentemente (1993), de valor inestimável. Da taxina isolou-se um produto o taxol, que mostrou ser uma poderosa droga no tratamento de alguns tipos de cancro, pulmão e mama.

Mas perguntarão vocês, para quê tanto trabalho? Eu respondo para que amanhã ainda exista um planeta terra com viabilidade, onde todos os ser humanos tenham lugar e vivam com dignidade. Temos que nos lembrar, que só um destes problemas ecológicos como o aquecimento global, têm dimensão para reduzir radicalmente a qualidade de vida no planeta, nos próximos quarenta anos está previsto que a temperatura média da terra suba até três graus centígrados, o que causará entre outras alterações uma subida de até sete metros no nível do mar países ribeirinhos como a Holanda, Portugal já para não falar de ilhas no indico e pacifico como as Maldivas desaparecerão do mapa literalmente, já nem quero falar de países como a Bangladesh, cuja superfície ficaria em oitenta por cento submersa e se as Maldivas só têm trezentos mil habitantes o Bangladesh tem duzentos milhões. Imaginem o que é a migração destes milhões de pessoas. Estaremos nós e os nossos vizinhos preparados para receber em sua casa estes deserdados?

Agora a própria empresa começa a sofrer o embate da crise económica, o SIMk ou seja (sistema integrado de melhorias) vulgarmente designado Kaizen está ai em força e nem metade foi ainda implementado. Este projecto não tem nada de novo, o que se pretende a nível operacional, é um salto da produtividade, de maneira a tornar toda a cadeia da distribuição mais fluida. Assim a nível micro estrutural podemos dizer que este novo sistema se pode traduzir pela máxima “cada coisa no seu lugar, um lugar para cada coisa”tão simples como isto, porém devo ressalvar que este sistema começou a ser implementado nas fábricas da Toyota, ou seja numa fábrica de automóveis, Portanto a implementação na grande distribuição, terá que obedecer a grandes alterações no modelo de funcionamento, no que nos diz respeito teremos de implementar o 5S. De qualquer maneira a primeira parte já está feita, ou quase.

No que consiste o KAI-ZEN? ou se preferirem como ele deve ser conhecido entre nós o SIMK, o KAI-ZEN é um sistema de melhoria continua implementada primeiro pelo construtor automóvel TOYOTA, aliás SIMK quer dizer exactamente Sistema de Implementação de Melhorias, e que a SONAE decidiu reformular para a área de negócio da distribuição. Assim comecemos pelo nome KAI significa mudança e ZEN significa bom, ou seja boa mudança ou se quiserem uma mudança no bom sentido, ao fim ao cabo o que é que se pede a nós operadores primeiro que tudo que compreendamos os 5S , que são:

Seiri -separar

Seiso-limpeza

Shitsuke-disciplina

Seiton-arrumação

Seiketsu-normalização

Com o separar é nos exigido, que toda a mercadoria seguindo as normas seja separada e tríada de maneira, a que mais tarde seja arrumada no seu lugar devido, não podemos arrumar coisas de categorias diferentes no mesmo sitio. Com a limpeza pretende-se não o obvio limpar de sujidade mas mais que isso tornar norma a arrumação, mas isto exige o terceiro S a disciplina e o treino. Depois disto passamos á arrumação ou seja “um local para cada coisa cada coisa no seu local”, depois disto estamos dispostos para normalizar ou seja criar rotinas e treinar. A esta metodologia esta ligada a gestão visual que eu considero uma das mais brilhantes e claras medidas do SIMK ou seja a gestão visual que consiste em utilizar normas visuais, fotos imagens e quadros que facilitem a compreensão e chamem a atenção, afixar informação isto tudo torna deveras decorativa esta implementação mas o que se pretende é que as coisas não sejam deixadas ao acaso e sim que haja uma espécie de sinalização vertical além de horizontal além de vertical para melhor acompanhamento por nossa parte tornando mais visual a gestão.

Por outro lado, há a necessidade de aumentar o rendimento dos funcionários eliminando as “gorduras” da reposição, que são designadas por MUDAS e que são sete:

Espera (pessoas) -o tempo perdido pelo funcionário a espera da mercadoria.

Transporte (direcção errada e quantidade) -levar artigos a mais e por caminho mais longo.

Sobre processamento - Misturar artigos artigos na mesma palete para corredores diferentes.

Stocks - mais do que o necessário no ponto de uso.

Movimento (pessoas) -fazer retorno em vazio.

Defeitos (erros, danificar produtos)- erros de recepção.

Logística em excesso - quantidade e tempo.

Porém estas mudas identificadas são um ponto de partida para avançarmos para o standard work, onde realizamos o estudo das operações actuais com o fim de as melhorar, para eliminar-mos os 7 MUDAS. Em cada melhoria efectuada faz-se uma nova norma.

E como vamos melhorar? Usando o Kobetsu Kaizen - KK - resolução estruturada dos problemas - melhoria contínua. (este é o cerne do kaizen ).

1.Selecção do problema.

2.Descrição do problema.

3.Defenir um objectivo ( simples, mensurável, atractivo, realista e com tempo limite)

4.Analise das causas.

5.Solução do problema.

6.Verificar a solução.

7.Normalização.

8.Comunicação.

Vamos agora no ano de 2010, iniciar a segunda parte que lida com a metodologia de fluxos, ou seja implementar o conceito kaizen, transferindo-o para a loja, já que a primeira parte se referia não só mas quase só ao sistema de arrumação e limpeza. A partir de agora iremos lidar com novos metodologias ao nível de reposição, com o objectivo de melhorar o processo e torná-lo mais produtivo .Tenho a minha própria visão do que deve ser este novo passo, porém a única certeza que eu tenho é que para esta empresa , não existem impossíveis.

Depois do que eu já vivi, do que já vi e do que passei, fico espantado. E já não há nada que me surpreenda, no bom sentido claro.

Ainda hoje aqui estou.

CONCLUSÂO

WEBGRAFIA

-CÓDIGO DO TRABALHO, www.mtss.gov.pt

-FALCÂO, Luisa.”A imigração em Portugal” Fevereiro de 2002. www.dlt.pt

BIBLIOGRAFIA

-500 melhores exame, expresso, 14 Novembro 2009pagIV

-PAIVA, Jorge. “biodiversidade ameaçada pelo lucro fácil”,Noticias do Milénio,pag82

-DICA DA SEMANA,10 Dezembro 2009,pag11

-DICA DA SEMANA,28 Janeiro 2009 pag12

-GARCIA, Ricardo, “Este invento têm 130 anos e vai desaparecer”. Público-P2, pag4

-FORMAÇÂO AMBIENTAL, Direcção do Ambiente. SONAE Distribuição.

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