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RESUMO

O conceito de logística, que até meados dos anos 50 restringia-se à distribuição física - armazéns e docas de transporte, devido aos seus primórdios nos grandes impérios e exércitos da Antiguidade, tornou-se hoje muito mais complexo e abrangente, integrando os seus processos, envolvendo todo o escopo geográfico, englobando os fluxos de materiais, produtos e informações desde o ponto de origem (fornecedores) até o ponto de consumo (cliente), entre diversas empresas de toda a cadeia de suprimentos. Assim, a gestão dessa cadeia tornou-se fundamental para a sobrevivência, onde as mudanças ocorrem dentro de um cenário dinâmico, instável e evolutivo. Os consumidores cada vez mais exigentes e os produtos com ciclos de vida cada vez menores fazem com que as empresas busquem otimizar seus processos criando uma vantagem competitiva com valor percebido, reduzindo os custos operacionais, controlando de forma eficaz e eficiente todo o fluxo, a fim de superar as expectativas de seus clientes. Esta dissertação tem como objetivo analisar como o sistema de informação geográfica pode apoiar os centros de distribuição nas decisões logísticas dentro da cadeia de distribuição física e os benefícios gerados com o atual uso dessa ferramenta nessas empresas de médio e grande porte da região do Vale do Paraíba, estado de São Paulo. Esse estudo será realizado com uma pesquisa exploratória e descritiva, de levantamento, com abordagem mista (quantitativa e qualitativa), adotando-se como instrumentos questionários abertos e entrevistas semi-estruturadas com os gestores das empresas.

Palavras-chave:

Sistemas de Informação Geográfica - GIS. Logística. Gerenciamento da cadeia de distribuição.

ABSTRACT

O conceito de logística, que até meados dos anos 50 restringia-se à distribuição física - armazéns e docas de transporte, devido aos seus primórdios nos

Key-words:

Geographic Information System - GIS. Logistic. Distribution Chain Management.

1 INTRODUÇÃO

Desde que surgiu na Terra, o homem sempre precisou buscar meios para a sobrevivência, pois nas épocas mais antigas da História documentada da humanidade, os produtos nem sempre eram produzidos próximos aos lugares nos quais eram consumidos e também não estavam disponíveis nos momentos de maior procura.

Os povos mais antigos consumiam somente os produtos produzidos em seus locais de origem, limitando-se ao consumo de uma escassa gama de mercadorias, ou levavam para um local onde armazenavam para posterior utilização, devido à inexistência de um sistema de movimentação. O sistema de produção era artesanal e os produtos eram fabricados pelos artesãos, também responsáveis pelo ciclo produtivo do bem e pela distribuição em âmbito geográfico limitado.

Os grandes impérios e exércitos da Antiguidade logo cedo aprenderam a importância enorme dos processos logísticos, mesmo com as enormes dificuldades geográficas encontradas (PIRES, 2009).

À medida que os sistemas logísticos foram se aperfeiçoando, o consumo e a produção passaram a ocorrer em âmbitos geográficos ilimitados (BALLOU, 2006), possibilitando a utilização do sistema de informação geográfica, GIS, como apoio às decisões que requerem o conhecimento sobre a distribuição geográfica de pessoas, transportes ou de outros recursos (LAUDON; LAUDON, 2007).

Toda essa mudança fundamental na estrutura e na estratégia dos empreendimentos de negócios tem sido impulsionada principalmente pela tecnologia da informação, capaz de reinventar a operação geral de uma empresa, para garantir que os benefícios dessa tecnologia estão sendo totalmente utilizados, buscando atender aos desafios e explorar as oportunidades inerentes da gestão integrada, da capacidade de resposta, da sofisticação financeira, da globalização e da conectividade simultânea (BOWERSOX; CLOSS; COOPER, 2007).

Os mercados domésticos estão hoje franqueados para gigantescas empresas globais, devido a importantes avanços tecnológicos que possibilitaram uma redução significativa de tempo e distância. Novos produtos são lançados em um ritmo espantoso e tornam-se mundialmente disponíveis em curto espaço de tempo. Os meios de comunicação se proliferaram. Novos canais de distribuição continuam surgindo, cada vez mais eficientes e eficazes. Os concorrentes estão por toda parte. Os consumidores estão mudando seus hábitos. As empresas estão baseando suas decisões no valor do cliente ao longo do tempo (KOTLER, 2000).

As organizações são muitas coisas ao mesmo tempo! Interpretar o mundo por meio de diferentes metáforas, no processo de estruturar-se ou de reestruturar-se produz uma interpretação de mundo diferente, proporcionada por uma visão por meio de binóculos. Quando se tenta compreender os fenômenos dentro das organizações, focalizando-as como máquinas, organismos, culturas, sistemas políticos, instrumentos de dominação, etc., descobre-se uma nova profundidade. O modo de enxergar esse fenômeno transforma a compreensão da natureza do mesmo (MORGAN, 2009).

Esta dissertação tem como objetivo investigar como o sistema de informação geográfica (GIS) apóia as empresas nas decisões logísticas dentro da cadeia de distribuição física e os benefícios gerados por essa ferramenta em centros de distribuição física da região do Vale do Paraíba.

O estudo tem como base, revisão bibliográfica, além da pesquisa de campo englobando os Centros de Distribuição da região do Vale do Paraíba Paulista.

O resultado da pesquisa permitirá a visualização dos benefícios obtidos do sistema de informação geográfica e as decisões logísticas no gerenciamento da cadeia de distribuição física nas empresas estudadas.

PROBLEMA

Para a visão estratégica de negócios, a necessidade de maior agilidade na tomada de decisões e a busca de um melhor posicionamento competitivo, faz com que todo o gerenciamento da cadeia de suprimentos, seja considerada não mais como uma atividade operacional, mas como atividade estratégica, uma ferramenta gerencial e uma fonte potencial de vantagem competitiva (FLEURY; WANKE; FIGUEIREDO, 2000). Questões gerenciais ao longo da cadeia de distribuição física devem ser exploradas. As necessidades do cliente final devem ser levadas em consideração, principalmente devido às muitas mudanças significativas nos produtos e em seus ciclos de vida. A concorrência global, as necessidades por menores custos e prazos, maior produtividade, agilidade e confiabilidade nas comunicações, influenciam hoje todo o sistema logístico. O uso de sistemas de geoprocessamento pode propiciar muitos benefícios aos diversos segmentos da cadeia de distribuição física e facilidades para o seu gerenciamento bem como informações para tomada de decisões.

Com base nesses acontecimentos, questiona-se: como a utilização do sistema de informação geográfica pode apoiar as decisões logísticas no gerenciamento da cadeia de distribuição física?

OBJETIVOS
1.2.1 Objetivo Geral

Investigar e analisar como e porque a utilização do sistema de informação geográfica pode apoiar as decisões logísticas no gerenciamento da cadeia logística de distribuição física.

1.2.2 Objetivos Específicos

A fim de atingir os objetivos deste trabalho, pretende-se:

§ Identificar os centros de distribuição - CD´s - da região do Vale do Paraíba que utilizam o sistema de informação geográfica dentro da cadeia de distribuição física;

§ Identificar e discutir a metodologia de uso do Sistema de Informação Geográfica (GIS) no gerenciamento da cadeia logística de distribuição física dos Centros de Distribuição do Vale do Paraíba Paulista estudados;

§ Analisar os benefícios obtidos com a implantação do sistema de informação geográfica na cadeia de distribuição física, nas empresas estudadas.

DELIMITAÇÃO DO ESTUDO

Este estudo limita-se a identificar os centros de distribuição - CD´s - da região do Vale do Paraíba Paulista que utilizam o Sistema de Informação Geográfica - GIS - no gerenciamento da cadeia logística de distribuição física, analisar como esse sistema pode apoiar as decisões logísticas, bem como os benefícios obtidos com a implantação e utilização desse sistema.

RELEVÂNCIA DO ESTUDO

A sociedade atual, empresarial ou não, está dia a dia convivendo em um ambiente menos estável, menos previsível, mais inseguro, exigindo das pessoas e organizações competências para a sobrevivência, pois sobreviver e prosperar significa adaptar-se e mudar. Estar diante de novas transformações revolucionárias na forma de fazer negócios e de se relacionar com o trabalho, é o grande desafio atual da sociedade.

A história empresarial mostra que as empresas estão sempre mudando, buscando sua adaptação a fim de responder de maneira satisfatória às exigências do seu ambiente competitivo, criando valor para os clientes e acompanhando a evolução da sociedade para ter e manter o seu sucesso (ANDRADE, 2002).

A globalização e a crescente competitividade obrigam as organizações a investirem cada vez mais em tecnologia, parte fundamental em uma organização, pois dispõe informações importantes para a empresa, oferecendo suporte para processos importantes como avaliação de oportunidades de mercado, gestão de produção e distribuição, serviço ao cliente, operações de manufatura, entre outros (BERTAGLIA, 2003).

Diante deste cenário, o Sistema de Informação Geográfica (SIG) passa a ser uma ferramenta fundamental para as organizações, facilitando as tomadas de decisões logísticas no gerenciamento da cadeia logística de distribuição física, aumentando assim a competitividade das empresas.

Este estudo tem como objetivo a investigação e a análise da utilização do sistema de informação geográfica como apoio as decisões logísticas no gerenciamento da cadeia logística de distribuição física, bem como os benefícios obtidos com a implantação desse sistema em Centros de Distribuição (CD´s) da região do Vale do Paraíba Paulista.

ORGANIZAÇÃO DO PROJETO

O projeto será organizado nas seguintes partes:

§ No primeiro capítulo, apresenta-se a introdução, o problema, os objetivos, a delimitação do estudo, a relevância do estudo e a organização do projeto;

§ No segundo capítulo, uma revisão de literatura sobre, logística, gerenciamento da cadeia de distribuição física e sistema de informação geográfica;

§ No terceiro capítulo, a descrição do método a ser adotado;

§ No quarto capítulo, os resultados esperados;

§ No quinto capítulo, o cronograma;

§ No sexto capítulo, o orçamento previsto do projeto de dissertação;

§ Encerra-se com as referências, apêndices e anexos.

2 REVISÃO DA LITERATURA
2.1 LOGÍSTICA

A logística é um verdadeiro paradoxo! É, ao mesmo tempo, uma das atividades econômicas mais antigas (com as funções logísticas de estoque, armazenagem e transporte desde que o homem passou da economia extrativista para atividades produtivas organizadas) e um dos conceitos gerenciais mais modernos (conduzidos pelos conjuntos de mudanças de ordem econômica e de ordem tecnológica, que criam novas exigências competitivas tornando possível o gerenciamento eficiente e eficaz de operações logísticas cada dia mais complexas e demandantes) (FLEURY, WANKE, FIGUEIREDO, 2000).

Poucas áreas de estudo têm hoje um impacto tão significativo na economia de um país, no padrão de vida de uma sociedade ou no meio empresarial quanto à logística, principalmente após a globalização, aumentando as incertezas econômicas, proliferando os produtos com ciclos de vida cada vez menores e com uma maior exigência de serviços.

Globalização significa entre outras coisas, comprar e vender em qualquer localização geográfica ao redor do mundo, implicando diretamente a importância das atividades logísticas, pois aumentam o número de clientes e os pontos de vendas, crescendo o número de fornecedores e locais de fornecimento, além da complexidade operacional e custos, que envolve legislação, cultura e modais de transporte (FLEURY et al., 2000).

O aumento da incerteza econômica surge a partir da globalização, aumentando a interdependência e volatilidade econômica com a crescente troca de bens e serviços entre as nações. As mudanças ou crises nacionais, mudanças de câmbio, recessão, novas regulamentações sobre comércio exterior, aumento do preço do petróleo e outros são fatores de incerteza do dia-a-dia da economia globalizada. Como um dos fatores importantes da logística é se antecipar à demanda, produzindo e colocando o produto no local certo, no tempo certo e ao preço justo, essas incertezas econômicas criam grandes dificuldades para o forecast de vendas e para o planejamento das atividades logísticas (FLEURY et al., 2000).

Nas duas últimas décadas, a proliferação de produtos é um fenômeno que cresce a cada dia como resposta das empresas aos efeitos da globalização e da desregulamentação econômica, impactando a logística. Esse impacto se deve ao aumento no número de insumos e de fornecedores, maior complexidade no planejamento e controle da produção, maior dificuldade para custeio dos produtos e para planejar e controlar os estoques, além da previsão de vendas, refletindo diretamente na complexidade e nos custos logísticos (FLEURY et al., 2000).

O ciclo de vida dos produtos é conseqüência da política de lançamento cada vez mais rápida, que tendem a tornar obsoletos produtos e tecnologias antigas, diminuindo assim seu ciclo de vida. Como resultado dessa política, os estoques, principalmente nos canais de distribuição, perdem valor muito rápido, representando um grande risco financeiro, pois o preço de aquisição pode tornar-se mais alto do que o preço de venda (FLEURY et al., 2000).

Devido às mudanças no ambiente competitivo empresarial e no estilo de vida dos clientes e consumidores cada vez mais exigentes, a demanda por serviços logísticos vêm crescendo a cada instante. Por um lado temos pressão por redução de estoques, induzindo o cliente a comprar mais freqüentemente e em menor quantidade, por outro lado temos a exigência de prazos de entrega e custos cada vez menores, valorizando a qualidade dos serviços. O surgimento da Internet e das tecnologias associadas tem contribuído para aprofundar esse comportamento dos clientes, servindo como ferramenta essencial para os fornecedores, criando uma vantagem competitiva (FLEURY et al., 2000).

O conceito de logística, que até meados dos anos 50 restringia-se à distribuição física - armazéns e docas de transporte, devido aos seus primórdios nos grande impérios e exércitos da Antiguidade, ganhou maior importância desde o início dos anos 80, e mais intensamente no anos 90, tornou-se hoje muito mais complexo e abrangente, integrando os seus processos, envolvendo todo o escopo geográfico, englobando os fluxos de materiais, produtos e informações desde o ponto de origem (fornecedores) até o ponto de consumo (cliente), entre diversas empresas de toda a cadeia de suprimentos.

Segundo Ballou (2008), a concepção logística de agrupar conjuntamente as atividades relacionadas ao fluxo de produtos e serviços para administrá-la de forma coletiva é uma evolução natural do pensamento administrativo, onde as atividades de transporte, estoques e comunicações iniciaram-se antes mesmo das operações comerciais entre regiões vizinhas. O controle e a coordenação coletiva de todas as atividades logísticas ganharam importância vital devido aos ganhos potenciais resultantes das definições e gerenciamento dos seus custos.

Lambert; Stock; Vantine (1998, p. 5) descrevem a administração da Logística, pelo Council of Logistics Management, como:

O processo de planejamento, implementação e controle do fluxo e armazenamento eficiente e econômico de matérias-primas, materiais semi-acabados e produtos acabados, bem como as informações a eles relativas, desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com o propósito de atender às exigências dos clientes.

Ainda de acordo com Lambert et al. (1998), no escopo dessa definição inclui serviço ao cliente, tráfego e meios de transporte, armazenagem e estocagem, escolha do local para fábrica e armazéns, controle de inventário, processamento de pedidos, comunicações de distribuição, compras, movimentação de materiais, serviço de fornecimento de peças, remoção do lixo industrial, embalagem, devolução de mercadorias e previsão de volume de pedidos. A administração eficiente do fluxo de bens do ponto de origem ao ponto de consumo em nível macro (sociedade) ou em nível micro (empresa) exige planejamento, implementação e controle de uma gama de atividades de logística.

Ballou (2006, p. 27) explora algumas definições do escopo e conteúdo da logística empresarial. Uma definição dicionarizada do termo logística é a que diz:

“o ramo da ciência militar que lida com a obtenção, manutenção e transporte de material, pessoal e instalações.”

Dada as distinções entre os objetivos e atividades empresariais e militares, essa definição não engloba a essência da gestão logística empresarial. Ballou (2006, p. 27) então define através do Council of Logistics Management (CLM), uma organização de gestores logísticos, educadores e profissionais da área, incentivando o ensino e o intercâmbio de idéias nesse campo, como:

Logística é o processo de planejamento, implantação e controle do fluxo eficiente e eficaz de mercadorias, serviços e das informações relativas desde o ponto de origem até o ponto de consumo com o propósito de atender às exigências dos clientes.

A logística também lida, além de materiais, com o fluxo de serviços, sugerindo ser a logística um processo, o que significa que inclui todas as atividades importantes para a disponibilização de bens e serviços aos consumidores quando e onde estes quiserem adquiri-los, implicando que a logística é parte do processo da cadeia de suprimentos (BALLOU, 2006).

A administração da logística complementa o esforço de marketing da empresa, que pode criar vantagem diferencial no mercado, proporcionando um direcionamento eficaz do produto ao cliente, colocando o produto desejado no lugar certo, no momento certo, a um custo certo e nas condições solicitadas, além de exercer papel chave na satisfação do cliente e na lucratividade da empresa (LAMBERT; STOCK; VANTINE, 1998).

De acordo com Bowersox; Closs (2001) a logística é eficaz quando atende adequadamente às exigências operacionais e eficiente quando atinge a eficácia com a menor quantidade possível de recursos.

A logística empresarial ( 1) associa estudo e administração dos fluxos de bens e serviços e da informação associada que os põe em movimento. Como não é viável produzir todos os bens e serviços no ponto onde eles são consumidos ou viver onde as matérias-primas e a produção se localizam, cada região tende a especializar-se na produção daquilo que tiver vantagem econômica para fazê-lo, criando um hiato de tempo e espaço entre matérias-primas e produção e entre produção e consumo. A tarefa da logística é vencer o tempo e a distância na movimentação de bens e na entrega de serviços de forma eficaz e eficiente (BALLOU, 2008).

A logística empresarial trata de todas as atividades de movimentação e armazenagem, que facilitam o fluxo de produtos desde o ponto de aquisição da matéria-prima até o ponto de consumo final, assim como dos fluxos de informação que colocam os produtos em movimento, com o propósito de providenciar níveis de serviço adequados aos clientes a um custo razoável.

O conceito de logística integrada ( 2) deve servir não apenas como um instrumento de marketing, mas como uma ferramenta gerencial, capaz de gerenciar a crescente complexidade de forma eficiente e eficaz, agregando valor por meio dos serviços prestados (FLEURY et al., 2000).

2.1.1 Fluxo de materiais e produtos na Logística
2.1.2 Fluxo de informações na Logística
2.1.3 Processo logístico
2.1.4 Tendências e Perspectivas na Logística

Falar sobre o 4PL, etc.

Bowersox et al. (2006) descrevem que os administradores estão vivenciando hoje a revolução da cadeia de suprimentos e o conseqüente renascimento logístico, relacionando as importantes alterações em relação às expectativas e à prática do desempenho das operações de negócios.

2.2 GERENCIAMENTO LOGÍSTICO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS

Forrester (1958, p.37 apud MENTZER et al, 2001), o introdutor da teoria do gerenciamento da distribuição, que identificou a integração natural dos relacionamentos organizacionais, destacou que “o gerenciamento está à beira da maior ruptura na compreensão de como o sucesso das empresas industriais dependem da interação entre os fluxos de informação, materiais, dinheiro, capacidade de trabalho disponível e capital equipment. A forma como esses cinco fluxos de sistemas conectam-se para intensificar um ao outro e para causar mudanças e instabilidade formarão as bases para antecipar os efeitos da tomada de decisão, diretrizes, formas organizacionais e escolhas de investimentos”.

A intensa competição nos mercados globais, a introdução de produtos novos no mercado com maior rapidez, com ciclos de vida reduzidos e a grande expectativa dos clientes forçaram as empresas a investir, inovar e focar sua atenção na cadeia de suprimentos, reduzindo custos, aumentando os níveis de serviço, aplicando estratégias eficazes considerando as interações nos vários níveis da cadeia (SIMCHI-LEVI; KAMINSKY; SIMCHI-LEVI, 2003).

Gerenciamento da cadeia logística de suprimentos ultrapassa a essência da logística integrada, destacando interações que ocorrem entre as funções de marketing, logística e produção, no âmbito do canal de fluxo de produtos, gerando melhorias dos custos ou serviços aos consumidores (BALLOU, 2006).

Gestão da cadeia logística de suprimentos ( 3), também conhecida como cadeia de valor ou cadeia de demanda, compreende empresas que colaboram para alavancar posicionamento estratégico e para melhorar a eficiência das operações. À primeira vista, a gestão da cadeia de suprimentos pode parecer um conceito meio vago, porém considera novos arranjos comerciais que oferecem potencial para melhorar o serviço ao consumidor, além de estrutura altamente eficiente e efetiva de relações comerciais, desempenhando atividades essenciais, eliminando assim, o trabalho não produtivo ou duplicado (BOWERSOX; CLOSS; COOPER, 2006).

A expressão cadeia de valor é freqüentemente utilizada no contexto do gerenciamento da cadeia de suprimentos. Originada de Porter (1985), que advogava que para compreendermos os elementos-chave para uma vantagem competitiva, devemos analisar as várias atividades executadas na cadeia de valor e o modo como elas interagem. Essas atividades podem ser classificadas em atividades primárias, envolvidas na criação física do produto, na movimentação física, na venda, no serviço pós-venda, etc. e atividades de apoio, que dão suporte às primárias e também a elas próprias. O conceito de cadeia de valor restringe-se aos limites internos de uma empresa. Ainda segundo Porter (1985), valor refere-se ao que os clientes estão dispostos a pagar, usualmente ligado à questão de utilidade (PORTER, 1985 apud PIRES, 2009).

De acordo com Chopra e Meindl (2008), o objetivo de toda a cadeia de suprimento é maximizar o valor global gerado, que pode ser definido como a diferença entre o produto final para o cliente e o esforço realizado pela cadeia de suprimento para atender ao seu pedido.

De acordo com o Global Supply Chain Forum, cadeia logística de suprimentos pode ser definida como o conjunto das organizações, recursos e atividades conectadas e comprometidas com a criação, distribuição e venda de produtos acabados e serviços para o consumidor final, envolvendo desde os fornecedores de matéria-prima, as plantas produtivas, os centros de distribuição até os estoques em trânsito e produtos acabados (LAMBERT; COOPER; PAGH, 1998 apud BRANSKI, 2008).

O Supply Chain Council, explica que uma cadeia logística de suprimentos abrange todos os esforços envolvidos na produção e liberação de um produto final, desde o primeiro fornecedor do fornecedor até o último cliente do cliente, que podem ser definidos como: planejar (plan), abastecer (source), fazer (make) e entregar (delivery) (PIRES, 2009).

O dicionário APICS - American Production Inventory Control Society (PIRES, 2009, p. 29) define cadeia logística de suprimentos (ou supply chain) como:

1- os processos que envolvem fornecedores-clientes e ligam empresas desde a fonte inicial de matéria-prima até o ponto de consumo do produto acabado;

2- as funções dentro e fora de uma empresa que garantem que a cadeia de valor possa fazer e providenciar produtos e serviços aos clientes.

Handfield e Jr. (1999) definem cadeia logística de suprimentos como:

A cadeia logística de suprimentos abrange todas as atividades relacionadas com o fluxo e transformação de mercadorias desde o estágio da matéria-prima (extração) até o usuário final, bem como os respectivos fluxos de informação. Materiais e informações fluem tanto para baixo quanto para cima na cadeia de suprimentos.

O gerenciamento da cadeia de suprimentos (GCS) é a integração dessas atividades, mediante relacionamentos aperfeiçoados na cadeia de suprimentos, com o objetivo de conquistar uma vantagem competitiva sustentável (HANDFIELD; JR, 1999 apud BALLOU, 2006, p. 28).

SIMCHI-LEVI et al. (2003, p. 27) definem gestão da cadeia logística de suprimentos como:

A gestão da cadeia logística de suprimentos é um conjunto de abordagens utilizadas para integrar eficientemente fornecedores, fabricantes, depósitos e armazéns, de forma que a mercadoria seja produzida e distribuída na quantidade certa, para a localização certa e no tempo certo, de forma a minimizar os custos globais do sistema ao mesmo tempo em que atinge o nível de serviço desejado.

Mentzer et al. (2001) propõem uma definição mais abrangente e mais ampla de cadeia logística de suprimentos ( 4):

O gerenciamento da cadeia logística de suprimentos é definido como a coordenação estratégica sistemática das tradicionais funções de negócios e das táticas ao longo dessas funções de negócios no âmbito de uma determinada empresa e ao longo dos negócios no âmbito da cadeia de suprimentos, com o objetivo de aperfeiçoar o desempenho a longo prazo das empresas isoladamente e da cadeia de suprimentos como um todo (MENTZER et al., 2001 apud BALLOU, 2006, p. 28).

Ainda de acordo com Mentzer et al. (2001, apud CHRISTOPHER, 1992), uma outra definição aponta que cadeia de suprimento ( 5) é a rede de comunicação em que as organizações estão envolvidas, integrando o segmento a montante (upstream) e o segmento a jusante (downstream), nos diferentes processos e atividades que produzem valor na forma dos produtos e serviços entregues até o último consumidor. Em outras palavras, a cadeia de suprimentos consiste em diversas empresas, todas upstream (suprimento) e downstream (distribuição) e o último consumidor.

Laudon e Laudon (2004) explicam que as cadeias logísticas de suprimentos podem assumir diferentes formas, tamanhos e graus de complexidade de acordo com os produtos, processos de produção e posicionamento estratégico das empresas. Branski (2008, apud LAUNDON; LAUNDON, 2004) descreve ainda que a cadeia de suprimentos seja composta por três segmentos, nos diferentes processos e atividades que produzem valor na forma de produtos ou serviços:

* Segmento a montante (upstream) - inclui os fornecedores da empresa (primeiro nível) e os fornecedores de seus fornecedores (segundo nível), podendo ser ampliado até os fornecedores das matérias-primas, com as atividades principais de compras e entregas;

* Segmento interno - inclui todos os processos que a empresa realiza para transformar os materiais recebidos em produtos (desde o recebimento até sua distribuição), com as atividades principais de movimentação de materiais, gerenciamento de estoques, fabricação e controle de qualidade;

* Segmento a jusante (downstream) - inclui a distribuição e entrega dos produtos para os clientes finais, com as atividades principais de embalagem, estoque e entregas (que também podem ser executadas por distribuidores atacadistas e varejistas).

Ballou (2006) descreve a cadeia de suprimentos como o conjunto de atividades funcionais (transportes, controle de estoques, vendas, logística, etc.) que se repetem inúmeras vezes ao longo do canal pelo qual matérias-primas vão sendo convertidas em produtos acabados, agregando valor ao consumidor. Uma vez que as fontes de matérias-primas, fábricas e pontos de venda não têm a mesma localização e o canal representa uma seqüência de etapas de produção, as atividades logísticas podem ser repetidas à medida que produtos usados são transformados a montante no canal logístico. Não podemos esquecer-nos de considerar como parte do escopo do planejamento e controle logísticos o canal logístico reverso, encerrando-se assim a cadeia de suprimentos com o descarte final de um produto.

Rede logística ( 6) ou cadeia de suprimentos é constituída por fornecedores, centros de produção, depósitos, centros de distribuição e varejistas, e ainda por matéria-prima, estoques de produtos em processo e produtos acabados que fluem entre as instalações (SIMCHI-LEVI, 2003).

Um dos fatores mais importantes que facilitam a gestão da cadeia logística de suprimentos e melhoram o desempenho logístico é a tecnologia da informação, além das forças relacionadas que impulsionam as iniciativas de estrutura e estratégia da cadeia de suprimentos na maioria dos setores: gestão integrada, capacidade de resposta, sofisticação financeira, globalização e transformação digital (BOWERSOX et al., 2007).

2.2.1 Processamento de pedidos e sistema de informação
2.2.2 Serviço ao cliente
2.2.3 Estratégia do Transporte
2.2.4 Estratégia de Estoque

O estoque existe na cadeia de suprimento devido a uma inadequação entre suprimento e demanda. Um papel importante executado pelo estoque na cadeia de suprimento é o de aumentar a quantidade de demanda que pode ser atendida, pois ele permite que o produto esteja pronto e disponível para o momento que o cliente quiser. Outro papel significativo do estoque é o de reduzir custos explorando quaisquer economias de escala que possam vir a existir durante a produção e a distribuição (CHOPRA; MEINDL, 2008).

O estoque é xxx

2.2.5 O sistema de estocagem e Manuseio
2.2.6 Estratégia de Localização
2.2.7 Controle da Cadeia de Distribuição Física

Uma boa gestão da cadeia logística de suprimentos pode gerar vendas, e não apenas reduzir os custos, resultado das tomadas de decisões quanto aos processos da cadeia de suprimentos proporcionados pelos diferentes níveis de serviços ao cliente, atingindo uma condição de penetrar de maneira eficaz em novos mercados e de aumentar os lucros (BALLOU, 2006).

2.3 SISTEMA DE INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA - SIG (Geographic Information System - GIS)

O instinto de sobrevivência do homem determina, dentre outros fatores, o desenvolvimento do senso de localização. Conhecer o espaço geográfico, suas limitações e saber se locomover sobre o mesmo é um requisito para a evolução. Por meio dessa descoberta, surgiu o primeiro instrumento de auxílio geográfico: o mapa, que de acordo com Michaelis (1998, p. 1319) significa “representação plana e reduzida de um setor da superfície terrestre. [...] carta geográfica ou celeste”.

Os primeiros mapas, segundo Robinson (1953, apud THOME, 1998, p. 35) surgiram há cerca de 5.000 anos. Sem projeção ou escala, foram utilizados como esboço por milênios. Porém, na Grécia antiga (160-120 A.C.) é que foram lançados os primeiros fundamentos da ciência cartográfica (BAKKER, 1965, apud THOME, 1998, p. 35). Mais tarde, o comércio e a navegação impulsionaram o seu desenvolvimento devido à natural necessidade de se guiar em oceanos (THOME, 1998).

Ainda de acordo com Thome (1998), a Terra passou a ser estudada como ciência, no sentido de se definir a melhor forma geométrica para sua representação. Diferentes superfícies geométricas determinam as diversas projeções existentes, assim, dependendo do propósito de utilização, um mapa pode ser gerado considerando características como escala, preservação de direção, de área, de distância, entre outras.

Com o advento da tecnologia, os mapas podem ser produzidos no formato digital, anteriormente produzidos analogicamente. A representação de uma realidade geográfica ou fenômeno geográfico, inicialmente realizada através de mapas, tornou-se mais poderosa com esta tecnologia. As manipulações, armazenamento, geração de novos mapas, são processos automatizados pelo Sistema de Informação Geográfica - SIG.

O Sistema de Informação Geográfica - SIG, ou do inglês Geographic Information System - GIS, é uma tecnologia em processo de desenvolvimento, dificultando assim, uma definição que satisfaça todos os envolvidos com o seu desenvolvimento, com as suas aplicações e usos e até mesmo com o marketing dessa ferramenta, onde muitos a consideram como ciência.

De acordo com a empresa líder mundial nessa tecnologia - GIS - a ESRI, em seu manual de Melhores Práticas GIS - Ensaio de Geografia e GIS, de 2008, tomar decisões baseadas na geografia é fundamental para o pensamento humano ( 7), uma vez que usamos desse conhecimento para um simples caso de ir até uma loja ou para um grande evento de lançamento de uma batisfera (esfera à prova de pressão para explorar as profundidades do mar) nas profundezas do oceano. Um sistema de informação geográfica é uma ferramenta tecnológica para compreender a geografia e tomar decisões inteligentes (GETIS, 2008).

Davis Jr. (2000) explica que SIG são ferramentas projetadas para coletar, manipular e apresentar grandes volumes de dados espaciais (que se referem a dados que descrevem o espaço, referenciando alguma localização física). São sistemas concebidos e implementados com base em um conjunto de técnicas trazidas de diversas disciplinas da computação, tais como computação gráfica, processamento digital de imagens e bancos de dados, algoritmos, estrutura de dados, engenharia de software, geociências (cartografia, geografia, topografia, geodésia).

Por se tratar de uma área recente, existem várias definições. Alguns autores definiram o GIS, dependendo do contexto em que são enunciadas:

“Qualquer conjunto de procedimentos manuais ou baseados em computador destinados a armazenar e manipular dados referenciados geograficamente” (ARONOFF, 1989 apud BRETERNITZ, 2001, p. 37).

“Um caso especial de sistema de informação, em que o banco de dados é formado por características, atividades ou eventos distribuídos espacialmente” (DUEKER, 1979 apud BRETERNITZ, 2001, p. 38).

“Um poderoso conjunto de ferramentas para coleta, armazenagem, recuperação e exibição de dados do mundo real para determinados propósitos” (BURROUCH, 1986 apud BRETERNITZ, 2001, p. 38).

“Um sistema de apoio à decisão que envolve a integração de dados espacialmente referenciados, em um ambiente para resolução de problemas” (COWEN, 1988 apud BRETERNITZ, 2001, p. 38).

“Uma tecnologia de informação que armazena, analisa e exibe dados espaciais ou não - SIG é de fato uma tecnologia e necessariamente não é limitada a um simples e bem definido sistema de computador” (PARKER, 1988 apud BRETERNITZ, 2001, p. 38).

“Uma entidade institucional, refletindo uma estrutura organizacional que integra tecnologia com um banco de dados, expertise e continuado apoio financeiro” (CARTER, 1994 apud BRETERNITZ, 2001, p. 38).

“Um sistema de informações, baseado em computador que permite a captura, modelagem, manipulação, recuperação, análise e apresentação de dados georreferenciados” (WORBOIS, 1985 apud BRETERNITZ, 2001, p. 38).

Diante de tantas definições, que se completam muitas vezes, Clarke (1986 apud BRETERNITZ, 2001, p. 38), definiu então, uma serie de características comuns e componentes que podem ser usados para uma definição funcional do GIS:

* um grupo de dados que são associados a propriedades espaciais;

* uma topologia, ou seja, uma expressão numérica ou lógica das relações entre estes dados;

* arquivos ou estruturas de dados comuns;

* a habilidade do sistema para executar as funções de coleta, armazenamento, recuperação, análise (manipulação) e geração automática de mapas;

* um jogo poderoso de ferramentas;

* um sistema apoiado por computador;

* um sistema de apoio à decisão;

* uma tecnologia de informação.

O sistema de informação geográfica organiza dados geográficos de forma que uma pessoa que lê um mapa pode selecionar os dados necessários para um projeto ou tarefa específica. Um mapa temático tem uma tabela de conteúdos que permite ao leitor adicionar camadas de informações para uma base cartográfica de localidades do mundo real. Com uma capacidade de combinar uma variedade de conjuntos de dados em um número infinito de formas, o GIS é uma ferramenta útil para quase todos os campos do conhecimento da arqueologia à zoologia e também para a logística (GETIS, 2008).

O GIS ( 8) é um sistema de informação geográfica projetado para capturar, modelar, armazenar, manipular, atualizar, analisar, mapear dados espaciais, com as informações georreferenciadas, otimizando processos, através da implantação de um projeto que envolve hardware, software, dados geográficos e recursos humanos.

Tradicionalmente, os processos de coleta e edição de dados em campo têm sido morosos e propensos a erros. Os dados geográficos já viajaram para o campo na forma de mapas em papel, gerando problemas nas atualizações e exatidões desses dados coletados. Com o uso do GIS móvel ( 9), é possível adicionar informações à base de dados geográficos em tempo real, possibilitando a análise, visualização e tomada de decisão de forma mais rápida e precisa (LIM, 2007).

Novas tecnologias, tais como sistemas de posicionamento global (GPS), sistemas de satélites multisensores, desenvolvimento da fotografia digital, integram com sistemas de informações geográficas, permitindo o armazenamento e gerenciamento eficiente desses dados como parte do conjunto das geo-informações disponíveis nos últimos anos (BLASCHKE; KUX, 2005).

Ainda de acordo com Blaschke e Kux (2005, p.19), os dados de sensoriamento remoto disponíveis atualmente não se limitam à observação da Terra (como disponível para visualização no Google Earth), mas referem-se também aos estudos dos oceanos, da atmosfera e do magnetismo terrestre, além dos sistemas sensores direcionados a progressos tecnológicos, de fomento industrial.

Esse sistema - GIS - representa hoje uma das tecnologias de informação que está cada vez mais presente nas empresas brasileiras e do mundo, devido à facilidade no tratamento das informações espaciais, que até então eram feitas utilizando mapas em papel, auxiliando assim as tomadas de decisões (ROCHA, 2008).

O GIS tem hoje uma gama muito grande de aplicações ( 10), razão pela qual a tecnologia pode ser considerada como uma enabling technology, podendo ser utilizada para atender às necessidades em estudos ambientais e urbanos, nas áreas de energia, água e esgoto, em soluções para o agronegócio, saúde e segurança pública, estudos populacionais, apoio ao marketing e à logística.

Com o GIS, problemas de localização (pontos comerciais, fábricas, fornecedores, centro de distribuição, etc.), roteamento de veículos, análise de sistemas logísticos, estão sendo resolvidos mais facilmente, em conjunto com outras variáveis, sendo que no roteamento de veículos tornou-se fundamental, pois permite ao usuário visualizar as rotas que foram geradas a partir de um algoritmo. Além dessas possibilidades, podemos identificar como possíveis de desenvolvimento, as relacionadas com os sistemas de informação, controle do fluxo de mercadorias, controle de estoques, arranjo físico do armazenamento, manuseio de produtos, disponibilização de informações para os clientes on-line, etc. (ROCHA, 2008).

A visualização de dados, por meio de elementos gráficos, tabelas, mapas e imagens digitais, permitem os usuários assimilar e utilizar mais facilmente dados provenientes do sistema de informação. Algumas ferramentas de visualização de dados, em formato gráfico, são interativas, permitindo que os usuários manipulem os dados e percebam as exibições gráficas mudando em resposta às mudanças introduzidas por eles, percebendo padrões e relações em grandes quantidades de dados (LAUDON; LAUDON, 2007).

Alguns benefícios dessa poderosa ferramenta são destacados por Breternitz (2001, p. 39):

* aumenta nosso conhecimento acerca dos recursos disponíveis numa data área geográfica;

* facilita a formulação e a avaliação de diferentes estratégias alternativas, respondendo a questões do tipo “what if” relativas a políticas, análises e distribuição de recursos;

* reduz o tempo gasto para preparação de relatórios, gráficos e mapas, o que melhora a eficácia da informação geográfica usada em análise de políticas e avaliação de opções de planejamento;

* melhora o planejamento de futuras pesquisas, por disponibilizar os dados já existentes e estabelecer linhas mestras para coleta, armazenagem e processamento dos novos dados a serem capturados;

* melhora o tempo de resposta aos pedidos de informações gerados por gerentes e planejadores, por tornar as informações mais acessíveis;

* produz novas informações pela sua capacidade de manipular dados anteriormente disponíveis, graças à capacidade de manipulação de dados via computador;

* facilita o desenvolvimento de modelos dinâmicos para apoio ao planejamento;

* permite uma utilização mais adequada dos recursos humanos disponíveis para coleta e análise de dados - já se viu que os custos desses recursos são altos - pela eliminação de redundâncias e sobreposições de dados e esforços.

Algumas organizações estão adotando, além do uso do GIS, o SDSS (Spatial Decision Support System) na formulação do seu planejamento estratégico devido ao aumento no número de variáveis, principalmente geográficas, consideradas nas análises, facilitando as tomadas de decisões para aumentar a competitividade das empresas (ROCHA, 2008).

2.3.1 SDSS - Spatial Decision Support System


2.3.2 Aplicação do GIS na Logística

Os programas informatizados utilizados nas operações logísticas que incorporam as bases de dados geográficos ( 11) podem ser utilizados para analisar o resultado de uma pesquisa de localização, calculando distâncias e tempos precisos, identificando os fornecedores, centros de distruibuição, fábricas, concorrentes, representantes, etc., fazendo o link entre uma fábrica e seus clientes, por exemplo, reduzindo assim, o custo operacional.

Uma base cartográfica integrada a um software logístico, como por exemplo o ArcLogistics da ESRI, pode contemplar rodovias, pedágios, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos, permitindo a construção de uma infra-estrutura logística, otimizando trajetos multimodais.

2.3.3 Aplicação do GIS na Cadeia Logística de Suprimentos
2.3.2 Aplicação do GIS na Logística de Distribuição Física

3 MÉTODO
3.1 TIPO DE PESQUISA

De acordo com Lakatos; Marconi (2009), os critérios para a classificação dos tipos de pesquisa variam de acordo com o enfoque do autor, podendo ser pelos interesses, condições, campos, metodologia, situações, objetivos, objetos de estudo, etc.

Segundo uma das classificações de Best (1972 apud LAKATOS; MARCONI, 2009, p. 6), as pesquisas podem ser descritivas, “delineia o que é”, abordando aspectos de descrição, registro, análise e interpretação dos fenômenos atuais, objetivando o seu funcionamento no presente.

Para Hymann (1967 apud LAKATOS; MARCONI, 2009, p. 6) a pesquisa descritiva é a simples descrição de um fenômeno.

Gil (2002) define que o método de pesquisa descritivo tem como características a observação, análise, descrição e correlação dos fatos ou fenômenos sem a manipulação dos mesmos, para descobrir a freqüência com que o fenômeno ocorre e a relação desse fenômeno com os demais fatores.

Para Lakatos e Marconi (2009) as pesquisas descritivas consistem em investigações de pesquisa empírica cuja principal finalidade é o delineamento ou análise das características de fatos ou fenômenos, a avaliação de programas, ou o isolamento de variáveis principais ou chave. Todos empregam artifícios quantitativos tendo por objetivo a coleta sistemática de dados, utilizando várias técnicas como entrevistas, questionários, formulários, etc.

As pesquisas exploratórias proporcionam maior familiaridade com o problema, a fim de torná-lo mais explícito (GIL, 2002).

Lakatos e Marconi (2009) explicam que as pesquisas exploratórias são investigações de pesquisa empírica cujo objetivo é a formulação de questões ou de um problema, com tripla finalidade: desenvolver hipóteses, aumentar a familiaridade do pesquisador com um ambiente, fato ou fenômeno para a realização de uma pesquisa futura mais precisa ou modificar e clarificar conceitos. Obtêm-se frequentemente descrições tanto quantitativas quanto qualitativas do objeto de estudo, e o investigador deve conceituar as interrelações entre as propriedades do fenômeno, fato ou ambiente observado. As coletas de dados podem ser por meio de entrevista, observação participante, análise de conteúdo, etc.

De acordo com as explicações acima, este estudo foi classificado como um estudo exploratório e descritivo combinado, comentado por Lakatos e Marconi (2009) que são estudos exploratórios cujo objetivo é descrever completamente determinado fenômeno, podendo ser encontradas tanto descrições quantitativas e/ou qualitativas quanto acumulação de informações detalhadas como as obtidas por intermédio da observação participante.

Quanto ao delineamento classifica-se como um levantamento de dados, que será realizada por meio de questionários e entrevista semi-estruturadas aplicada junto aos gestores dos Centros de Distribuição Física da região do Vale do Paraíba Paulista.

A abordagem será através da pesquisa mista, qualitativa e quantitativa.

* Quantitativa: na análise do questionário para identificação e análise da Utilização do Sistema de Informação Geográfica como apoio às Decisões Logísticas (anexo A), aplicado aos gestores das empresas que serão estudadas.

* Qualitativa: na análise das entrevistas semi-estruturadas a ser aplicada nos gestores das empresas estudadas, a ser construída com base no questionário anteriormente aplicado.

3.2 POPULAÇÃO E AMOSTRA

Lakatos (2007, p. 112) define universo ou população como:

conjunto de seres animados ou inanimados que apresentam pelo menos uma característica em comum. [...] A delimitação do universo consiste em explicitar que pessoas ou coisas, fenômenos etc. serão pesquisadas, enumerando suas características comuns, como, por exemplo, sexo, faixa etária, organização a que pertencem, comunidade onde vivem, etc.

O Universo ainda não foi definido, mas compreenderá os Centros de Distribuição Física da região do Vale do Paraíba Paulista.

Ainda de acordo com Lakatos; Marconi (2009, p. 27), amostra é definida como:

“uma porção ou parcela, convenientemente selecionada do universo (população); é um subconjunto do universo.”

O universo ou população de uma pesquisa depende do assunto a ser investigado e a amostra, que será a porção submetida à verificação é determinada de maneira probabilística, aleatória ou ao acaso ou não probabilística (LAKATOS; MARCONI, 2009).

Após a identificação do universo a ser estudado, se definirá a amostra a ser analisada na pesquisa, que será uma amostra probabilística.

3.3 INSTRUMENTO (S)

Conforme Lakatos e Marconi (2009, p. 86):

“o questionário é um instrumento de coleta de dados constituído por uma série ordenada de perguntas, que devem ser respondidas por escrito e sem a presença do pesquisador”.

O primeiro instrumento a ser utilizado nessa pesquisa para coleta de dados será o Questionário para identificação e análise da Utilização do Sistema de Informação Geográfica como apoio às Decisões Logísticas, que ainda será definido (Anexo A).

Junto ao questionário, será realizada uma entrevista semi-estruturada, na modalidade focalizada, junto aos gestores dos Centros de Distribuição Física (a ser elaborada após a análise dos questionários).

A entrevista é um encontro entre duas pessoas, para se obter informações a respeito de um determinado assunto, mediante conversa de natureza profissional (LAKATOS; MARCONI, 2009).

De acordo com Selltiz (1965, p. 286 apud LAKATOS; MARCONI, 2009, p. 81), as entrevistas objetivam:

* averiguação de “fatos”;

* determinação das opiniões sobre os “fatos”;

* determinação de sentimentos;

* descoberta de planos de ação;

* conduta atual ou do passado;

* motivos conscientes para opiniões, sentimentos, sistemas ou condutas.

Entrevista não estruturada é elaborada com o propósito de o entrevistado ter a liberdade para desenvolver cada situação em qualquer direção, podendo explorar mais amplamente uma questão. Em geral, as perguntas são abertas e podem ser respondidas dentro de uma conversação informal (LAKATOS; MARCONI, 2009).

Ander-Egg (1978, p. 110) apresenta três tipos de modalidades para esse tipo de entrevista: entrevista focalizada, clínica e não dirigida.

“A entrevista focalizada tem um roteiro de tópicos relativos ao que se vai estudar e o entrevistador tem liberdade de fazer as perguntas que quiser” (LAKATOS; MARCONI, 2009, p. 82 apud ANDER-EGG, 1978).

3.4 PLANO PARA COLETA DE DADOS

Uma cópia deste projeto será entregue aos gestores responsáveis pelas organizações em estudo, que assinará a autorização para coleta de dados na empresa, de acordo com o modelo em anexo (anexo B).

Após aprovação do projeto pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade de Taubaté será iniciada a coleta de dados e todos os gestores respondentes assinarão o termo de consentimento cujo modelo consta no anexo (anexo C).

A coleta de dados será realizada por meio do recebimento das pesquisas respondidas, que serão enviadas via Correio para as empresas participantes.

A entrevista semi-estruturada será efetuada em uma sala de reunião ainda a definir, e será solicitada permissão do respondente para gravação da mesma, explicando a importância do registro de todo conteúdo abordado pelo participante. Caso obtenha-se esta permissão, após o trabalho as fitas serão arquivadas juntamente com os questionários respondidos.

3.5 PLANO PARA ANÁLISE DE DADOS

Os dados obtidos nas entrevistas assim como os dados documentais qualitativos das pesquisas serão analisados por meio de técnicas qualitativas da análise de conteúdo. A análise das informações será realizada por meio de tratamento estatístico.

A análise dos dados coletados por meio de questionário será efetuada de acordo com os parâmetros de abordagem quantitativa, nos quais serão tabuladas e cruzadas as informações obtidas por meio dos questionários respondidos e submetidos a tratamento estatístico.

4 RESULTADOS ESPERADOS

É esperado com esta dissertação um levantamento sobre a utilização do sistema de informação geográfica - GIS - em Centros de Distribuição física da região do Vale do Paraíba Paulista, bem como uma análise sobre o uso da ferramenta como apoio às decisões logísticas no gerenciamento da cadeia logística de distribuição física. Espera-se que os resultados obtidos possam servir de subsídio para posteriores intervenções e aprofundamento no estudo desse sistema, bem como em outras regiões.

5 CRONOGRAMA

Descrição da Atividade

Data de início

mai/09

jun/09

jul/09

ago/09

set/09

out/09

nov/09

dez/09

fev/10

mar/10

abr/10

mai/10

jun/10

jul/10

ago/10

set/10

out/10

nov/10

dez/10

mar/11

Definição do Tema

01/03/2009

x

Levantamento Bibliográfico

01/03/2009

x

x

x

Projeto para correções

26/06/2009

x

Entrega do Projeto Final

01/08/2009

x

Introdução

26/06/2009

x

Definição do método

26/06/2009

x

x

x

x

Revisão da Literatura

26/06/2009

x

x

x

x

x

Levantamento da população

x

x

x

x

Definição da amostra

x

x

x

Elaboração dos questionários

x

x

x

x

Elaboração da entrevista semi-estruturada

x

x

x

x

Comitê de Ética

x

x

Aplicação dos questionários

x

x

x

x

Tabulação dos dados

x

Análise dos dados

x

x

x

Análise das entrevistas

x

x

Conclusões gerais

x

x

Resultados Esperados

x

Correção ortográfica

x

Exame de Língua Inglesa

x

x

1º seminário

x

2º seminário

x

3º seminário

x

Elaboração do 1º artigo

x

Elaboração do 2º artigo

x

Entrega final

x

Defesa da Tese de Dissertação

x

Elaboração de artigo

x

Tabela 1 - Cronograma

29

29

6 ORÇAMENTO

A dissertação será custeada com recursos próprios, conforme planilha prévia de orçamento para dissertação:

Orçamento para Dissertação

Artigos

R$ 500,00

Encadernação

R$ 100,00

Livros

R$ 1.000,00

Revisão gramatical

R$ 400,00

Impressão

R$ 500,00

Correios

R$1.500,00

Total

R$ 4.000,00

Tabela 2 - Orçamento

REFERÊNCIAS

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BALLOU, R.H. Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos / Logística Empresarial. 5. Ed. - Porto Alegre: Bookman, 2006.

BALLOU, R.H. Logística Empresarial: transportes, administração de materiais e distribuição física. 1. Ed. - São Paulo: Atlas, 2008.

BERTAGLIA, Paulo Roberto. Logística e Gerenciamento da Cadeia de Abastecimento. São Paulo: Saraiva, 2003.

BLASCHKE, T.; KUX, H. Sensoriamento remoto e SIG avançados: novos sistemas sensores, métodos inovadores (versão brasileira atualizada e organizada do título original Fernerkundung und GIS). São Paulo: Oficina de textos, 2005.

BOWERSOX, D.J.; CLOSS, D.J.; COOPER, M.B. Gestão da Cadeia de Suprimentos e Logística. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007.

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BRANSKI, R.M. O papel da tecnologia da informação no processo logístico: estudo de casos com operadores logísticos. Tese (Doutorado), Escola Politécnica da Universidade de São Paulo - USP, São Paulo: 2008.

BRETERNITZ, V.J. Sistemas de informações geográficas: uma visão para administradores e profissionais de tecnologia da informação. Revista da Faculdade de Ciências Econômicas, Contábeis e de Administração de Empresas Padre Anchieta, Análise, Ano II, n. 4, agosto 2001.

CHOPRA, Sunil; MEINDL, Peter. Gerenciamento da cadeia de suprimentos. 6. Ed. - São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2008.

DAVIS Jr., Clodoveu Augusto. Múltiplas representações em Sistemas de Informação Geográficos. Tese (Doutorado), Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte: 2000.

FLEURY, P.F.; WANKE, P.; FIGUEIREDO, K.F. Logística Empresarial: a perspectiva brasileira. São Paulo: Atlas, 2000.

GETIS, Arthur. GIS Best Practices - Essays on Geography and GIS, ESRI, v.1. Estados Unidos da América: Califórnia, setembro 2008.

GIL, A.C. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. 4. Ed. - São Paulo: Atlas, 2002

KOTLER, P. Administração de Marketing. 10. Ed. - São Paulo: Prentice Hall, 2000.

LAKATOS, E.M.; MARCONI, M.A. Técnicas de pesquisa. 7. Ed. - São Paulo: Atlas, 2009.

LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. de A. Metodologia do Trabalho Científico. 7. Ed. - São Paulo: Atlas, 2007.

LAMBERT, D.M.; STOCK, J.R.; VANTINE, J.G. Administração estratégica da Logística. São Paulo: Vantine Consultoria, 1998.

LAUDON, K.C.; LAUDON, J.P. Sistemas de informações gerenciais. 7. Ed. - São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007.

LIM, Ewe Leng. GIS Best Practices - Mobile GIS, ESRI. Estados Unidos da América: Califórnia, maio 2007.

MENTZER, John T.; DeWITT, William; KEEBLER, James S.; MIN, Soonhong; NIX, Nancy W.; SMITH, Carlo D.; ZACHARIA, Zach G. Defining Supply Chain Management. Journal of Business Logistics, V. 22, Nº. 2, 2001.

MICHAELIS. Moderno dicionário da língua portuguesa. São Paulo: Companhia Melhoramentos, 1998.

MORGAN, G. Imagens da Organização. 1. Ed. - São Paulo: Atlas, 2009.

PIRES, S.R.I. Gestão da Cadeia de Suprimentos. 2. Ed. - São Paulo: Atlas, 2009.

PORTER, M.E. Estratégia Competitiva. 2. Ed. - Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.

ROCHA, P.C.A. Logística & Aduana. 3. Ed. - São Paulo: Aduaneiras, 2008.

SIMCHI-LEVI, D.; KAMINSKY, P.; SIMCHI-LEVI, E. Cadeia de suprimentos: projeto e gestão. Porto Alegre: Bookman, 2003.

THOME, Rogério. Interoperabilidade em geoprocessamento: conversão entre modelos conceituais de sistemas de informação geográfica e comparação com o padrão Open GIS. Tese (Mestrado), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE, São Paulo: defendido em 29 de setembro de 1998.

ANEXOS

Anexo A -

Questionário para identificação e análise da Utilização do Sistema de Informação Geográfica como apoio às Decisões Logísticas no Gerenciamento da Cadeia de Distribuição Física (ainda será definido);

Anexo B -

Autorização para coleta de dados

DEPARTAMENTO DE ECONOMIA, CONTABILIDADE E ADMINISTRAÇÃO - ECA

Taubaté, xx de xxxx de xxxx

De: Prof. Dr. Edson Aparecida de Araújo Querido de Oliveira

Coordenador do Programa de Pós-graduação em Administração - UNITAU

Função

Empresa

Endereço

Prezado Senhor (indicar função):

A Srta. Laiza Meira de Borba, regularmente matriculada no Programa de Pós-graduação em Administração desta Universidade, desenvolve sua dissertação de Mestrado na área de Gestão e Desenvolvimento Regional. Sua proposta de trabalho intitula-se “O sistema de informação geográfica (GIS) como apoio às decisões logísticas no gerenciamento da cadeia de distribuição física”.

Tratando-se de uma pesquisa de campo, gostaria de solicitar a colaboração de V.S. no sentido de conceder a Srta. Laiza Meira de Borba autorização para responder ao Questionário para identificação e análise da utilização do sistema de informação geográfica como apoio as decisões logísticas no gerenciamento da cadeia de distribuição física. Tais informações serão utilizadas tão somente para fins acadêmicos.

Se considerar necessário ou conveniente, o nome e qualquer outra forma de identificação dessa empresa poderão ser omitidos do manuscrito final da dissertação.

Anexo C - Termo de Consentimento

Termo de Consentimento Livre e Esclarecido Institucional

Esta pesquisa está sendo realizada pela Srta Laiza Meira de Borba, aluna do Mestrado em Gestão e Desenvolvimento Regional do Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade de Taubaté (PPGA), como dissertação de mestrado, sendo orientada e supervisionada pelo professor Dr. José Luis Gomes da Silva.

Seguindo preceitos éticos, informamos que pela natureza da pesquisa, a participação desta organização não acarretará em quaisquer danos à mesma. A seguir, damos as informações gerais sobre esta pesquisa, reafirmando que qualquer outra informação poderá ser fornecida a qualquer momento, pelo aluno pesquisador ou pelo professor responsável.

TEMA DA PESQUISA: O sistema de informação geográfica (GIS) como apoio as decisões logísticas no gerenciamento da cadeia de distribuição física.

OBJETIVO: Investigar e analisar como a utilização do sistema de informação geográfica pode apoiar as decisões logísticas no gerenciamento da cadeia de distribuição física.

PROCEDIMENTO: -----------------------------------------------------------------------

SUA PARTICIPAÇÃO: Autorizar a aplicação da pesquisa nesta organização.

Após a conclusão da pesquisa, prevista para ------------, uma dissertação, contendo todos os dados e conclusões, estará à disposição na Biblioteca da Universidade de Taubaté.

Agradecemos sua autorização, enfatizando que a mesma em muito contribuirá para a construção de um conhecimento atual nesta área.
Local, de de 2009.

____________________________________________

 

____________________________________________

Laiza Meira de Borba

RG 29.399.461-4

Tendo ciência das informações contidas neste Termo de Consentimento, Eu ____________________

____________________________________________________________________, portador do RG nº. _____________________________, responsável pela organização ________________________

_____________________________________, autorizo a aplicação desta pesquisa na mesma.

Local, _____de___________ de 2009.

____________________________________

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