introdução

RELEVâNCIA DO TEMA

Atualmente, no âmbito da saúde, falta tempo aos profissionais para se aperfeiçoarem. Para que esse aperfeiçoamento aconteça, é necessário o uso de alguma ferramenta que possibilite que esses profissionais não necessitem sair de seu local de trabalho para realizar esses estudos.

De todos os recursos de tecnologia da informação e, analisando que a videoconferência tem como base o melhor uso da informação aliado aos recursos tecnológicos, pode-se salientar sua importância e sua veracidade para esses profissionais da saúde, pois possibilita que estes se comuniquem com outros profissionais em outros hospitais, participante de palestras, vídeo aulas e cursos à distancia, sem precisarem sair de seu local de trabalho.

Vários são os recursos tecnológicos dentro de uma sala de videoconferência. Nos últimos anos, com o desenvolvimento da robótica e o aparecimento de processadores mais robustos, computadores e outros recursos foram aperfeiçoados e suas funcionalidades passaram a alcançar dimensões até então não possíveis. Esse salto tecnológico barateou o custo de muitos produtos que antes tornavam o uso da videoconferência no âmbito da saúde inviável e caro, como por exemplo: microfones, televisores, equipamentos de videoconferência, computadores, câmeras, projetores, telas de projeção, notebooks, scanners de mesa, scanners de raios-X, licenças de softwares de videoconferência, licenças de outros recursos para edição de apresentações remotas por computador etc.

Não só se tornou mais barato ter uma sala de videoconferência para a área médica, como também se tornou mais fácil o manuseio dos equipamentos. O fácil entendimento das funcionalidades desses produtos possibilita que mais profissionais tenham acesso ao uso dos mesmos. Antes os produtos eram em suma importados, principalmente os equipamentos de videoconferência, onde, os manuais eram todos em língua estrangeira, dificultando o entendimento das informações sobre as aplicações do produto. Atualmente, todos os produtos vêm também com manuais e controles em português, facilitando e muito a compreensão das funcionalidades e possibilitando que cada vez mais leigos possam usar, sem muito treino, os mínimos recursos necessários para um bom andamento de uma reunião por videoconferência dentro da gestão hospitalar.

Não menos importante que custos reduzidos e agilidade dos produtos, temos também relevância para a qualidade da informação que o uso da videoconferência proporciona. Existe hoje em dia um tratamento especial à imagem e ao som para que numa videoconferência não haja perca de qualidade na informação passada. Essa preocupação gerou um padrão de qualidade que é referencia para o mundo todo. Vários protocolos foram desenvolvidos para atender justamente essa demanda tecnológica. Dentro do estudo de tecnologia da informação, começa-se a dar ênfase também ao estudo e preparação de equipamentos especializados para videoconferência, tornando cada vez mais viável o uso da mesma quando o assunto é qualidade e abrangência da informação.

Atualmente os profissionais precisam cada vez mais interagir, não é mais possível se isolar num mundo globalizado, visto essa necessidade, dar-se a entender o quão grande é a necessidade de recursos tais que possibilitem a articulação de pessoas à distância, proporcionando possibilidades que antes eram difíceis devido à distância geográfica. A qualidade em todo o processo pode ser mensurada juntamente com o entendimento de que existe uma necessidade de chegar com a informação para mais pessoas ao mesmo tempo, seja qual for a região onde essa pessoa more. Esta informação precisa ser clara e os envolvidos precisam interagir. Com o avanço da tecnologia nas últimas décadas, isso se tornou uma realidade. Temos cada vez mais médicos conectados, trocando experiências e fazendo diagnósticos à distância, muitas vezes para localidades onde são escassos os profissionais especializados.

Em suma, a videoconferência é um dos principais recursos atuais da tecnologia da informação e, seu uso é fundamental para potencializar o que se propõe no que se refere à transmissão da informação com qualidade.

JUSTIFICATIVA PARA ESCOLHA DO TEMA

Em tempos modernos, a importância de determinado fator na formação do conhecimento ou da possibilidade de articulação entre as pessoas deve ser estudada e o fruto desse estudo repassado. A videoconferência é determinante nesse quesito, pois possibilita que muitas pessoas se conectem ao mesmo tempo e em locais distintos.

Na saúde, dois fatores são importantes, tempo e trabalho. Com a videoconferência, o tempo se alia ao trabalho, pois o médico pode realizar consultas, dar uma segunda opinião e, até mesmo fazer cirurgias para que outros profissionais estudem sua técnica. O interessante é que esse trabalho pode ser transmitido ao vivo para qualquer parte do planeta e, com interação ser acompanhado por centenas de outros profissionais. Analisando que atualmente muito se gasta com hora de trabalho na medicina e que o tempo do médico é valioso, temos um quadro onde a videoconferência se torna uma vantagem operacional para o hospital.

O estudo desse recurso, aliado ao interesse de mensurar a qualidade final do trabalho realizado dentro dos hospitais por intermédio da videoconferência, justificam a escolha do tema. problematização

A qualidade é fundamental em todos os aspectos onde se envolvem recursos de tecnologia. Em videoconferência, o tratamento dos dados deve ser tal que possibilite que o usuário possa melhor entender a colocação da informação e como ele pode usá-la em prática, gerando conhecimento.

Principalmente na saúde, onde os profissionais envolvidos nas reuniões por videoconferência são os próprios médicos, o serviço de imagem e áudio prestados por uma reunião de videoconferência deve obedecer a um padrão de qualidade. Esse padrão determina que a quantidade de informações perdidas deva ser as mínimas possíveis, pois qualquer erro de transmissão de imagem, no caso de uma primeira opinião formativa, por exemplo, pode gerar em um diagnostico errôneo.

Assim sendo, tratamos o usuário como determinante da viabilidade do uso da videoconferência, em termos de qualidade do serviço prestado. Ou seja, por meios de dados coletados em pesquisa, é possível identificar o grau de satisfação dos médicos para com relação às informações que lhes são passadas em reuniões de videoconferência.

PROBLEMA DE PESQUISA

O uso da videoconferência dentro dos hospitais universitários, certificados de ensino e ligados à esfera administrativa federal, é tem sido realizada de forma satisfatória aos seus usuários?

OBJETIVOS DA PESQUISA

Os objetivos da pesquisa estão subdivididos em objetivos gerais, que visam identificar o grau de satisfação dos usuários da saúde para com relação ao uso da videoconferência, e objetivos específicos, que determinam como isso será apresentado e realizado.

Objetivo Geral

Identificar a percepção dos profissionais da saúde para com relação ao serviço prestado nas salas de videoconferência de suas Instituições.

Objetivos Específicos

Conceituar Tecnologia da Informação e demonstrar a historia de alguns de seus principais produtos no século XX.

Indicar seu uso e aplicação em videoconferências

Apresentar usos de videoconferências em Hospitais Universitários.

Realizar um estudo de caso nos hospitais universitários ligados à esfera administrativa das universidades Federais.

Apresentar com base nos dados coletados em pesquisa de campo, informações sobre a satisfação dos usuários dos recursos de videoconferência nesses hospitais.

METODOLOGIA da pesquisa

Neste trabalho, o tipo de pesquisa utilizada será de natureza exploratória. Pois se pretende entrevistar pessoas que usam os recursos de videoconferência para obter dados que gerem informações a identificar o grau de satisfação das mesmas para com os serviços prestados. (GIL, 2002). Também será do tipo bibliográfico, pois serão usados livros, artigos, revistas, publicações periódicas e impressos diversos para a obtenção dos dados necessários a transpor uma informação precisa e clara.

Como amostra, pretende-se entrevistar 02 profissionais de 01 hospital de referência, certificado de ensino ligado à esfera administrativa de uma universidade federal, de cada Estado Brasileiro. Assim sendo, serão 54 entrevistados em todos os 27 estados.

Para a coleta de dados, será usado um questionário que será preenchido, por email ou presencialmente pelos voluntários na pesquisa a ser realizada nos hospitais. Este questionário conterá perguntas direcionadas a identificar o grau de satisfação desses profissionais quanto ao uso dos recursos de videoconferência em suas respectivas instituições de trabalho. Também serão usados os próprios recursos de videoconferência ou webconferência para a coleta desses dados.

A análise será qualitativa, procedimento adotado para melhor identificar esse grau de satisfação dos usuários.

ESTRUTURA DO TRABALHO

  • Capítulo 01 - Tecnologia da Informação: Conceito, História e Aplicações Conceitos de Tecnologia da Informação Breve Relato Sobre Alguns dos Principais Recursos de Tecnologia da Informação no Século XX
  • Capítulo 02 - Apresentando os atuais recursos da tecnologia da informação para uma sala de videoconferência: Uso e Funcionalidades
  • Exigências para a estrutura de uma sala de videoconferência
  • Apresentando a Rede Universitária de Telemedicina
  • Capítulo 03 - Estudo de Caso - Hospitais Universitários do Brasil Apresentação dos Hospitais Universitários Apresentação dos resultados do uso da videoconferência nestes hospitais (Pesquisa de Campo).
  • Conclusão
  • Anexos: Apresentação de Mapas, Fotos e Gráficos.
  • Referências: Demonstração dos recursos pesquisados para o desenvolvimento do conteúdo.

1 TECNOLOGIA DA INFORMAçãO: CONCEITO, História E APLICAçõES

1.1 conceitos de tecnologia da informação

Atualmente a informação é um recurso importante para todos. Ela precisa chegar com clareza e rapidez para cada vez mais pessoas ao mesmo tempo. Assim sendo, temos uma determinante que nos possibilita pensar, como atender a essa demanda? Analisando os recursos que temos a disposição, observamos que a tecnologia é a que mais atende a essas necessidades.

Observa-se tecnologia da informação em todos os recursos digitais que possibilitam a troca de informações, ou seja, geram meios para seu uso. As empresas e as pessoas precisam constantemente de informações oportunas ao seu desenvolvimento, para tanto precisam de ferramentas capazes de dispor destas, com a maior precisão possível e em tempo real.

A tecnologia da informação pode ser entendida como a junção de todos os resultados, ações e soluções que são produto do uso de recursos tecnológicos. Em suma, são inúmeras as possibilidades para uso desse tipo de ferramenta, ou seja, usar recursos tecnológicos em pró de obter informações ou de passá-las. As atividades empregadas pelos usuários de recursos de informática em pró da informação também conceitua esse tipo de emprego da tecnologia. Assim como todos os recursos não humanos que de eventualmente podem gravar, armazenar e disponibilizar dados que, ao serem esses interpretados, possibilitam que o indivíduo receba uma informação (SOUZA; 2009).

Outra definição para tecnologia da informação ressalta que a mesma está condicionada em aparelhos eletrônicos desenvolvidos em pró de possibilitar que dados sejam transmitidos com agilidade e qualidade. Esses dados devem ser acessados por pessoas que ao interpretá-los, irão obter uma informação. Esses aparelhos são os hardwares que ao serem acionados, são capazes de gravar ou armazenar qualquer tipo de dado capaz de originar uma informação. Atualmente, com a evolução da tecnologia, muitos desses hardwares ficaram mais robustos, possibilitando que cada vez mais pessoas tenham acesso a esses conteúdos ao mesmo tempo, sem perda de qualidade do dado gravado pelo recurso (NAVARRO; 2007).

Nesta mesma linha de pensamento, outras abordagens são feitas, nestas expande-se os conceitos de tecnologia da informação para diversos seguimentos importantes. Um deles é o planejamento estratégico da tecnologia da informação, que consiste em organizar todos os recursos disponíveis que agreguem disponibilidade de armazenar dados para que estes possam trabalhar em conjunto (REZENDE; 2002).

Não menos importante, os recursos de TI (Tecnologia da Informação) devem, além de trabalhar em conjunto entre si, trabalhar de acordo com as limitações dos perfis das pessoas envolvidas. Estas desempenham um papel importante na interpretação dos dados que esses recursos oferecem, assim sendo, o conceito de TI está também implícito na forma como o conjunto se harmoniza, sendo parte desse conjunto todos os recursos humanos e não humanos.

O planejamento estratégico da Tecnologia da Informação (PETI) é um processo dinâmico e interativo para estruturar estratégica, tática e operacionalmente as informações e conhecimentos organizacionais.

Resende (2002) ainda ressalta a importância da inovação para a questão da tecnologia. Mediante o fato de que os recursos de tecnologia da informação devem interagir com o perfil dos usuários, estes devem ser constantemente inovados. Ou seja, os equipamentos devem ser aperfeiçoados à medida que as pessoas evoluem. Os conhecimentos sobre as funcionalidades dos produtos de TI geram demandas crescentes por melhorias e inovações.

Analisando todas as abordagens feitas sobre a tecnologia da informação, nota-se que o conceito de TI foca duas direcionais, os recursos humanos e os recursos não humanos envolvidos. As pessoas devem usar os recursos tecnológicos disponíveis (hardwares ou softwares) para adquirir dados que sejam capazes de serem analisadas e transformados em informação. Assim sendo, o conceito de tecnologia da informação não pode estar focado apenas nos recursos tecnológicos que proporcionam troca de informação, mas também na capacidade desses recursos de interagirem com os usuários.

1.2 BREVE RELATO SOBRE A HISTóRIA DE ALGUNS DOS PRINCIPAIS RECURSOS DE TECNOLOGIA DA INFORMAçãO NO SéCULO XX

Tendo em vista que o conceito de TI abrange os recursos tecnológicos que proporcionam troca de informações aos usuários, é importante conhecer a história dos produtos que ajudaram, direta ou indiretamente, para a construção do cenário atual, no âmbito da tecnologia da informação.

Dentre os principais produtos do século XX que ajudaram no conceito e desenvolvimento desse cenário, está o telefone, o rádio, o surgimento da televisão, dos computadores e dos softwares para computação. Esses produtos desempenharam papel fundamental para nortear estudos e pesquisas que vieram, com as inovações tecnológicas atuais, originar os recursos avançados de tecnologia da informação. Dos atuais, são destaque os computadores robustos, equipamentos de videoconferência, telefonia móvel, televisão interativa e internet banda larga para acesso em quase todos os locais do Brasil.

Retrocedendo para o quadro tecnológico do início dos anos 10 e 20, se observa que não havia muitos recursos que possibilitam a interação simultânea e rápida de dois ou mais indivíduos geograficamente distantes. No entanto, depois da segunda guerra mundial (1939-1945), foram criadas novas ferramentas e os recursos existentes foram aperfeiçoados. Com isso, o próprio significado da palavra “Tecnologia” desempenhou entendimentos diferentes com o passar dos anos.

De princípio, os recursos não eram muito ágeis e não se detinha capacidade de armazenamento, os equipamentos eram às vezes desenvolvidos manualmente sem muito emprego de tecnologia. A informação aliada à tecnologia teve ênfase com o surgimento dos primeiros meios tecnológicos de comunicação (televisão, rádio e telefone), estes possibilitavam levar informação a longas distâncias dando maior cobertura possível (DINIZ, 2003).

O primeiro aparelho tecnológico a possibilitar transmissão de informação por voz para longas distâncias foi o telefone. O grande avanço nos estudos sobre este aparelho, criado em 1875 por Alexander Graham Bell, foi justamente o desenvolvimento do telefone móvel. Este conceito ajudou na concepção de vários produtos que hoje são importantes dentro dos serviços de TI. Os primeiros esforços definitivos para a comercialização deste tipo de telefone aconteceu em 1947, mas somente no final da década de 1970 esses serviços foram incorporados e vendidos no Japão e na Suécia.

No início, os aparelhos pesavam quase meio quilo, e os assinantes tinham que pagar uma caução de US$ 20 mil para entrar no sistema (MAFFEI; 2010; acesso em 19 de março de 2010)

A telefonia móvel passou por várias modificações até chegar ao quadro atual. A partir da década de 1980 muitos aparelhos foram comercializados, porém os custos ainda eram altos. Somente a partir de década de 1990 foi que os primeiros celulares com custos mais acessíveis chegaram ao mercado (MAFFEI; 2010).

Atualmente, muitos serviços de TI foram incorporados à telefonia móvel, além do serviço de voz tradicional. Inclusive, pode-se realizar uma videoconferência através de um celular, basta ter os softwares necessários instalados. Verifica-se então que os primeiros aparelhos, mesmo não tendo todo o emprego da tecnologia necessária, já desempenhavam papel importante, pois possibilitava a comunicação a distância, quadro que hoje já está bem avançado.

Outra grande ferramenta da tecnologia da informação, que tem papel importante na interação de pessoas, mesmo que indiretamente em alguns casos, é a televisão. A primeira televisão construída data de 1928, na época não existia tecnologia tal que possibilitasse comunicação sem fios, assim sendo, o primeiro aparelho de TV era tão simples que não tinha controle remoto. Já em 1950, após a segunda guerra mundial, a televisão havia sido aperfeiçoada, a nitidez era melhor e a qualidade como um todo também, porém ainda era em preto e branco. Mesmo com essa evolução, esse importante recurso não teve inicialmente seu potencial devidamente reconhecido. A tecnologia em cores foi desenvolvida no final dos anos 40, no entanto só foi de fato comercializada a partir de 1960, onde os primeiros filmes foram rodados totalmente em cores.

Em 1945, muitas famílias americanas acreditaram que tinham sofrido muitas dificuldades com a guerra e se presentearam com televisões. As imagens tinham uma qualidade melhor do que as de modelos anteriores, porém ainda eram em preto e branco.

A partir dos anos 70 e 80, com o surgimento de satélites mais sofisticados, os sinais de televisão alcançaram ainda mais localidades, dessa forma, a informação poderia chegar com mais rapidez para mais lugares em todo o mundo. A cor finalmente foi estabelecida como padrão e começaram-se as transmissões ao vivo. Essa inovação foi um grande passo para o que hoje conhecemos como interatividade virtual. Nos primeiros programas pilotos transmitidos ao vivo, houve interação do público por telefone. Atualmente os recursos de TI com direcionamento à interatividade virtual (por áudio e imagem) obedecem basicamente a essa mesma ideologia, claro que com softwares mais avançados com funções mais sofisticadas e personalizadas, de acordo com o perfil de cada usuário. Ou seja, os produtos que atualmente usam protocolos de áudio e vídeo para interatividade, são as evoluções de conceitos e práticas que foram difundidos com o aperfeiçoamento da televisão ao longo dos anos 70 e 80 (SEDYCIAS; 2007).

Assim sendo, se compreende que a televisão teve e tem um papel importante. Com os estudos realizados ao longo dos anos, desde sua criação, alguns conceitos originados por este equipamento foram sendo aperfeiçoados e inovados. No desempenhar dessas inovações, é possível compreender como esse produto ajudou no que hoje se entende por interatividade por áudio e imagem, dentro da abordagem de recursos avançados de TI.

Em se tratando de áudio e imagem em conjunto, a televisão foi realmente um grande recurso do século XX que contribuiu para o atual quadro da tecnologia da informação. Mas, existe outro produto que também foi desenvolvido e ajudou a aperfeiçoar o áudio, inclusive foi precursor de alguns protocolos usados atualmente, por exemplo, os protocolos da videoconferência, que tratam áudio de maneira a evitar a perda da qualidade que é emitida para os pontos de acesso remoto.

Foi o rádio o primeiro recurso tecnológico a levar o áudio para mais de uma pessoa, localizadas em lugares relativamente distantes, ao mesmo tempo. O primeiro programa de rádio a ser transmitido no Brasil foi em 1922, durante as festividades do Centenário da Independência, no Rio de Janeiro. Durante muitos anos, o rádio foi o principal meio de passar informações, fosse por música ou por discursos.

O rádio possui 70 anos de história no Brasil. A invenção do rádio é creditada ao inventor e cientista italiano Guglielmo Marconi, nascido em 1874 na cidade de Bolonha (RODRIGUES; 2008; acesso em 18 de março de 2010).

A informação teve tratamento especial e era transmitida de um local específico para toda uma região, limitada na época municipalmente. Pode-se dizer que teve papel importante para a atual estruturação de protocolos de áudio em TI, pois abriu possibilidades que nortearam muitas pesquisas em pró de melhorias na qualidade do áudio, conseqüentemente essas pesquisas resultaram em produtos cada vez mais sofisticados, capazes não somente de transportar áudio, como também transportar dados e textos.

No aperfeiçoar da tecnologia ao longo dos anos, houve vários momentos marcantes que determinaram o que hoje se entende por tecnologia aplicada à informação. No âmbito da computação, podemos citar o aparecimento e aperfeiçoamento dos hardwares e dos softwares, que são os equipamentos e os programas computacionais.

Os primeiros computadores foram desenvolvidos durante a segunda guerra mundial e serviam basicamente para fazerem cálculos precisos de coordenadas geográficas. Eles foram criados em 1944 e pesavam mais de 04 toneladas. As funções básicas para transcrição de informações, comandos para transcrição de voz e imagem, só foram incorporadas após a década de 1960 (CARNEIRO; 2006).

A partir de 1960, mais precisamente em 1968, foi criado o hardware mouse. Inicialmente ele detinha o nome de “bug”. Seu uso só se concretizou comercialmente após a década de 1980. A partir dos anos 80, os computadores adquiriram novas funcionalidades, com programas capazes de exibir vídeo em cores e áudio por mais de um canal, também foram desenvolvidos programas para transcrição de textos. Em 1985, com o lançamento do Windows, as inovações foram fortes, principalmente na programação gráfica de todos os recursos.

O lançamento do Windows trouxe para o PC as vantagens da interface gráfica popularizada pela Apple. Hoje, 90% dos computadores funciona com uma versão desse programa.

O surgimento e os avanços dos computadores foram importantes para o atual cenário, dentro da tecnologia da informação. Ainda em 1985, apareceram os primeiros drives para CD-ROM (mídia a ser executada por estes drives), que foram um grande avanço na substituição do antigo conceito para transcrição de dados, estabelecido desde a criação dos primeiros recursos para este fim, em 1958. Sua capacidade de armazenamento chamava a atenção, 550 megabits (atualmente 700 megabits) por CD (Compact Disc), isso superava e muito a capacidade de seu antecessor, o disquete, que tinha apenas 1,44 megabits de capacidade. A mudança nesse tipo de armazenamento foi fundamental, inclusive para gerar o atual conceito para armazenamento de dados, pendrives, HDs externos etc. Que, por sua vez, comportam muito mais informações, e possuem maior mobilidade.

Surgiram os primeiros CD-ROMs, nova mídia com capacidade para 550MiB, 387 vezes a capacidade de um disquete de 3 ½, mas apenas 12% da dos DVDs, que seriam lançados em 1996.

Esses drives foram complementando as funcionalidades dos computadores que, a partir de 1996 com o surgimento do DVD (Digital Video Disc) e o aperfeiçoamento da Internet para acesso popular, foram sendo modificados de forma a desempenhar papel fundamental na rotina das empresas e das pessoas. Os recursos desses computadores para o tratamento da informação também foram aperfeiçoados, sendo que hoje são importantes para o trabalho de qualquer profissional de TI.

Na mesma medida em que foram surgindo novos computadores, também foram sendo desenvolvidos programas para operar as funções que estes ofereciam, esses programas são chamados de softwares.Durante o século XX, muitos se destacaram, como por exemplo, a ARPANET (Advanced Research Projects Agency Network) em 1969. Esta ferramenta de troca de dados ficou conhecida como a que precedeu a Internet. Os estudos com base nessa ferramenta ajudaram a desenvolver a atual estrutura da interface World Wide Web (www), importante para o uso dos recursos de TI em um hardware conectado à internet. Atualmente muitos softwares de TI usam a interface WEB para armazenar e dispor de dados, o layout dessa interface teve influência definitiva depois do desenvolvimento da ARPANET (DIGNAN; 2009).

Logo após, outro produto importante foi lançado no mercado, o UNIX, em 1970. Tão importante quando o Windows, quando criado, pois o UNIX permitia que vários usuários se conectassem ao mesmo tempo em rede. Dado que atualmente cada vez mais pessoas podem e precisam se conectar ao mesmo tempo, podemos entender a dimensão da importância que essa ferramenta teve, mesmo em seu tempo.

Citando o Windows, não se pode deixar de ressaltar sua importância histórica para a computação. Focando no âmbito da tecnologia da informação, esse sistema operacional diversificou muitas operações e expandiu suas funcionalidades com o surgimento, em 1995, do Windows 95. Este foi estudado, melhorado, e hoje foi transformado num sistema operacional dinâmico, com possibilidades que geram resultados eficazes, principalmente para tratamento da informação.

Sem dúvida, o Windows 95 alterou a forma como o desktop olhou e sentiu. Quando o Windows 95 chegou ao mercado a metáfora para o ambiente de trabalho tornou-se padronizada com a barra de ferramentas, menu iniciar, ícones etc.

O trabalho conjunto desses recursos de computação aliados aos hardwares que os processavam, tornou a computação referência no que diz respeito ao manuseio e armazenamento de dados.

Dado o exposto, se percebe que muitos produtos, desenvolvidos ou aperfeiçoados no século XX, ajudaram na construção do atual conceito para Tecnologia da Informação. Tanto o rádio, telefone e televisão foram determinantes para novas pesquisas em protocolos de áudio e tratamento de vídeo, estas pesquisas resultaram em produtos ainda mais sofisticados. Com a integração desses resultados ao aperfeiçoamento dos computadores e periféricos, observa-se o surgimento de novos recursos para a tecnologia da informação, mas modernos e robustos, com inúmeras funcionalidades.

Serão apresentados a seguir, alguns dos recursos que surgiram do aperfeiçoamento das funções dos produtos desenvolvidos no século XX, no âmbito da tecnologia da informação.

2 Os atuais recursos de tecnologia da informação aplicados ao uso da videoconferencia: apresentação dos principais produtos, estrutura de uma sala de videoconferencia e uso desses recursos em hospitais universitários

2.1 APRESENTANDO OS ATUAIS RECURSOS DA TECNOLOGIA DA INFORMAçãO PARA UMA SALA DE VIDEOCONFERêNCIA: USO E FUNCIONALIDADES

Os esforços para melhorias no desempenho dos produtos de TI desenvolvidos no século XX originaram recursos avançados que hoje são usados por quase todas as organizações, direta ou indiretamente. Muitos desses equipamentos foram criados com base nos resultados obtidos com invenções antigas, como o rádio e o telefone. Diversos protocolos foram aperfeiçoados e muitos foram criados mediante a evolução desses produtos.

Um dos principais recursos de TI que existem atualmente é a videoconferência, que permite interação por áudio e vídeo entre pessoas localizadas em pontos distintos. Entende-se por videoconferência a interação por duas ou mais pessoas através de áudio e vídeo por intermédio de algum produto de tecnologia da informação. Essas pessoas podem ou não estar distantes uma das outras, podendo até que várias pessoas se comuniquem no mundo todo, ao mesmo tempo. A videoconferência possibilita que essas pessoas conversem naturalmente e, inclusive troquem conteúdos digitais, como arquivos de computadores com textos ou apresentações.

A videoconferência é uma forma de comunicação interativa que permite que a duas ou mais pessoas que estejam em locais diferentes, a comunicação com áudio e visualização de imagem em tempo real. Reuniões, cursos, conferências, debates, palestras são conduzidas como se todos os participantes estivessem juntos no mesmo local. Com os recursos da videoconferência, pode-se conversar com os participantes e, ao mesmo tempo visualizá-los na tela de um monitor (telão ou televisão, dependendo dos recursos utilizados), trocando informações como se fosse pessoalmente.

Este sistema de videoconferência engloba muitos outros recursos de tecnologia da informação, chamados de recursos periféricos. Além do próprio equipamento de videoconferência, podemos citar os computadores, televisores de plasma, projetores, painéis de projeção, câmeras, softwares de videoconferência e softwares para interação virtual por chat e voz.

Os equipamentos de videoconferência têm basicamente a função de proporcionar a mesma dinâmica de uma reunião presencial, com o diferencial para a localização geográfica dos participantes, estes podem estar em locais diferentes, contanto que tenham o equipamento de videoconferência para se comunicarem.

Alguns equipamentos possuem também recursos que possibilitam apresentação de slides de computadores, este recurso pode ser usado pelo profissional que vai ministrar uma palestra, por exemplo. Tanto a imagem com o áudio transmitido pelos equipamentos de videoconferência, obedece a um padrão de conteúdo, diferente dos padrões usados normalmente para TV ou Rádio. Esse padrão tem basicamente a função de reduzir à quantidade de pacotes necessários a transmissão de uma imagem ou som, visando manter a nitidez e o contraste em um limite aceitável. Existem outros protocolos que, mediante disponibilidade de banda larga (conexão acima de 04 megabits com a Internet), podem transformar uma videoconferência numa reunião imagem em alta definição. Atualmente, com a implantação de redes de computadores mais avançadas dentro do Brasil, o aperfeiçoamento da videoconferência se tornou possível. Esse aperfeiçoamento originou novas possibilidades, dentre elas, a realização de teleconferências em alta definição de imagem.

A videoconferência é uma forma de comunicação interativa que permite que a duas ou mais pessoas que estejam em locais diferentes, a comunicação com áudio e visualização de imagem em tempo real. Reuniões, cursos, conferências, debates, palestras são conduzidas como se todos os participantes estivessem juntos no mesmo local. Com os recursos da videoconferência, pode-se conversar com os participantes e, ao mesmo tempo visualizá-los na tela de um monitor (telão ou televisão, dependendo dos recursos utilizados), trocando informações como se fosse pessoalmente.

Existem requisitos mínimos para que uma reunião por videoconferência com qualidade de áudio e vídeo aconteça, o principal deles é a conectividade com a internet. Todos os equipamentos de videoconferência existentes atualmente no mercado necessitam de conectividade com a internet para estabelecerem conexão com outros equipamentos para o mesmo fim.

As antigas velocidades de 300 e 600 kbps saíram do ar e, em seu lugar, entraram os planos de 2,4 e 8 mbps. Parte disso deve-se aos Excelentes resultados nos testes com vídeo em streaming

A conectividade deve ser de no mínimo 01 megabits, dedicado somente ao equipamento. Esta exigência é necessária para que durante uma videoconferência não haja perdas de pacotes e, a imagem e o áudio cheguem com qualidade. Durante muitos anos no Brasil, o uso da videoconferência foi inviável pelo fato de não haverem redes avançadas para expansão de conectividade. Alguns dos primeiros projetos para implantação dessas redes vieram com a criação da RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa), essas informações serão apresentadas com mais detalhes no próximo capítulo desta monografia.

O equipamento de teleconferência normalmente vem acompanhado dos recursos mínimos para a realização desse tipo de reunião à distância, com exceção da banda de internet. A maioria dos fabricantes desses equipamentos disponibiliza junto com o kit, uma câmera e um microfone de mesa, além do equipamento (TANDBERG MXP USER GUIDE; Manual de Publicação da Tandberg; Pág. 03).

Aliados aos equipamentos de videoconferência existem outros recursos que são importantes, como por exemplo, os computadores. Estes são usados principalmente para exibição de conteúdos. Ou seja, durante a realização de uma reunião, o equipamento de videoconferência pode ser ligado a um computador onde, a imagem gerada por esse computador assumirá uma posição na tela de projeção do equipamento de VC. Assim sendo, a pessoa que está do outro lado poderá visualizar tanto a imagem da câmera do equipamento, com a imagem dos participantes na sala de reunião, quanto à apresentação de algum slide, por exemplo, do computador. Esse recurso é importante, pois possibilita que os profissionais que irão ministrar possam exibir os conteúdos de sua apresentação sem muita perda de qualidade (LEOPOLDINO; MOREIRA; 2001).

Vale ressaltar que o computador deve obedecer aos protocolos exigidos pelos equipamentos de videoconferência. Basicamente, os equipamentos para teleconferência estão preparados para trabalhar com o sistema operacional Windows, da Microsoft. No entanto, existem softwares que podem ser instalados nesses equipamentos para que estes possam suportar e trabalhar com outros sistemas operacionais. Existem configurações no próprio sistema operacional do computador que são exigidos para que o mesmo possa estabelecer uma conexão com um equipamento de VC, a principal configuração está na resolução de tela a ser usada pelos computadores, estas devem ser compatíveis com os limites estabelecidos pelo fabricante do equipamento de videoconferência. A melhor forma de consulta para as configurações de resolução ideal de tela é consultar o manual dos equipamentos de videoconferência que, a partir de 2006 passaram a vir traduzidos para o português, não somente o manual, como também os menus de controle do próprio equipamento.

Mesmo sem um equipamento de videoconferência, é possível acessar uma reunião de videoconferência do próprio computador. Para tanto existem softwares que podem ser instalados, estes possibilitam que esse tipo de conferência aconteça. Instalando um software de videoconferência, o usuário deverá estar munido de uma câmera e um microfone, para que este possa interagir com os demais participantes da reunião.

Existem, no mercado, soluções de videoconferência multiponto centralizada que consistem somente de software, e outras que envolvem software e hardware. Por exemplo, a Cisco possui soluções compostas de hardware e software. Por outro lado, o CUSeeMe disponibiliza soluções em software.

Para a realização de uma boa reunião por videoconferência, outros recursos, além de necessários, devem obedecer a certos padrões de qualidade. Os microfones, por exemplo, devem ser escolhidos de acordo com o ambiente, sendo que o microfone de mão e o microfone de capela são os mais adequados. O microfone de mesa normalmente acompanha o equipamento de VC, porém, este tem alta sensibilidade e deve ser usado com cautela. As configurações nos equipamentos para o uso desse tipo de microfone, essas configurações devem ser estudadas para que não haja microfonia ou outras interferências dentro da reunião. Os projetores, que irão repassar a imagem gerada pelo equipamento de VC para uma tela de projeção, deverão obedecer a um padrão de qualidade que possibilite à pessoa que irá visualizar o conteúdo, total compreensão da imagem gerada.

A câmera por sua vez deve obedecer aos protocolos exigidos pelo manual do equipamento que, visa as que possuem boa resolução e definição em pixels. Normalmente um equipamento de videoconferência pode trabalhar com uma ou mais câmeras, o modelo mais atual trabalha com até três câmeras adicionais que podem ser posicionadas em qualquer parte de uma sala. Normalmente essas câmeras devem ser posicionadas de forma a captar a melhor imagem.

Existem tipos diferentes de videoconferência, relacionados à quantidade de pontos conectados podendo ser unicast ou multicast. No caso da videoconferência unicast estão conectados apenas dois usuários, ou seja, dois equipamentos de videoconferência, onde um se comunica com o outro. A quantidade de pessoas dentro da sala onde se localiza cada equipamento pode variar de acordo com a capacidade da mesma (LEOPOLDINO; 2003; Acesso em 07 de Abril de 2010).

Exemplo de videoconferência Unicast

Outro exemplo de videoconferência é quanto existem mais de dois pontos conectados, nesse caso é necessário o uso de um equipamento que controle a conexão de todos esses pontos, esse equipamento é chamado de MCU (Multipoint Control Unit). Normalmente, uma videoconferência com mais de um ponto conectado requer mais banda disponível de internet, para este tipo de demanda a MCU age como interlocutor, dando suporte para que não haja sobrecarga de conexão em nenhum dos pontos conectados, garantindo a qualidade do serviço para que não haja distorções no áudio ou na imagem que são gerados.

Um MCU é a combinação de um Controlador Multiponto (MC - Multipoint Controller) e de zero ou mais Processadores Multiponto (MP - Multipoint Processor). O MC, geralmente um software, é o responsável pelo controle de três ou mais participantes durante sessões multiponto e o MP, geralmente um hardware, é o responsável pelo processamento do fluxo de áudio, vídeo e/ou dados durante sessões multiponto. A presença do MP provê mesclagem, chaveamento, ou outro processamento de fluxo de mídia sob o controle do MC.

Neste sentido, observa-se que os produtos de TI para videoconferência como computadores, câmeras, microfones, controladores de conectividade e quantidade de conexões (MCU), são fundamentais para que pessoas distantes possam se comunicar. Importante também são as configurações corretas que esses produtos devem ter para que possam desempenhar com qualidade suas funções.

2.2 EXIGêNCIAS PARA ESTRUTURA DE UMA SALA DE VIDEOCONFERêNCIA

Os recursos de videoconferência, conforme informações do capítulo anterior devem seguir a exigências mínimas quanto às suas funcionalidades para que uma videoconferência tenha uma qualidade de transmissão com qualidade.

No entanto, existem outros fatores que podem indiretamente atrapalhar uma reunião por videoconferência. No âmbito da saúde principalmente, pois numa cirurgia ao vivo, por exemplo, alguns desses fatores podem causar problemas em diagnósticos de primeira ou segunda opinião formativa médica. Esses fatores estão ligados diretamente à estrutura da sala onde os equipamentos de videoconferência deverão ser alocados, neste caso, são estudados os posicionamentos dos equipamentos, das cadeiras, de como será a decoração, de como será a luminosidade do local e se o ambiente possui uma acústica de qualidade.

Serão analisadas abaixo pontuações quanto à adequação correta dos recursos item por item.

Acústica: A acústica de uma sala de videoconferência deve ser de tal maneira que não se perceba ruídos não esperados no ambiente. Para tanto, a sala deverá receber um tratamento nas paredes com um material adequado, para que o som não se dissipe pelo ambiente, causando microfonia. Usualmente esse material é composto por borracha de cor cinza claro ou escuro, exposto com alto e baixo relevo em sua superfície, medida tal que evita que o som se propague múltiplas vezes causando eco dentro da sala. O eco pode ser ainda mais atenuado dentro de um ambiente quando o mesmo possui parede de cor branca e textura de acabamento lisa, nestes casos o tratamento da parede com revestimento de borracha é fundamental (FAUSTINO; 2009).

Na mesma medida que o eco é um resultado que atrapalha o andamento da reunião, existem também outros como é o caso dos ruídos externos. Tanto numa reunião por videoconferência como numa reunião presencial convencional, o ruído externo atrapalha o andamento das atividades. No caso da videoconferência esse ruído é ainda mais perceptível, por causa da alta sensibilidade dos microfones. Para sanar esse problema, as portas também devem ter acabamento de borracha na parte interna para evitar o eco e dos lados para evitar que sons externos cheguem até a área de captação dos microfones. No mesmo sentido que esse tratamento é importante nas portas, também é fundamental o tratamento de janelas, quando existentes. No caso de janelas, essas devem possuir um sistema de bloqueio de som externo, medida esta que exige acabamentos de borracha especiais. Assim sendo, as portas e janelas de uma sala de videoconferência devem obedecer a exigência de não possibilitar que sons externos interfiram na captação dos microfones, atrapalhando o andamento da reunião (FAUSTINO; 2009)

Outro grande problema na acústica do ambiente, é o posicionamento dos aparelhos de ventilação, sejam estes ventiladores comuns ou aparelhos de ar condicionado. Usualmente deve-se evitar o uso de ventiladores de teto e ar condicionados de parede, pois estes produzem sons ruídos normalmente fortes que interferem no áudio gerado pelo equipamento. O mais indicado para uma sala de videoconferência é o ar condicionado split, cujo compressor fica do lado de fora do ambiente, causando menos barulho. Ainda para esse tipo de ar condicionado, existe outra exigência que também é importante para se evitar ruídos numa reunião a distancia, que é justamente o posicionamento do mesmo dentro da sala. Os microfones de mesa e de lapela não podem ser alocados na direção dos ventiladores desses aparelhos, para que o fluxo de ar não interfira na capitação do som ambiente. Normalmente o microfone de mesa possui grande sensibilidade, principalmente para ruídos de baixa freqüência, assim sendo, o vento causado pelos ventiladores de ar dos aparelhos condicionadores causa interferência, devendo estes ficar distantes dos microfones, ou terem sua ventilação limitada num fluxo aceitável (FAUSTINO; 2009)

Analisados esses aspectos, pode-se considerar que em uma sala de videoconferência, fatores como ruídos externos e ecos dentro da sala podem ser gerados pelo despreparo acústico da mesma. As soluções são o isolamento total do ambiente para com os ruídos externos, isolamento acústico interno com mantas de borracha adequadas sobre as paredes, portas e janelas, além do posicionamento adequado dos microfones em relação aos aparelhos de ar condicionado split.

Neste sentido, pode-ser afirmar que numa sala de videoconferência os seguintes aspectos devem ser relevantes:

Variável: Eco

Exigência: Não Deve Existir

Iluminação: A iluminação de uma sala de videoconferência deve ser feita com lâmpadas fluorescentes, de luz branca. Medida esta que se faz necessária para não haverem interferências de cores. Usualmente as lâmpadas incandescentes produzem luz de cor amarelada, essa cor amarelada atrapalha a captação das cores do ambiente pelas câmeras do equipamento de videoconferência. A iluminação deve ser tal que possibilite que todos os participantes sejam bem visualizados pelos demais que estão participando de reunião remotamente. Para tanto, as lâmpadas devem ser posicionadas estrategicamente dentro do ambiente. Para melhor alocar as mesmas na sala, é necessário que não haja lâmpadas que direcionem luz diretamente sobre a câmera, pois isso interfere na capitação. Os emissores de luz devem ser posicionados de frente para os participantes, somente as lâmpadas no fundo da sala, oposto ao equipamento, podem ser posicionados na parte superior do ambiente (FAUSTINO; 2009):

Devem-se levar em consideração as necessidades da iluminação e o conforto visual dos participantes, a distribuição da luz deve ser indireta, difusa e uniforme e apenas um tipo de luz, evitando a mistura de tipos de lâmpadas, pois isto atrapalha o balanço de branco da câmera. Se a sala tiver janelas estas deverão ter o fluxo luminoso externo bloqueado com cortinas espessas de tecido e blecaute (forro).

Para reuniões com uso de projetores, as lâmpadas devem obedecer basicamente à mesma exigência. Numa sala, se as fontes de luz estiverem posicionadas sobre a câmera e perto dos projetores, a visualização do conteúdo pelos participantes locais será ruim. A medida ideal é posicionar as lâmpadas horizontalmente na mesma parede de onde se localiza o quadro de projeção, focando estas a platéia, ainda deve-se observar que essas não devem ser posicionadas na contra direção da luz emitida pelo projetor, devendo ficar numa altura com diferencia de pelo menos 1 metro do direcionamento de projeção. Desta forma a luz do projeto que normalmente é emitida pela parte de cima não sofrerá interferência da iluminação ambiente. é importante ressaltar que para estes casos deverão ser descartadas as câmeras auxiliares alocados normalmente nas extremidades da sala, somente a câmera central, localizada sobre o equipamento deverá ser usada (TOCCHETTO; 2009).

Analisados estes requisitos, existem também outros fatores que podem interferir na iluminação adequada de uma sala de videoconferência, um deles é a existência de emissões externas de luz, por intermédio de portas com vidro ou janelas no ambiente. Para sanar este problema, as janelas devem ser cobertas por uma cortina própria para bloqueio de luz solar, e as portas devem receber revestimento nos vidros para que não haja nenhuma interferência externa. é importante ressaltar também que mesmo que o ambiente tenha quantidade de luz externa o suficiente para uma boa iluminação, estas deverão ser bloqueadas e o ambiente deverá ser iluminado com as lâmpadas fluorescentes, pois a quantidade de luz solar pode ser variável conforme o tempo, ou seja, é instável (TOCCHETTO; 2009)

Assim sendo, pode-se observar que para uma reunião por videoconferência a iluminação do ambiente é importante e deve ser tratada de forma especial. Os participantes devem se sentir confortáveis com a visualização do conteúdo e este deve ser claro e de qualidade. Para tanto, as lâmpadas devem ser estrategicamente posicionadas e deverão ser vedadas todas as interferências externas no ambiente, para que o fluxo de luz seja continuo e agradável.

Neste sentido, também são fundamentais adequações para com relação aos seguintes itens e suas variáveis:

Variável: Iluminação

Exigência: Uniforme, com Brilho e Contraste

Câmeras: Nessa parte analisa-se o posicionamento ideal das câmeras dentro de uma ambiente de videoconferência. O equipamento fornece normalmente uma câmera principal de alta resolução que deve ser posicionada em cima do equipamento de videoconferência, na parte central na frente da sala de videoconferência, contra a luz do projetor, embaixo do painel de projeção. Existe a possibilidade de alocar ainda mais duas câmeras auxiliares no equipamento de videoconferência, estas devem ser posicionadas nas partes laterais da sala de videoconferência, jamais devem ser posicionadas ao fundo da sala, por causa da iluminação padrão recomendada. As câmeras auxiliares são indicadas para auditórios com capacidade superior a 100 pessoas sentadas, sendo que, o layout demonstre duas fileiras com capacidade superior para 50 pessoas cada (TOCCHETTO, 2009).

O posicionamento das câmeras deverá levar em consideração os ângulos para a melhor captação da imagem dos participantes, devendo estar adequado para as regiões de interesse da captura de imagens de pessoas e objetos da sala.

Tanto para equipamentos de videoconferência com uma câmera e com mais câmeras as exigências possuem o mesmo direcionamento. Nestes casos, estas devem estar posicionadas de forma a melhor captar a imagem dos participantes da reunião, sendo que, nenhum participante fique de fora da imagem gerada para os pontos de acesso remoto. No caso ideal, se o ambiente possui apenas uma câmera para captação de imagem, esta estar preparada para girar em 180º, recurso disponível nos equipamentos atuais, e o zoom deve estar configurador para o valor mínimo, cobrindo maior parte do ambiente possível. Quando o ambiente possui mais de uma câmera, o ideal é que nenhum delas esteja configurado para captar a mesma imagem da outra, menos ainda estas devem aparecer na imagem gerada.

Um dos problemas encontrados também, no âmbito de posicionamento de câmeras para este tipo de ambiente, é o fato de elas serem preparadas para captar detalhes numa sala de videoconferência que outras câmeras convencionais normalmente não estão preparadas para gravar. As câmeras dos equipamentos modernos de videoconferência são mais sensíveis à luminosidade e por isso o ambiente deve ter uma iluminação uniforme de forma que a mesma possa receber a imagem da sala da melhor maneira ao mesmo tempo em que a luz não tenha fluxo muito alto, para que não interfira na quantidade de pixels gerados (TOCCHETTO; 2009).

Assim sendo, é importante a forma como as câmeras de um equipamento são posicionadas, sendo que estas devem melhor captar a imagem dos participantes e que a iluminação não interfira na qualidade da imagem gerada.

Analisando esses dados, é percebível que o posicionamento adequado das câmeras deve atender aos seguintes requisitos/variáveis:

Variável: Posicionamento da Câmera na Sala

Exigência: Amplo

Variável: Posicionamento da Câmera para Participantes Principais

Exigência: Direto e Focado

Decoração da sala de videoconferência: A decoração deve buscar um equilíbrio entre cores neutras e personalização do ambiente. A decoração é um dos pontos fortes na estruturação de um ambiente adequado para reuniões a distancia. O uso das cores deve atender à uma exigência padrão, também devem ser obedecidas noções de decoração e quantidade de objetos dentro da sala.

Caso a sala de videoconferência não necessite de um de um sistema de revestimento acústico, que normalmente detém cor padrão como cinza, esta deve manter uma cor neutra, com exceção do branco, que é uma cor não recomendada para pintura de paredes internas da sala, pois ajuda na propagação de eco quando relacionando ao som. As cores devem ser neutras justamente para evitar cansaço pela visão dos participantes da sala, como também dos participantes remotos da reunião. Usualmente a cor cinza é preferida. A textura da parede não deve ser perfeitamente lisa para que esta não seja capaz de proporcionar brilho, atrapalhando a iluminação uniforme e atrapalhando na captação da imagem pela câmera e a projeção do conteúdo em telas para projetores.

A personalização do ambiente deve dar-se através de elementos simples, levando sempre em consideração de que a atenção deve estar voltada para os participantes e não para o ambiente, evitando o uso de objetos com formas complexas ou espelhos que despertem a curiosidade ou criem confusão de imagens, distraindo a atenção dos participantes.

Para casos onde nas paredes estão alocados quadros decorativos, estes não devem conter cores fortes, e não devem ser capazes de proporcionar brilho. Essas medidas são necessárias para não dispersar a atenção dos participantes dentro da sala de reunião como também os participantes remotos que estão assistindo a videoconferência em outras localidades. Deve-se evitar não somente as cores fortes e o brilho nos quadros, como também não é recomendado o uso de muitos quadros à decorar o ambiente, para não confundir as pessoas que estão visualizando a imagem gerada.

Quanto à questão dos móveis, é recomendado que estes tenham cor neutra e não ocupem um espaço grande da sala, para não prender a atenção dos presentes na reunião. Normalmente os únicos móveis recomendados são os moveis necessários para posicionar e alocar os periféricos dos equipamentos de videoconferência, microfones, computadores, câmeras adicionais e até mesmo o próprio equipamento de videoconferência na parte central, de frente para os participantes. Não é recomendado o uso de móveis no interior da sala de videoconferência, pois estes podem ocupar um espaço crucial, tal que poderia ser usado para alocar mais participantes dentro do ambiente (TOCCHETTO; 2009).

As cadeiras que irão acomodar os participantes devem ser confortáveis e estas também deverão ter cor neutra e não possuir capacidade de proporcionar brilho. Para tanto, normalmente são usadas cores como cinza ou azul escuro. Cores escuras e neutras, como azul escuro, preto ou cinza escuro são recomendadas para contraste com o revestimento acústico, normalmente nas cores em tons de cinza.

Em suma, todo o ambiente deve ser decorado de forma que a câmera tenha foco no participante, e não no ambiente. Para tanto em todos os itens presentes as cores devem ser neutras e o qualquer equipamento ou móvel que possa produzir brilho deve ser descartado. Isso evita que tanto os participantes locais como os participantes remotos não dispersem suas atenções durante a reunião.

Neste sentido, a decoração deve obedecer aos seguintes itens/variáveis:

Variável: Decoração

Exigência: Neutra e Uniforme

Analisados os dados apresentados, entende-se que um ambiente de videoconferência deve ser arquitetado de forma que a imagem e o som que são gerados sejam de qualidade. Para tanto, requisitos como iluminação, acústica, câmera e decoração precisam estar bem posicionados, configurados e padronizados conforme as exigências para uma boa apresentação de ambiente.

2.3 Apresentação da rutE - REDE UNIVERSITARIA DE TELEMEDICINA: O USO DA VIDEOCONFERêNCIA NOS HOSPITAIS UNIVERSITARIOS DO BRASIL

A RUTE (Rede Universitária de Telemedicina) tem como principal função o incentivo aos Hospitais Universitários a usarem salas de videoconferência em pró da segunda opinião formativa, pesquisa colaborativa e assistência remota. Também visa implantar infra-estrutura de videoconferência nesses hospitais, de tal forma à usarem as redes avançadas de internet no Brasil para se comunicarem com outras Instituições de Ensino e Pesquisa do mundo todo.

A Rede Universitária de Telemedicina foi criada em 2006 e recebeu incentivo da FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos), e também da RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa). Desde então, foram criadas e estruturadas mais de 30 salas de videoconferência em diversos hospitais universitários e de ensino do Brasil.

A Rede Universitária de Telemedicina é uma iniciativa que visa a apoiar o aprimoramento da infra-estrutura para telemedicina já existente em hospitais universitários, bem como promover a integração de projetos entre as instituições participantes. A Rute é uma iniciativa do Ministério da Ciência e Tecnologia, apoiada pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e pela Associação Brasileira de Hospitais Universitários (Abrahue), sob a coordenação da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) (Site RUTE, acesso em 14 de abril de 2010).

Esse apoio é fundamental para que os Hospitais interligados possam articular para fomentarem novas formas de incentivo à segunda opinião formativa, ajudando tanto o profissional em seu enriquecimento de informações quanto aos pacientes que são beneficiados com o trabalho desses médicos.

A telemedicina é definida como o uso das tecnologias de informação para transpor distâncias geográficas e melhorar o atendimento à saúde e o acesso à educação. A teledermatologia aplica essas tecnologias no campo da dermatologia. A estruturação da teleducação baseia-se na união dos recursos de informática e de telecomunicação, para estimular a interatividade e o processo de associação de idéias, mantendo o interesse do aluno através de meios de comunicação eficientes e dirigidos. A inclusão digital é hoje um aspecto importante na formação da graduação e dos novos especialistas (LUNG WEN; 2003, acesso em 10 de abril de 2010).

Basicamente, o profissional de saúde detém de pouco tempo para exercer suas atividades ao mesmo tempo em que aperfeiçoa seu conhecimento. Neste sentido, a videoconferência é um recurso muito bom para que esse médico possa realizar esse aprendizado sem sair de seu ambiente de trabalho. De tal forma que, este pode realizar inclusive consultas a distancia, dando segunda opinião formativa a outro profissional que precisa de ajuda em algum caso clínico (Revista de Telemedicina e Telessaúde; 2006).

A Rute é uma iniciativa do Ministério da Ciência e Tecnologia, apoiada pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e pela Associação Brasileira de Hospitais Universitários (Abrahue), sob a coordenação da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) (Site RUTE; acesso em 13 de Abril de 2010).

Em 2006, o Projeto RUTE iniciou suas atividades e, nesta ocasião foram contemplados 19 hospitais ligados à esfera administrativa federal. Esses hospitais receberam equipamentos de videoconferência e outros produtos para montarem uma sala de videoconferência. Muitos desses hospitais já tinham recursos próprios para este fim, no caso em questão o Projeto ajudou com recursos mais avançados para que estes pudessem aperfeiçoar a tecnologia emprega nas salas de videoconferência, visando um padrão de qualidade no âmbito nacional. A tecnologia da informação dispôs dos produtos que possibilitaram que as atividades do projeto tivessem a dimensão que tiveram e, as Instituições já vinham realizando atividades de videoconferência com outras, porém o número de participantes ainda era restrito. A Rede Universitária de Telemedicina foi possível a essas Instituições e às demais também pelo fato do barateamento dos recursos necessários para montar uma sala de videoconferência, assim como pela redução de custo nas manutenções da conectividade com a internet. (FERREIRA, 2006).

As tecnologias da informação e da comunicação - TIC - provocaram já alterações profundas da sociedade no mundo, mas as transformações resultantes das últimas inovações são ainda apenas perceptíveis. As fibras óticas reduzirão os custos em proporções tais que as telecomunicações tornar-se-ão quase gratuitas (OLIVEIRA; 2003; p.37)

A partir de 2007, esse Projeto ampliou sua influencia para mais outros 38 Hospitais, totalizando então 57 Instituições beneficiadas com uma sala de videoconferência dentro de suas dependências. Esses hospitais receberam do projeto equipamentos de videoconferência, televisores, equipamentos de som, câmeras, projetores, telas de projeção de alta tecnologia, computadores robustos, equipamentos de proteção de rede, softwares de videoconferência, softwares para edição de vídeo, câmeras fotográficas, gravadores de DVD (Digital Vídeo Disc), nootebooks, impressoras, scanners de raios-X, roteadores e switch para recepção de internet de alta velocidade, além de recursos para adequarem a sala destinada às reuniões de videoconferência com as exigências padrões para uma sala de videoconferência, mencionadas no capítulo anterior (FERREIRA, 2006).

A partir de 2008, muitas das salas de videoconferência destas Instituições já estavam inauguradas e, portanto, podiam operar. Para início destas atividades, foram criados, por estas Instituições, os Grupos de Interesse Especial. Esses grupos discutem temas relacionados a diversas áreas médicas como cardiologia, enfermagem em hospitais universitários, alergias, dermatologia, alta complexidade em enfermagem... (SOUZA, 2006).

O objetivo principal da Rede Universitária de Telemedicina (RUTE), é viabilizar o acesso das unidades de faculdades de medicina e hospitais universitários e de ensino das diferentes regiões do país, que desenvolve projetos de telemedicina, ao sistema de comunicação da RNP (SOUZA; 2006; p.304)

Os SIGs (Special Interest Group, Grupo Especial de Interesse), que são os Grupos de Interesse Especial da RUTE, estão atualmente em plena atividade. Os médicos que se reunem para discutir os temas relacionados à medicina realizam reuniões semanalmente e alguns SIG's já possuem mais de 50 Instituições cadastradas para participarem das reuniões (Site RUTE; acesso em 14 de abril de 2010).

Para criar um SIG, uma Instituição deve encaminhar uma proposta padrão para a coordenação nacional do projeto, esta deve conter a área de interesse para estudos em medicina, além de informações sobre pesquisa colaborativa, assistencia remota e publico alvo das atividades, atualmente são mais de 33 SIG's em atividade pelo Projeto da Rede Universitária de Telemedicina (Site RUTE, acesso em 14 de abril de 2010).

O projeto RUTE é um componente importante para o desenvolvimento de atividades de videoconferência entre hospitais. Essas atividades reduzem custos operacionais e viabilizam a intervenção da informação na telemedicina em pesquisa, educação e assistência (FERREIRA; 2006; p. 306).

As reuniões destes SIG's possuem alta qualidade na definição de imagem e áudio, isso também foi possível justamente pelo uso de internet de alta velocidade, proporcionada por redes avançadas da RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa). Aliado ao uso de banda larga, acima de 100mbps, as salas de videoconferencia foram equipadas com equipamentos capazes de trabalhar com imagems de alta definição, esses equipamentos podem tanto receber quanto enviar imagem em alta definição. O áudio também é gerado com qualidade alta, isso é possível pela sensibilidade dos microfones destinados à essas salas de videoconferencia. (ALVES; 2005).

A infra-estrutura nacional de redes de longa distância da RNP foi atualizada em outubro de 2005 para capacidades de 2.5 Gbps para 10 Gbps. A criação de uma infra-estrutura nacional de telecomunicação de apoio aos serviços integrados de educação, pesquisa e assitência médica prestados pelos hospitais universitários será de grande utilidade e fundamental ao desenvolvimento das redes nacionais, fortalecendo a troca de informações com recursos tecnológicos (SOUZA; 2006; p.205).

Um dos grupos especiais que mais se destacaram foi o de Enfermagem Intensiva e de Alta Complexidade, onde enfermeiros de todo o Brasil se reúnem em suas Instituições para discutirem temas relacionados à enfermagem. O uso do recurso de videoconferência proporcionou um grande avanço para esses profissionais, pois puderem aperfeiçoar conhecimentos sem precisarem sair de suas Instituições de trabalho. Isso provocou uma queda em termo de tempo dedicado dentro do expediente ao perfeiçoamento com cursos e palestras. As altas velocidades de conexão possibilitam também que esses possam demonstrar vídeos e imagens em Power Point com apresentações de casos clínicos de seus locais de trabalho para outros profissionais a distancia, sem perda de qualidade de imagem, dando a impressão de uma reunião presencial (LéVY; 2000).

Imagem feita com base em informações coletadas no site RUTE (www.rute.rnp.br)

Atualmente, todos os Hospitais Universitários pertencentes à uma Universidade Federal possuem cobertura do Projeto. Para estes uma sala de videoconferencia está destinada exclusivamente às atividades de telemedicina. Com a terceira fase do Projeto aprovada em 2009, já são 132 Instituições contempladas em todo o território nacional (ALVES; 2005).

A implantação de infra-estrutura para interconexão das unidades de faculdades e hospitais universitários de ensino das diferentes regiões do país, que desenvolvem projetos de telemedicina, permitirá a comunicação e a colaboração remota entre grupos de pesquisa nacionais através da RNP, com base no uso de aplicações avançadas de TI (ALVES; 2005; p.477)

Em suma, todos os serviços prestados pelo Projeto RUTE, são com foco na possibilidade de articulação dos médicos à distância. Estes podem realizar consultas, dar segunda opinião formativa e discutir temas da medicina sem saírem de suas Instituições. Isso torna a videoconferência um recurso operacional dentro desses hospitais, com a vantagem de que o profissional pode interagir sem precisar ausentar-se por longo tempo de seu expediente. O tempo gasto entre o descolamento deste profissional até uma sala de reunião em outra Instituição, por exemplo, é desconsiderado, ou seja, esse médico pode alocar mais tempo para dedicar-se à sua profissão ou aperfeiçoamento de conhecimento.